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Mãe que perdeu filho para a Leucemia questiona a autoridade de Deus

Professora de Itapeva (SP), Angélica Campolim escreveu lembranças da doença do filho e fez reflexões sobre a morte dele, em 2015.

"Quando Deus não é suficiente" é o nome de um livro escrito por uma mãe que perdeu o filho caçula de 22 anos para a leucemia. Angélica Campolim, a escritora de Itapeva (SP), conta em mais de 50 capítulos momentos da doença do filho Júlio Campolim, além de reflexões após a morte do jovem, em 2015.

Mãe perde filho de 22 anos por leucemia e questiona fé em livro: 'Quando Deus não é suficiente'

No Dia das Mães, celebrado neste domingo (14), Angélica, ou Lica como é conhecida, se lembrará como é para uma mãe ver um filho morrer sem ter como impedir.

“Pagamos caro pelo melhor tratamento, pelos melhores médicos, eu fiz um transplante de medula óssea para o meu filho, mas mesmo assim não conseguimos salvá-lo. Digo que meu sofrimento foi ao quadrado, porque além da morte do filho eu perdi toda minha base religiosa”, desabafa a mãe de 55 anos.

Para Lica, que é cristã, despedida forçada do filho Júlio, quando ele ainda tinha 22 anos e se preparava para se tornar um arquiteto, mudou a forma como ela vê Deus.

“A gente traz desde a infância uma ideia de que o bem vence o mal, e que no final os heróis vencem, assim como nos filmes. E acabamos transportando essa ideia para a fé. A teologia da prosperidade [doutrina de dar algo a Deus para receber] vai além do dinheiro, dos bens materiais. 

A gente pensa que sendo bom e indo a igreja toda semana estamos blindados, mas não é assim que Deus age. Eu pensava assim, mas agora sou diferente.”

O livro foi escrito em cinco meses, entre setembro de 2016 e fevereiro deste ano. Ele não é organizado de forma cronológica, mas pela sequência de textos escritos pela professora de biologia.

“Foi uma forma de lidar com a morte. Lembro que quando criança e adolescente eu costumava escrever no diário. Eu começava os textos de forma confusa, com raiva ou decepcionada, e no fim deles eu estava conformada e resolvida. O mesmo aconteceu agora, veio com toda força essa dependência de me acalmar através das palavras”, ressalta.

"Tristemunho"

Com a ajuda de um amigo, que é editor de livros, Lica concluiu a obra que conta a história da morte de um jovem por leucemia do ponto de vista de uma mãe.

“Não planejei esse livro, ele aconteceu. Não quero impressionar ninguém. É um ‘tristemunho’. Fiz um texto de cada vez e quando perguntei ao meu amigo quando ele acabava, ele disse que eu sentiria. Ele disse que eu sentiria um vazio, e foi realmente isso que aconteceu quando, depois de mais um texto, senti que já tinha falado tudo o que tinha para falar.”

O livro será lançado em junho deste ano em duas datas: em Itapeva na Câmara, no dia 23, e em São Paulo (SP) no Hospital Alemão Oswaldo Cruz, no dia 24.

O dinheiro da venda no lançamento em São Paulo será revertido para a Associação da Medula Óssea (AMO) e dos livros vendidos em Itapeva ao Grupo Salva Vidas, entidade beneficente que atua na cidade. "Não sei ainda se vou vendê-los depois e como fazer isso", diz ela.

A luta de Júlio

Júlio teve câncer de leucemia em 2013, quando tinha 20 anos e morava em São Paulo, onde estudava o quarto ano de arquitetura. Os primeiros sinais foram inchaços na boca e virilha seguidos de uma forte gripe.

Mãe que perdeu filho para a Leucemia questiona a autoridade de Deus

Após semanas gripado, o rapaz foi ao hospital onde constataram a anomalia com a medula óssea.

Logo o pai e a mãe do rapaz passaram a dedicar todo tempo e dinheiro para recuperar o filho. O pai viajava todas as semanas de São Paulo a Itapeva, a cerca de 300 quilômetros, para trabalhar e ao mesmo tempo ficar com o filho. E Lica deixou o emprego para cuidar em tempo integral do filho. Durante o período, houve até campanha com famosos pelo estudante.

