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ENEM 2017 INOVA E FACILITA A VIDA DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

Candidatos com deficiência auditiva terão tradutores durante o Enem

Os candidatos com deficiência auditiva contarão com tradutores nas provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2017, informou o Ministério da Educação (MEC). Serão pessoas especializadas na Língua Brasileira de Sinais (Libras) e vídeos explicativos durante as provas.

A adaptação é experimental e avaliará se esse tipo de auxílio realmente ajuda os estudantes. As provas dos participantes que necessitam desse tipo de atendimento serão realizadas em salas adaptadas, separadas dos demais candidatos. Cada sala contará com seis participantes e dois intérpretes, que esclarecerão dúvidas que não interfiram nas respostas das questões.

ATENDIMENTO ESPECIAL

O Enem oferece atendimento especializado e específico para candidatos que declararem, no ato da inscrição, ser portador de alguma necessidade especial. Pela primeira vez, estudantes surdos terão acesso às questões do Enem traduzidas na Língua Brasileira de Sinais (Libras) via vídeo. Serão disponibilizadas salas adaptadas para os participantes, que deve indicar na inscrição se deseja participar. Também estarão disponíveis tradutores para esclarecer dúvidas pontuais.

A solicitação de uma hora a mais de exame - antes feita mediante o preenchimento de um formulário - agora será realizada na inscrição, com a apresentação de laudo comprovatório da deficiência ou condição necessária. Ainda será oferecido atendimento a pessoas com baixa visão, cegueira, deficiências físicas, auditivas, intelectuais, dislexia, autismo ou outras condições especiais. O atendimento específico, por sua vez, é oferecido a gestantes, lactantes, idosos e estudantes em classe hospitalar.

O Enem 2017 acontece entre os dias 5 e 12 de novembro. As inscrições começam às 10h do dia 8 de maio e terminam às 23h59 do dia 19 de maio. A taxa de inscrição custa R$ 82 e deve ser paga até o dia 24 de maio.
Fonte: Universia
O que você acha que pode ser feito para que, cada vez mais, inovações para as pessoas com deficiência aconteçam em eventos promovido pelo governo?
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Cadeirantes têm dificuldades  de acesso a repartições públicas

FALTA DE ACESSIBILIDADE – NEM MESMO ÓRGÃO PÚBLICO É CAPAZ DE DAR EXEMPLO

CADEIRANTES TÊM DIFICULDADES DE ACESSO A REPARTIÇÕES PÚBLICAS

Se para a maioria das pessoas já é difícil transitar no centro de Tubarão, imagine para quem depende de uma cadeira de rodas para se locomover. No trajeto de muitas vias há buracos em calçadas, falta de rampas, carros estacionados irregularmente na vaga destinada as pessoas com deficiência, entre tantos outros transtornos.

Além dos problemas no trânsito, a situação dificulta ao tentar entrar em repartições públicas, comércio e diversos lugares onde a acessibilidade ainda não foi adotada.

O cadeirante de Tubarão, Ademir Rodrigues vivenciou uma situação embaraçosa na última semana. Ao estacionar na vaga de deficiente, no centro da Cidade Azul, o tubaronense recebeu uma notificação por não portar o cartão de identificação de vaga especial. Após ser multado, dirigiu-se até a gerência de trânsito e mobilidade do município para obter a credencial.

Ao chegar lá, deparou-se com outro desafio: uma sequência de escadas. “Pior que ser multado por estacionar em uma vaga de deficiente, sendo deficiente, é não ter respostas dos órgãos competentes. Quando se dirige ao órgão responsável, olha só o tamanho da escada!”, publicou a irmã do cadeirante, Cristina de Souza, em suas redes sociais em revolta ao ocorrido.

Ademir, que há cinco anos ficou paraplégico após se envolver em um acidente, relata que diariamente enfrenta dificuldades para se locomover no município. “Eu até evito sair de casa para não me incomodar. Diversos locais, como o Fórum, a delegacia do centro, e outras repartições públicas e empresas privadas não têm acessibilidade para os cadeirantes”, alerta.