Após meses de tratamento para bloquear “o erro” que provocava a doença, Júlio enfim ficou apto para receber um transplante da mãe dele, que tinha 70% de compatibilidade. Os médicos captaram através do sangue de Lica o que era necessário para corrigir o organismo do jovem.

O transplante foi em fevereiro de 2014. “Achei que ele iria se curar, a compatibilidade era de 70% era uma boa chance. Além disso ele era jovem, forte”, lamenta.

Porém, devido ao processo de bloqueio, todo o sistema de imunização de Júlio foi afetado e ele contraiu um fungo nos pulmões.

Nesse período, ele precisava tomar duas doses diárias de sangue com plaquetas e glóbulos branco. O fungo no pulmão persistiu por anos, apesar dos vários remédios para impedi-lo, sendo a principal causa da morte do rapaz.

“Fizemos três exames após o transplante de medula. O primeiro deles apontou que a minha medula estava avançando no corpo dele. O segundo apontava que minha medula tinha corrigido o problema com a medula dele. E o terceiro, em 2015, mostrou que a doença estava voltando, porque minha medula estava regredindo. Conversamos com o médico que explicou que meu filho não suportaria um novo transplante, que seria fatal para ele. Meses depois, ele teve uma crise respiratória e foi internado no hospital. Depois de 15 dias ele não suportou mais. Ele morreu em junho daquele ano”, completa a mãe.

Nos últimos dois anos de vida do rapaz, enquanto lutava contra a leucemia, Júlio perdeu cerca de 30 quilos e não conseguiu concluir os estudos. Uma das últimas alegrias dele era poder assistir os jogos do Corinthians.

“Quando ele ganhou a camiseta assinada por todos os jogadores ele chorou de felicidade. Ele era muito fanático, não perdia uma partida do Corinthians. "

"Uma das coisas boas que lembro dele no hospital é quando ele chamava um enfermeiro fingindo ser um pedido só para não assistir o jogo sozinho, só para ter uma companhia por pelo menos alguns minutos”, relembra.

Hoje, Lica divide a saudade do filho com o marido Cláudio e as duas filhas Bianca e Paula. “Depois de passar pela doença e a perda de um filho, você acaba se transformando em uma nova pessoa”, reflete.
Fonte: G1
INSS é atacado por hackers e fica fora do ar

Um ataque de hackers ocorrido nesta sexta-feira em 74 países, inclusive o Brasil, levou à suspensão dos serviços nas agências do INSS no país. 

Segundo integrantes do governo, houve indícios de que o ataque cibernético poderia afetar o atendimento e, por isso, o Dataprev, órgão responsável pelo sistema de informática da Previdência Social, resolveu desligar o serviço.


Ataque cibernético mundial levou INSS a suspender atendimento no Brasil


Além da Previdência, empresas como Petrobras e Vivo, o Operador Nacional do Sistema Elétrico e o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) também foram atingidos.

No Rio de Janeiro, conforme informou uma fonte ligada ao órgão, todos os computadores da Previdência e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foram afetados pelo vírus e foram desligados. Os postos de atendimento foram 100% afetados pelo ciberataque e não estão funcionando.

Em nota, o INSS esclarece que os serviços nas agências foram suspensos nesta sexta-feira, após indícios de ciberataques na rede mundial de computadores. Os atendimentos marcados para esta data serão reagendados. "A Data de Entrada de Requerimento (DER) dos cidadãos agendados será resguardada", informou o órgão.

Outras páginas do governo federal na internet estão fora do ar. A página da Previdência Social e do Ministério do Trabalho, por exemplo, estão sem acesso. Os telefones do órgão também não funcionam no momento.

O ataque cibernético aos sistemas da Telefônica, na Espanha, nesta sexta-feira também atingiu a operação brasileira da empresa. Funcionários da companhia, dona da operadora Vivo, foram orientados a não ligarem seus computadores e não acessarem os e-mails pelo celular. 