Gerência tenta amenizar falta de acessibilidade
O gerente de trânsito e mobilidade de Tubarão, Dionísio de Quadros, explica que o prédio onde funciona as fundações e secretarias de educação, segurança, trânsito e outros departamentos, realmente não dispõe de estrutura acessível aos portadores de deficiência. No entanto, para facilitar o acesso ao departamento, que fica no segundo piso do prédio, os cidadãos são atendidos por um funcionário que fica disponível para fazer a intermediação na entrada do estabelecimento. “Infelizmente, herdamos esta estrutura que não possui rampas de acesso para cadeirantes. Mas temos uma pessoa específica para atender os que precisam dos serviços da gerência”, explica.

Uso de cartão especial é obrigatório
A legislação de trânsito brasileira sofreu algumas alterações em atendimento ao Estatuto da Pessoa com Deficiência, e a principal delas é o uso obrigatório do cartão de identificação para estacionar nas vagas preferenciais destinadas a idosos e pessoas com deficiência. O cartão deve ficar dentro do veículo, em lugar visível, quando estiver nas vagas em vias públicas ou bolsões de estacionamento privados. O simples uso do antigo adesivo colocado no vidro do carro passa a não ter mais validade. “Se a pessoa que possui a deficiência foi multada, mesmo que faça o cartão, não será possível retirar a notificação. Todo o portador e idoso precisa fazer o cartão para utilizar a vaga especial”, reforça Quadros.

Quais as penalidades?
De acordo com a Lei Federal 13.146 de julho de 2015, a penalidade para o motorista que estacionar na vaga preferencial sem o cartão de identificação deixa de ser leve e passa a ser grave, com multa no valor de R$ 127,69, cinco pontos a mais na carteira, podendo ainda ter o veículo removido para o pátio, caso se recuse a desocupar a vaga preferencial. A alteração também determina que as vias e áreas de estacionamentos privados de uso coletivo, como estacionamentos de supermercados e shoppings centers, passam a ser regidas pelo Código de Trânsito Brasileiro. Isso significa que os veículos estacionados de forma irregular nesses locais também poderão sofrer as sanções previstas na lei.
Fonte: Jornal Notícias do Sul

Deixe seu comentário e nos diga por que você acha que até os órgãos públicos, que deveriam dar o exemplo, ainda vivem distantes de oferecer acessibilidade completa as pessoas com deficiência.
ACESSIBILIDADE NAS ESCOLAS BRASILEIRAS É SONHO DISTANTE

ACESSIBILIDADE NAS ESCOLAS BRASILEIRAS É SONHO DISTANTE

Acessibilidade das escolas é falha

Menos de um quinto das escolas públicas do Grande ABC, sejam elas sob responsabilidade das prefeituras ou do governo estadual, possuem condições adequadas de acessibilidade para receber alunos.

Levantamento do Diário com base no Censo da Educação Básica de 2015, o mais recente, indica que, dos 808 prédios existentes entre as sete cidades, apenas 135 oferecem estrutura com rampas de acesso, corrimão ou elevador e sinalização podotátil para deficientes visuais, por exemplo. Vale lembrar que ao menos 20,3 mil estudantes do Grande ABC têm algum tipo de deficiência, o correspondente a 3,69% do total de matrículas.

Embora tenha sido observado avanço em relação aos números de 2010, quando apenas 2,48% das unidades de ensino estavam aptas a receber estudantes com deficiência – o que corresponde a 19 das 764 escolas existentes à época, o cenário é preocupante. Isso porque uma das estratégias da meta 7 do PNE (Plano Nacional da Educação) – lei 13.005/14 –, relacionada à infraestrutura, determina que todas as escolas públicas de Educação Básica garantam a acessibilidade às pessoas com deficiência até 2024.

                                                                             
Entretanto, municípios e Estado já descumprem a lei 10.098/10, que dispõe sobre a promoção da acessibilidade das pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida, mediante a supressão de barreiras e de obstáculos nas vias e espaços públicos. Conforme a determinação, os edifícios devem dispor de ao menos um banheiro acessível e estarem livres de barreiras arquitetônicas.

Entre as sete cidades, São Bernardo foi a que mais avançou na questão da acessibilidade nas escolas entre 2010 e 2015, tendo em vista aumento de 14 para 50 o número de unidades adaptadas. O município é seguido por Santo André, que ganhou 27 prédios acessíveis no período (veja mais na arte abaixo).