Desde o meio da manhã, o escritório central da empresa, na zona sul de São Paulo, está praticamente sem atividade. Os serviços aos usuários estão normais.


O governo espanhol divulgou um comunicado em que informa sobre o ciberataque em várias empresas da Espanha. O banco BBVA e a seguradora Mapfre são outros que tiveram seus sistemas invadidos. No Brasil, porém, as operações estão normais. A empresa Portugal Telecom também informou que foi afetada pelo ataque dos hackers em sua sede.

A Petrobras foi na mesma linha e comunicou a os funcionários da empresa em todo país para que salvassem todos os trabalhos que estivessem realizando e desligassem os computadores (boot) por cerca de 15 minutos.

No Twitter, usuários relatam ataques no Tribunal de Justiça de São Vicente, em São Paulo. Além disso, o Ministério Público também foi atacado.

Ataque mundial

Diferentes empresas em todo o mundo registraram ataques. Os equipamentos de informática foram infectados com um vírus do tipo “ransomware”, que bloqueia os arquivos até o pagamento de um resgate. Há registro de computadores infectados em Espanha, Taiwan, Rússia, Portugal, Ucrânia, Turquia e Reino Unido, segundo informaram as companhias de segurança cibernética 21sec y Check-point ao jornal "El País".

No Reino Unido, o vírus fez entrar em colapso o Serviço Nacional de Saúde. Costin Raiu, diretor de pesquisa global e equipe de análise da Kaspersky Lab, uma empresa de segurança de computadores, publicou nas redes sociais que houve mais de 45.000 ataques em 74 países.

O Centro Criptológico Nacional (CCN), a divisão dos serviços espanhóis de inteligência encarregada da segurança das tecnologias da informação, assegurou que se trata de “um ataque em massa de ramsomware”, que afeta os “sistemas Windows cifrando todos seus arquivos e os das unidades de rede que estejam conectados”.
Fonte: Extra Digital
Agora é lei: Autoescolas deverão ter carros adaptados para Pessoas com Deficiência

O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) deverá estabelecer, em resolução, a permissão para que pessoas com deficiência física que forem candidatas a carteira de habilitação façam o treinamento em veículo próprio quando a adaptação for muito específica.

Agora é lei: Autoescolas deverão ter carros adaptados para Pessoas com Deficiência

Resolução, que deverá ser feita pelo Contran, estabelecerá exigência vetada da Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência

O anúncio foi feito nessa quarta-feira (10), durante audiência pública da Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com deficiência sobre o acesso a veículos adaptados no Brasil.

A informação veio do coordenador-geral de Qualificação do Fator Humano no Trânsito do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), Francisco Garonce, que também disse que o processo de habilitação deve preparar todo um arcabouço que suporte a formação da pessoa com deficiência, para ser um condutor preparado como qualquer outro para lidar com o trânsito.

O secretário dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Ministério da Justiça, Marco Antônio Pellegrini, disse que esse tipo de investimento nas autoescolas é tão importante quanto aquele para atender qualquer outra pessoa, pois condutores com deficiência física também exercem a profissão de motorista.

Veto

O Congresso já havia incluído na Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com deficiência (Lei 13.146/15) exigência de que as autoescolas disponham de veículos adaptados. Contudo, essa determinação foi vetada pela ex-presidente Dilma Rousseff. A proposição determinava um carro adaptado para cada vinte veículos da frota. Os veículos deveriam ter pelo menos as seguintes adaptações: câmbio automático, direção hidráulica, vidros elétricos e comandos manuais de freio e de embreagem.


A Federação Nacional das Autoescolas e dos Centros de Formação de Condutores não vê necessidade da determinação. O presidente da entidade, Justino da Fonseca, explicou que mesmo sem obrigação legal, as autoescolas já atendem todas as pessoas com necessidades especiais. Ele também esclareceu que é permitido o uso do carro particular do condutor para o treinamento nos centros de formação. “Os Detrans nos autorizam a fazer os trabalhos no próprio carro do deficiente. Então não há ninguém no País sem atendimento", armou.

Projeto

O deputado Adail Carneiro (PP-CE), autor do requerimento para a audiência, reconheceu que há autoescolas que já fazem as adaptações, mas ressaltou que tal preocupação não é observada em todas as cidades. Carneiro disse que poderá apresentar um projeto de lei para garantir tal direito às pessoas com deficiência.


O deputado chamou atenção para a necessidade de apoio do governo para a oferta de veículos adaptados no Brasil, já que, segundo ele, esse serviço pode chegar a custar R$ 30 mil. Segundo ele, em alguns casos a isenção de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) não é suficiente para pagar os custos da adaptação.

Na audiência, o deputado Otávio Leite (PSDB-RJ) sugeriu que fossem incluídas pessoas com deficiência física, especialmente as que foram vítimas de acidente de trânsito, entre os instrutores que aplicam cursos de reciclagem para os condutores infratores.
Fonte: Jornal do Commercio
5 coisas que as mães de autistas gostariam que você soubesse

Distúrbio cujas causas podem estar relacionadas a fatores genéticos e ambientais, mas que continuam sendo um mistério para a ciência, o autismo afeta o desenvolvimento dos pequenos já nos primeiros três anos de vida.

"Pode deixar o seu filho brincar com o meu", "Não é porque ele não fala que ele não te entende"... Veja a lista completa!

De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos Estados Unidos, estima-se que uma em cada 68 crianças recebam o diagnóstico do transtorno, que pode trazer consequências como a dificuldade de interagir socialmente, de se comunicar verbalmente e a presença de comportamentos repetitivos – as chamadas estereotipias.

O problema é que nem sempre as pessoas respeitam os sinais apresentados pelos autistas – especialmente quando falamos de crianças, que podem ter dificuldade para entender certas atitudes de outros pequenos. Por isso, nas redes sociais perguntamos às nossas leitoras que enfrentam esse tipo de situação com os filhos o que elas gostariam de falar para promover, cada vez mais, uma verdadeira inclusão e menos preconceito em relação aos baixinhos que fazem parte do Transtorno do Espectro Autista (TEA). Confira abaixo:

“Pode deixar o seu filho brincar com o meu”, comentou Luana Mendes. Porque, diferente do que alguns acreditam, essa troca entre os pequenos é sempre benéfica para todos os envolvidos!

“Não é porque ele não fala que ele não te entende. Ele entende tudo o que acontece ao seu redor”, afirmou Deise Neves. É muito importante evitar comentários que não acrescentam em nada. Autistas podem ter mais dificuldade para se expressar, mas do jeito deles, eles possuem um entendimento sobre as coisas que acontecem à sua volta.


“Eu gostaria que os outros pais entendessem que ele não é um menino mal-educado. Só que ele ainda não fala e tem dificuldade de demonstrar o que quer, por isso, pode ter esses comportamentos atípicos. 

Mas ele entende tudo e, se suas crianças tiverem um pouco de paciência, ele vai amar brincar com elas. Ele é carinhoso e tem uma memória incrível”, contou Cristilaine Costa. Sabe aquela história de não julgar sem conhecer o que realmente se passa? Pois é…

“Gostaria que soubessem que o meu pequeno William, de 4 anos, está no espectro autista e isso é só mais um aspecto da sua personalidade. Crianças estão se descobrindo e ainda vamos nos surpreender muito. Crianças autistas são diferentes, mas JAMAIS incapazes”, ressaltou Gisele. Porque nenhum tipo de distúrbio define uma pessoa. Ela é muito mais do que isso. Se todos estiverem abertos a essa convivência, vão se surpreender!

“Meu filho não gosta de ser tocado, mas isso não significa que ele não goste da sua companhia ou de você”, relatou Luana. Mais uma vez, as crianças autistas têm a sua própria maneira de se expressar e isso não tem nada a ver com o que elas sentem.
Fonte: Bebe Abril
Mec ainda não Entende que o Autismo é uma realidade

O estudante autista, Wander Gonçalves da Silva Júnior, disse nesta quinta-feira (4), na Câmara, que o Ministério da Educação não está preparado para realizar provas adequadas para pessoas com o transtorno. Silva Júnior participou de debate realizado pela Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência para discutir os problemas enfrentados pelos autistas nas escolas.