Na comparação entre a estrutura ofertada pelas redes municipal e estadual, a diferença é pequena. Das 341 unidades de ensino existentes sob responsabilidade do governo do Estado, apenas 70 estão adaptadas (20,52%). Já entre os 467 prédios administrados pelas prefeituras, somente 65 apresentam condições ideais de acessibilidade, o correspondente a 13,91%.

PREJUÍZOS

Não ofertar unidade de ensino acessível significa privar o estudante com deficiência de utilizar todos os ambientes da escola, ressalta a professora do curso de Pedagogia da USCS (Universidade Municipal de São Caetano) Cintia Pataro. “No dia a dia a gente acaba fazendo adaptações, como colocar o aluno cadeirante em sala no térreo. Infelizmente, não temos como esperar pelas melhorias de infraestrutura, como instalação de rampas, elevador, que dependem de verba e demandam tempo”, observa.

Administrações destacam ações para avançar

As prefeituras e o Estado destacaram atender toda a demanda de estudantes com deficiência na rede pública, embora ainda não ofereçam condições físicas ideais em 100% das unidades de ensino.


Santo André ressaltou que 83% das escolas sob gestão municipal possuem acessibilidade. Além disso, o Paço diz realizar adequações necessárias nas unidades não acessíveis com objetivo de tornar a frequência do aluno possível.

Em São Bernardo, o esperado, conforme a Prefeitura, é que todas as escolas tenham estrutura adaptada até o fim de 2020. Hoje, 60% das unidades municipais atendem alunos com deficiência física, mental ou intelectual.

Mauá lembrou que tem até 2025 para cumprir a meta de acessibilidade total nas escolas, segundo o Plano Municipal de Educação.

Ribeirão Pires destacou que firmou TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) com o Ministério Público para que todas as unidades sejam acessíveis em prazo de três anos. Já Rio Grande da Serra ressaltou preocupação com o tema, mas não informou prazos e projetos.

Diadema e São Caetano não se pronunciaram a respeito do tema. A Secretaria Estadual da Educação diz ter firmado TAC com o Ministério Público em 2014 para que todas as unidades estejam plenamente acessíveis em um prazo de 15 anos. Na região, 64 obras estão em fase de projeto para acessibilidade.
Fonte: Diário do Grande ABC

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5 DIREITOS QUE A LEI BRASILEIRA DE INCLUSÃO GARANTE AO DEFICIENTE

5 DIREITOS QUE A LEI BRASILEIRA DE INCLUSÃO GARANTE AO DEFICIENTE

VOCÊ CONHECE OS DIREITOS MAIS IMPORTANTES DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA?

Advogada especialista esclarece os benefícios assegurados pela Lei aos portadores de necessidades especiais

São Paulo, 25 de abril de 2017 – As pessoas com deficiência ou portadoras de necessidades especiais têm direito a benefícios assistenciais que, por vezes, elas mesmas não conhecem.

A maioria desses benefícios pode ser encontrada na Lei 13.146/15, a chamada Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência), que toma como base a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e seu Protocolo Facultativo, chancelados em Nova York em 30 de março de 2007.

Um dos principais empecilhos para os portadores de necessidades especiais não lutarem por seus direitos é a dúvida se seu impedimento se enquadra no perfil considerado para a concessão dos mesmos, mas segundo a Dra. Claudia Nakano, sócia-fundadora do Nakano Advogados Associados, pela lei, não há razão para questionamentos.

“O estatuto define como pessoa com deficiência o cidadão que possui limitações físicas, mentais, intelectuais ou sensoriais duradoras, que o impeçam de viver socialmente de forma plena e ativa nas mesmas condições das outras pessoas”, descreve a advogada.

Veja quais são os direitos mais importantes dessa população

Amparo Assistencial/ BPC-LOAS – Também conhecido como Benefício da Prestação Continuada da Lei Orgânica da Assistência Social (Lei 8.742, assegura a disponibilização de um salário-mínimo a pessoas com deficiência e idosos com mais de 65 anos, cuja renda por pessoa da família seja inferior a ¼ do salário-mínimo (art. 20, parágrafo 3°). “Para informar-se sobre a solicitação deste benefício, os interessados devem procurar uma agência da Previdência Social”, destaca a Dra. Claudia Nakano.

Transporte gratuito – Em algumas cidades do país, como São Paulo, as pessoas com limitações físicas, mentais, auditivas ou visuais, além de idosos, têm direito ao passe livre no âmbito municipal (linhas de ônibus) e metropolitano (metrô e trem). “O transporte gratuito na Cidade de São Paulo é garantido nos veículos públicos municipais (ônibus, micro-ônibus) e metropolitanos (metrô e CPTM) para pessoas com deficiências física, mental, auditiva ou visual e também para os idosos. Para pessoa gestante ou obesa, é permitido apenas o desembarque pela porta dianteira, havendo cobrança normal de tarifa”, salienta a especialista. Pessoas com deficiências física, mental, auditiva ou visual comprovadamente carentes têm direito ao passe livre interestadual por ônibus, trem ou barco, incluindo o transporte interestadual semiurbano (sem direito a acompanhante gratuito), emitido pelo Governo Federal.


Tratamento Fora de Domicílio (TFD) – Caso os recursos de saúde (diagnóstico e tratamento) do município onde o portador da necessidade especial reside não sejam suficientes para atendê-lo, ele poderá ser atendido em outra cidade ou até em outro estado. “Este benefício poderá ocorrer mediante o fornecimento de transporte e hospedagem, inclusive para acompanhantes, quando necessário”, explica Dra. Nakano. Vale ressaltar que o TFD é garantido apenas aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).

Seguro DPVAT – Se uma pessoa ficar permanentemente inválida por causa de um acidente de trânsito, ela ou seu beneficiário terão direito a solicitar e receber uma indenização de até R$ 13.500,00 e, também, o reembolso de gastos médicos comprovados que somem no máximo R$ 2.700,00. Esses benefícios são garantidos pelo seguro DPVAT (Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre), que visa indenizar as vítimas de acidentes de trânsito em Território Nacional ou seus beneficiários. “O procedimento para solicitar o pagamento indenizatório é simples e não exige intermediação. É necessário procurar a atual seguradora responsável pela administração do DPVAT”, avisa a advogada.

Cartão DeFis – DSV – Os portadores de necessidades especiais com mobilidade reduzida podem estacionar gratuitamente seus veículos em locais públicos e regiões sujeitas a cobranças de taxas, em vagas reservadas para eles. Este benefício é concedido por meio do cartão DeFis – DSV, que deve ser colocado em local visível no veículo. “Para solicitá-lo, o beneficiário deve procurar os órgãos de trânsito de seu estado”, orienta a Dra. Claudia Nakano.

Ainda existem alguns direitos voltados de forma especial às pessoas com mobilidade reduzida, situação causada, muitas vezes, por uma deficiência. São alguns deles o direito à Carteira Nacional de Habilitação (CNH) Especial, a Isenção do pagamento de alguns impostos, como IPVA, ICMS, IPI e IOF, e a liberação do rodízio.
Fonte: Jornal Dia a Dia

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DELEGACIA DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA OFERECE VÁRIOS SERVIÇOS

DELEGACIA DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA OFERECE VÁRIOS SERVIÇOS

SP tem delegacia especializada em atender pessoas com deficiência

O atendimento é feito por equipe multidisciplinar que inclui policiais, assistentes sociais, psicólogos, intérpretes de Libras e sociólogos

Uma delegacia que atende pessoas com diferentes graus de deficiência e que mantém um centro de apoio para, se necessário, encaminhar quem a procura para serviços públicos especializados.

Essa é a 1ª Delegacia de Polícia da Pessoa com Deficiência do Estado de São Paulo, que tem por objetivo promover, além do tratamento policial, um trabalho assistencial associado à rede pública de assistência.

Resultado de uma parceria entre a Secretaria de Defesa da Pessoa com Deficiência e Secretaria da Segurança, a delegacia, criada em 2014, atendeu no ano passado 190.724 boletins de ocorrências, envolvendo 10.920 vítimas com algum tipo de deficiência, número 28,8% abaixo do registrado em 2015 e que não indica necessariamente redução da violência, mas do registro formal de ocorrências.