Autistas reivindicam mais inclusão nas escolas

O autismo é um transtorno global do desenvolvimento que se caracteriza pelo comprometimento na socialização, nas habilidades de comunicação e no comportamento social. Os transtornos do espectro autista se manifestam em uma a cada 68 crianças.

“O MEC trata o transtorno do espectro autista como se ele não existisse”, disse o estudante, ao explicar que a lei assegura uma prova em formato pedagógico acessível, que se baseie no diagnóstico médico do estudante, para que assim seja feita uma avaliação adequada à sua condição biológica e à sua condição de fala na correção da redação. “Nem na prova objetiva, nem na prova dissertativa há respeito à legislação vigente”, criticou Silva Júnior.

A diretora de políticas de educação especial do MEC, Patrícia Neves Raposo, reconheceu que no caso dos autistas ainda há muito a ser feito, mas garantiu que o ministério tem trabalhado na inclusão de cada vez mais pessoas com deficiência no ensino regular. “Temos hoje um maior quantitativo de alunos do espectro autista incluídos em classes comuns do ensino regular com atendimento educacional especializado e com o apoio de programas e ações do Ministério da Educação”, afirmou.

Formação de professores

Por sua vez, a diretora de Ensino do Movimento Orgulho Autista do Brasil, Viviani Guimarães, lamentou que muitas vezes os alunos vão para as escolas, mas por falta de formação dos professores e de estrutura da escola, não participam das atividades da turma.

A deputada Carmen Zanotto (PPS-SC) afirmou que a comissão vai enviar um pedido de esclarecimento ao MEC para apurar se as mudanças previstas na lei estão sendo implementadas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e nas escolas. “Nós temos legislações avançadas neste tema, mas ainda não temos a garantia para que os familiares das pessoas com autismo tenham o direito de escolher uma escola regular para seus filhos frequentarem ou até mesmo a universidade, a partir dos programas do governo federal.”
Fonte: Conews
Doença de Alzheimer é influenciada pela baixa qualidade na alimentação

A doença de Alzheimer é uma patologia do foro neurológico classificada como um transtorno mental e comportamental, que se trata da forma mais comum de demência, representando entre 50% a 70% de todos os casos desta doença.

Com o decorrer do tempo, as células nervosas do cérebro vão sofrendo uma redução de tamanho e número e, surge uma deterioração global, progressiva e irreversível no funcionamento cognitivo (memória, compreensão, cálculo, capacidade de aprendizagem, concentração, linguagem, pensamento), bem como no funcionamento motor, emocional e comportamental, afetando várias funções ou capacidades, que influenciam a rotina diária.

Embora existam fatores de risco impossíveis de alterar (idade e genética), muitos outros podem ser modificados e reeducados, como é o caso do consumo excessivo de álcool, da inatividade física e da alimentação desequilibrada que, consequentemente, levam a outros problemas de saúde (obesidade, diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares).

Com a progressão da doença, aumenta o risco de desnutrição proteico-energética e surgem défices nutricionais, nomeadamente de vitaminas A, C, D, E, K, B12, B6, ácido fólico, selénio e ácidos gordos ómega 3. Nestes casos, ainda não existe evidência científica suficiente que confirme a suplementação destes micronutrientes no tratamento da doença, sendo apenas recomendado que as doses diárias recomendadas sejam atingidas.


Deste modo, adotar um padrão alimentar saudável, praticar exercício físico com regularidade e dormir cerca de 7 a 8 horas por noite, parece ser a melhor estratégia para a prevenção e/ou progressão da doença de Alzheimer:

  • Consumir fruta e hortícolas ricos em antioxidantes, diariamente;
  • Preferir o consumo de gorduras insaturadas em detrimento das gorduras saturadas, diminuindo o consumo de carnes vermelhas e processadas, por exemplo;
  • Aumentar a ingestão de peixe, principalmente de peixes gordos;
  • Ingerir, pelo menos, cerca de 1 a 1,5L de água por dia;
  • Consumir frutos oleaginosos;
  • Dar preferência aos óleos vegetais;
  • Limitar o consumo de alimentos ricos em cobre e alumínio;
  • Incluir as leguminosas e os cereais integrais na alimentação;
  • Moderar o consumo de álcool.