A Delegacia de Polícia opera com um sistema diferenciado, ao manter uma equipe mista de policiais e um Centro de Apoio Integrado composto por uma equipe multidisciplinar composta por assistentes sociais, psicólogos, intérpretes de Libras e sociólogos.

A responsável pelo Centro de Apoio, Rosália Peres Gonçalves, conta que atende muitas pessoas com deficiência auditiva, que procuram a delegacia não apenas para registrar boletins de ocorrência, mas para pedir ajuda para traduzir um texto ou ler uma carta que receberam. “Na delegacia, eles são recebidos por profissionais que se comunicam com eles por meio da linguagem de Libras”.

O Centro de Apoio acompanha caso a caso e, se necessário, encaminha a pessoa para outros serviços. No ano passado, foram realizados 924 atendimentos pela equipe multidisciplinar e encaminhados 149 usuários a diversos tipos de serviços públicos.

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A delegada responsável pela Delegacia de Polícia, Samanta Rihbani Conti, afirma que o Centro de Apoio tem acesso a toda a rede social da cidade e que muitas vezes as pessoas necessitam de atendimento médico ou hospitalar. Visitas às residências também são feitas em alguns casos para a melhor compreensão da dinâmica familiar e social do atendido.

Em 2016, foram feitas 66 visitas familiares com esse objetivo e 40 visitas compartilhadas com a equipe policial para acompanhamento dos casos com inquéritos policiais e denúncias recebidas pelo Disque Denúncia.

A maior parte das pessoas com deficiência no Estado de São Paulo apresentam deficiência física (45,7%), seguidas por pessoas com deficiência intelectual (23%) e deficiência auditiva (13,2%). Mas a delegacia especializada atende um maior número de pessoas com deficiência auditiva. As principais denúncias estão relacionadas a ocorrências de furto (11,6%), ameaça (11,5%), roubo (11,3%) e lesão corporal (8,5%).

A equipe policial da 1ª Delegacia da Pessoa com Deficiência do Estado de São Paulo e os profissionais do Centro de Apoio participam de diversos treinamentos proporcionados pela Academia de Polícia, para jovens policiais. Cerca de 1.300 policiais já passaram pelos cursos.

As denúncias de crimes contra pessoas com deficiência são repassadas para a delegacia pelo serviço do Disque 100, da Secretaria Nacional de Direitos Humanos.

SERVIÇO
Delegacia de Polícia da Pessoa com Deficiência
Atende de segunda a sexta-feira, de 9h às 18h
Rua Brigadeiro Tobias, 527 – Térreo
Próximo da Estação Luz do Metrô – Linhas Amarela e Azul
Tel.: (11) 3311-3380/ 3311-3381/3311-3383
Fonte: Site do Governo de São Paulo
O GOVERNO ACORDOU! LEI DE COTAS PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA É AMPLIADA

PESSOAS COM DEFICIÊNCIA SERÃO INCLUÍDAS NA LEI DE COTAS

Decreto assinado pelo presidente Michel Temer garante a reserva de vagas em instituições federais de ensino. Medida valerá para o próximo Sisu

Quase cinco anos depois da lei que instituiu as cotas nas universidades e institutos federais do país para estudantes de escolas públicas, de baixa renda, negros, pardos e indígenas, um novo grupo será contemplado.

Decreto incluindo os deficientes na reserva de vaga foi publicado ontem no Diário Oficial da União (DOU). De acordo com o Ministério da Educação (MEC), as novas regras já valerão para o próximo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), no segundo semestre.

Em Minas Gerais, dados da Secretaria de Estado de Educação (SEE) mostram que 100 mil estudantes do ensino básico têm diagnóstico de alguma deficiência.

As mudanças no Decreto 9.034/2017, assinado pelo presidente Michel Temer e pelo ministro Mendonça Filho, regulamentam a Lei 12.711/2012. O MEC vai editar, no prazo de 90 dias, os atos complementares necessários à aplicação dos critérios de distribuição das vagas. Enquanto essas normas não forem publicadas, vale “a sistemática adotada no concurso seletivo imediatamente anterior”, diz o texto.