No decorrer da instalação desta patologia, a alimentação é uma necessidade humana básica que pode vir a ser afetada, uma vez que surgem alterações na mastigação, problemas de deglutição (que podem levar a aspirações de alimentos nos pulmões), falta de apetite e, consequente, perda de peso.

Esta falta de apetite poderá surgir devido a problemas orais (próteses dentárias inadequadas e/ou falta de dentes); ao hipotálamo (responsável pelo apetite) se tornar disfuncional; a alterações na visão, no olfato e no paladar e/ou boca seca, tornando a comida menos apetitosa e a deglutição mais difícil; a algumas doenças crónicas e alguns medicamentos; à perda de memória e orientação no tempo, esquecendo-se de cozinhar e de se alimentar; à frequência de ambientes novos e não familiares (agitação e confusão); a distrações durante a refeição (barulho e muita confusão); a alimentos pouco atrativos, repetição de pratos e maus odores; e, à prática inadequada do cuidador (pressão, exigência e irritabilidade).


Por outro lado, é bastante comum o doente queixar-se que tem vontade de comer em intervalos curtos e/ou em grande quantidade, devido à perda de memória, à falta de orientação temporal e a alterações de saciedade. Importa salientar que o ganho de peso acarreta outros riscos para a saúde e a ingestão excessiva de alimentos pode causar desconfortos abdominais.

No tratamento da doença de Alzheimer, é fundamental a intervenção de uma equipe multidisciplinar que assegure o bem-estar físico do doente, sem esquecer o papel essencial do cuidador no dia-a-dia dos doentes. Aqui, o nutricionista tem como principais funções avaliar o risco e/ou estado nutricional dos doentes e adaptar a dieta segundo a sua consistência, tendo em conta que cada caso deve ser tratado de forma individual, principalmente porque os problemas alimentares são temporários e podem mudar à medida que a doença se agrava.
Fonte: Bairrada Informação
Esclerose Múltipla pode ter novo tratamento coberto pelo SUS

Conitec abre consulta pública sobre incorporação do fumarato de dimetila. Terapia é usada em todo mundo por quase 250 mil pacientes. Médicos, pacientes e familiares podem opinar sobre o medicamento

Esclerose Múltipla pode ter novo tratamento coberto pelo SUS

Esclerose múltipla pode ganhar reforço no arsenal terapêutico do Sistema Único de Saúde (SUS)

A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), anunciou, em 19 de abril, a abertura de consulta pública para a incorporação do medicamento oral fumarato de dimetila, indicado para o uso após a 1ª falha de tratamento da esclerose múltipla ou falta de aderência ou intolerância às formas parenterais (intramuscular ou subcutânea de glatirâmer e betainterferona), pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Para participar, médicos, pacientes, familiares e cuidadores podem acessar o link http://conitec.gov.br/index.php/consultas-publicas e dar sua opinião até o dia 16 de maio.

A esclerose múltipla é uma doença autoimune, inflamatória do sistema nervoso central. Crônica e recidivante, pode levar a sintomas que são altamente variáveis entre um surto e outro e de uma pessoa para outra.

Por isso a importância de adequar o melhor medicamento ao perfil do paciente. Para isso acontecer, é preciso contar com um arsenal terapêutico diverso, que seja eficaz para os distintos momentos de cada paciente e que permita integrá-los, quando necessário.

O fumarato de dimetila é indicado para a esclerose múltipla recorrente remitente (EMRR), que se caracteriza por ataques repetidos (surtos) de sintomas do sistema nervoso.

Lançado nos Estados Unidos em 2013, chegou ao Brasil já em 2015. É considerado o tratamento oral para EMRR mais prescrito do mundo, com quase 250 mil pessoas no total e mais de 1 mil no Brasil.

A diferença, além de sua eficácia e segurança demonstradas por estudos clínicos, está na sua administração - via oral - que contribui para o aumento significativo da aderência ao tratamento.