O documento prevê que a quantidade de vagas seja, no mínimo, “igual à proporção respectiva de pretos, pardos, indígenas e pessoas com deficiência na população da unidade federativa onde está instalada a instituição”, de acordo com o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o levantamento de 2010, o Brasil tem 24% da população com alguma deficiência. Em Minas, dos 19.597.330 habitantes, 1.651.673 declararam ter uma deficiência visual, auditiva, motora, mental/intelectual – o correspondente a 8,4% da população mineira.


A diretora de Educação Especial da SEE, Ana Regina de Carvalho, afirma que a inclusão demorou. Para ela, um único motivo explica por que os deficientes não foram incluídos já no início da Lei de Cotas. “Talvez por um ranço cultural, por entenderem que as pessoas com deficiência não chegariam à universidade ou à formação de nível técnico”, diz.

“Em temos de escolarização e percurso educacional, essas pessoas chegam, sim, à universidade. No nível profissionalizante e técnico também. Há muitos, inclusive, com deficiência intelectual, que é o segmento mais historicamente desacreditado”, acrescenta. Ela ressalta que a revisão da lei vai ao encontro de uma realidade e de uma demanda que está posta e traduz como um direito que passa a ser respeitado.

Vitória Formada no ensino médio e aluna do curso técnico de massoterapia, Josiane Ferreira Marques de Souza, de 20 anos, aluna do Instituto São Rafael, no Barro Preto, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, considera uma vitória a inclusão dos deficientes na Lei de Cotas. Cega, ela fará o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) pela primeira vez este ano e tentará uma vaga em instituição de ensino superior pelas cotas. “É a oportunidade de haver mais deficientes nas universidades. Somos capazes como qualquer outra pessoa e temos direito a essa reserva de vagas”, relata.


Embora a mudança já possa valer para a próxima edição do Sisu, na Universidade Federal de Minas Gerais os impactos ocorrerão somente no ano que vem. Isso porque a maior instituição de ensino superior do estado tem entrada única e seleciona, com o primeiro Sisu de cada ano, os alunos que estudarão no primeiro e no segundo semestre.

Três perguntas para Andrea Ramal, doutora em educação pela PUC-Rio

Era necessário contemplar também esse público?
Sim, a inclusão me parece oportuna. Certas minorias, como é o caso das pessoas com deficiências, têm sido sistematicamente esquecidas no país. Sou a favor de cotas desde que seja com período de vigência (exemplo 10 anos, 15 anos etc.), porque o ideal seria chegarmos a uma sociedade em que isso não seja preciso, porque todos tiveram as mesmas condições e oportunidades. Importante lembrar que não basta criar a cota, é preciso ter as condições de atendimento a este público. Caso contrário, ele ingressa, mas acaba desistindo. Isso seria uma “inclusão excludente”.

Por que deficientes ficaram de fora quando a lei foi implementada?
Uma explicação possível é a diversidade quando falamos em pessoas com deficiências. Podemos falar de um cadeirante ou de um deficiente visual, que têm necessidades bem diferentes. Não considerá-los na primeira fase da implementação da lei era, de certo modo, um comodismo.

Que impactos esse decreto pode trazer de imediato?
Vai ser um modo de acelerar as adaptações das universidades, tanto no que se refere à estrutura física quanto à humana (capacitação dos professores e funcionários para atender bem este público, por exemplo). Além disso, será um estímulo para que as pessoas com deficiências completem seus estudos no ensino médio.
Fonte: www.em.com.br
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DEFICIENTES VISUAIS TERÃO INTERNET MAIS ACESSÍVEL

DEFICIENTES VISUAIS TERÃO INTERNET MAIS ACESSÍVEL

AÇÃO TRANSFORMA BANNERS EM SPOTS PARA DEFICIENTES VISUAIS

Para navegar na internet, pessoas com deficiência visual utilizam o leitor de tela. Esse recurso lê cada item das páginas para o usuário. Entretanto nem todo conteúdo é acessível para esse público, como por exemplo, os banners, que são lidos por códigos formados por diversas letras aleatórias.

Pensando em estimular o cumprimento da lei nº 13.146/2015, que determina que os recursos de acessibilidade sejam obrigatórios em qualquer canal virtual e demonstrar a importância da inclusão social, a Lew’LaraTBWA, em parceria com a Fundação Dorina Nowill, criou o projeto: The Hacker Spot.