A esclerose múltipla ocorre mais frequentemente entre 20 e 40 anos de idade, é 2 a 3 vezes mais comuns em mulheres e atinge mais de 30 mil brasileiros.
Fonte: Segs
Dores diversas – Médico especialista ensina a diminuir suas consequências

DORES DIVERSAS – MÉDICO ESPECIALISTA ENSINA A DIMINUIR AS CONSEQUÊNCIAS

Rodrigo de Almeida Prado é médico graduado pela UFPR (Universidade Federal do Paraná). Tem título de especialista em fisiatria pela FMUSP, com área de atuação em dor. Nesta entrevista, esclarece um pouco sobre a dor e como tentar aliviar seus sintomas.

Os segredos para aliviar a dor

Médico fisiatra destaca 'arsenal' de tratamentos

O que faz o médico fisiatra?
O médico fisiatra acaba sendo um profissional voltado para a reabilitação intervencionista em diversas doenças, as quais cursam em sua maioria com o problema de dor.

Atua em doenças que acometem a coluna vertebral, como por exemplo, quadros de artroses vertebrais (desgastes nas vértebras), hérnias de discos na coluna, paralisia em membros, como nos casos de hemiplegias pós acidentes vasculares cerebrais, paralisias cerebrais, dores na região posterior do pescoço, dores nas costas, fibromialgias, amputações de membros com neuromas dolorosos, seja na fase de pré colocação da prótese como na fase de acompanhamento, quando o paciente já está usando a prótese, problemas de inflamações nos tendões, etc...
   
Quais os problemas mais frequentemente tratados em seu consultório?
Temos os quadros de hérnias de disco com repercussões clínicas, osteoartroses de coluna vertebral, radiculopatias em membros (doenças que acometem os nervos emergentes da coluna vertebral) sejam por hérnias de disco ou por instabilidades vertebrais, osteoartroses em joelhos e quadris, assim como, casos de fibromialgia.

Casos de crianças com quadros de paralisias cerebrais, sejam hemiplégicas, tetraplégicas ou paraplégicas, como também casos de sequelas de AVC (Acidente Vascular Cerebral / "Derrame"), perfazem um grande volume de atendimento em meu consultório.

Muitos casos de sequelas de AVC - Acidente Vascular Cerebral (Conhecido por "derrame") cursam com quadros de "dores centrais", que são aquelas oriundas de disfunções do sistema nervoso central, o que levam a grandes incapacidades para as atividades de vida diária aos pacientes.

Além disto um grande problema nestes casos, como nos casos de paralisia cerebral, são os decorrentes da rigidez dos membros que são acometidos, ou seja, na dependência do tipo do AVC e da paralisia cerebral, os pacientes apresentam quadros de "rigidez em membros" onde o médico fisiatra atua de forma intervencionista e reabilitadora.


É possível prevenir o aparecimento destes tipos de problemas, com exceção daqueles que são oriundos de traumas ou outras doenças?
Sim, o médico fisiatra tem uma visão preventiva. Em muitos casos, quando se consegue controlar as dores decorrentes de lesões por trauma ou não, a prevenção volta-se em não incapacitar o paciente para suas atividades de vida diária, como também, na prevenção de deformidades osteomioarticulares (retrações musculares levando a deformidades osteoarticulares em membros), possibilitando melhoras na qualidade de vida aos pacientes.

Quais os métodos utilizados para tratar estas lesões?
O médico fisiatra tem um arsenal muito vasto de tratamentos, por exemplo, os tratamentos em eletroestimulações seriadas (visam estimular cadeias de grupos neuromusculares) onde associado a procedimentos intervencionistas para controles das dores e dos quadros de rigidez muscular, proporcionam em muitos casos, melhoras as atividades de vida diária aos pacientes.
   
Como difere o tratamento realizado na reabilitação pelo fisiatra do realizado pelo fisioterapeuta?
Tratamentos realizados por médicos fisiatras, voltam-se em muitos casos para procedimentos intervencionistas. Como exemplo, temos os tratamentos com bloqueios neuromusculares com uso de toxina botulínica em membros para os casos de rigidez em membros, principalmente para os casos de paralisia cerebral e de paciente que tiveram AVC, onde pela eletroestimulação guiada por eletrodos, realiza-se os referidos bloqueios neuromusculares nos pacientes, proporcionando melhoras importantes, inclusive, nas condições para o fisioterapeuta atuar.
   
Como funciona o acompanhamento (consulta) realizado pelo médico fisiatra?
Os acompanhamentos realizados por médicos fisiatras, começam por uma consulta pormenorizada, onde são avaliadas as queixas dos pacientes. Saber o tipo e a classificação da dor é de fundamental importância nesta avaliação inicial.

Temos quadros de dores de origem neuropáticas (nervos, plexos, sistema nervoso central, etc...) e aquelas oriundas de compressões neuropáticas decorrentes de hérnias de disco na coluna vertebral, outras de caráter nociceptivo e mecânico (como nos casos de osteoartrose em coluna vertebral), síndromes de dores complexas regionais, dores fantasmas, dores por desaferentações, etc...

Associado a isto, faz-se um histórico dos fatores causais e de melhoras e pioras dos quadros álgicos, assim como, o que isto traz de limitações para as atividades de vida diária em cada paciente, direcionando-se terapeuticamente os recursos necessários ao tratamento individualizado de cada caso em questão.

Nos casos de AVC, são levantados os diversos aspectos clínicos, no que tange a rigidez em membros, coordenações motoras, equilíbrio, funções mentais superiores e cognitivas, fonação, assim como, a capacidade de cada paciente voltada para seus potenciais clínicos quanto a força muscular, sensibilidades, capacidades de coordenações de movimentos, etc.


Quanto a crianças com quadros de paralisia cerebral, torna-se de fundamental importância sua classificação no contexto clínico/funcional, ou seja, o que a criança ou adolescente apresenta de limitações clínicas que impedem seu desenvolvimento neuropsicomotor.

Quadros de amputações em membros, enfatiza-se a etiologia da amputação, assim como o quadro clínico do paciente, onde envolve-se retrações musculares em cotos de amputações, neuromas dolorosos no local da amputação, assim como quadros de "dor fantasma" direcionando-se uma conduta terapêutica, seja clínica para o tratamento da dor, seja para adquirir melhores potenciais as atividades de vida diária, assim como, prescrever as protetizações adequadas para cada caso em questão.
   
Como é a aceitação dos tratamentos, já que a fisiatria usa, dentre outros, a acupuntura, por exemplo?
A associação dos tratamentos médicos fisiátricos à acupuntura torna-se uma grande arma no tratamento de dor, assim como de diversas patologias.
   
Qual a principal queixa desses pacientes de acordo com a faixa etária?
As principais queixas, independente da faixa etária, são devido a dor. Dor não tem idade, onde observamos que crianças com paralisias cerebrais podem cursar com dores centrais e nociceptivas em membros. Quadro de AVC apresentam-se com maiores incidências de dores por desaferentações do tipo neuropáticas. Dor não tem idade!
   
Quais conselhos podem ser seguidos, no dia a dia, para evitar as lombalgias, por exemplo, que são uma das dores mais frequentes em toda a população de qualquer faixa etária?
Sem dúvida, uma grande parte de meu atendimento em dor, volta-se para quadros de lombalgias e cervicalgias. Aconselho que as pessoas tenham cuidados posturais em suas atividades do dia a dia, assim como as profissionais, lembrando sempre que a atividade física bem direcionada e individualizada, também tem um fator preventivo importante nestes casos de lombalgias e cervicalgias.
   
É possível viver sem dor?
O médico fisiatra volta-se mais a quadros crônicos de dor, onde na maioria dos casos tem-se uma formação de "memória da dor" através do sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal), onde a dor poderá ser controlada, seja por meios terapêuticos, como também por fatores de prevenções ergonômico posturais, visando-se sobrecargas mecânicas osteomusculares, como também prevenindo maiores incapacidades e limitações para as atividades de vida diária as pessoas.

Fonte: Folha da Região

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