Com o objetivo de tornar todo o conteúdo acessível e inclusivo, desde março a agência inseriu na linguagem de programação dos banners de diversos anunciantes, spots informativos que trazem notícias sobre cursos, leis, dicas, eventos e experiências motivacionais.

“É muito gratificante poder trabalhar com a Fundação Dorina Nowill. O Hacker Spot transformou os banners em spots de rádio. E isso deixou a vida de pessoas com deficiência visual melhor e criou um canal inteiramente novo com esse público. Engraçado o rádio hackear a internet, né?", comenta Felipe Luchi, CCO e sócio da Lew’Lara\TBWA.

Em parceria com a empresa de adserver “Predicta”, os textos das campanhas foram aplicados sobre os códigos dos banners. Assim, o leitor de telas deixou de ler uma série de letras aleatórias e passou a transmitir mensagens, como: “Olá, esse é o espaço da Fundação Dorina Nowill para Cegos. Para contribuir com a inclusão e autonomia de pessoas com deficiência visual proporcionamos programas e cursos de reabilitação, educação especial, empregabilidade e acesso à informação. Pressione ENTER para acessar nosso site e saber mais.”

Ao final do spot escutado no banner, os usuários podem apertar a tecla “ENTER” e se direcionar para o site da fundação, que também é acessível e contém informações úteis sobre a deficiência visual para pessoas cegas e com baixa visão.

Quem quiser participar da campanha e tornar o banner do seu próprio site acessível, utilizando inclusive os spots da Fundação Dorina Nowill, basta acessar www.thehackerspot.com.br e seguir o tutorial. O portal, que também é inclusivo, ainda traz depoimentos de todas as pessoas que participaram da campanha.
Fonte: ADnews
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SUPERMERCADOS PODERÃO TER INTÉRPRETES PARA DEFICIENTES AUDITIVOS

SUPERMERCADOS PODERÃO TER INTÉRPRETES PARA DEFICIENTES AUDITIVOS


Se depender do vereador Valdecir Vilar Matheus, os supermercados de grande porte de Jundiaí passarão a contar com atendimento especializado através de intérprete da Língua Brasileira de Sinais Libras. Ele quer beneficiar os deficientes auditivos. Já os surdocegos terão o auxílio de guias-intérpretes.

O projeto será votado na sessão desta terça-feira.

De acordo com o vereador, a proposta inclui também os hipermercados e atacadões. Para efeito da lei, serão considerados de grande porte os estabelecimentos com mais de 1.500 m² de área construída que terão de garantir o número suficiente de profissionais que ficarão em local devidamente sinalizado.

O projeto não diz qual órgão público será responsável pela fiscalização. Mas estipula a multa para o estabelecimento que não cumprir a lei: 10 Unidades Fiscais do Município, algo em torno de R$ 1.580.
  
Na justificativa do projeto, Valdecir afirmou que o objetivo dele é garantir informações necessários para os portadores de deficiência realizarem suas compras. “Além disto, esta proposta transformada em lei tem o enfoque de tornar Jundiaí uma cidade mais acessível”, afirmou no texto.
Fonte: Jundiaí Agora
A cidade de Campinas também já tem lei que estabelece a obrigatoriedade de intérpretes de LIBRAS em estabelecimentos comerciais de grande porte. O que você acha que precisa ser feito para que leis como dessas duas cidades sejam estendidas para o Brasil como um todo? 
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GOVERNO OFERECE CURSO GRATUITO DE LIBRAS

GOVERNO OFERECE CURSO GRATUITO DE LIBRAS

EVESP OFERECE CURSO DE LIBRAS ON-LINE GRATUITO

Aulas são abertas a alunos do Ensino Médio e Ensino Fundamental a partir do 7º ano; conteúdo dispensa matrícula e pode ser acessado 24 horas

Para promover a inclusão, a Evesp (Escola Virtual de Programas Educacionais) disponibiliza o curso de Libras on-line visando facilitar a comunicação com portadores de deficiência auditiva.

As aulas são gratuitas e abertas a alunos do Ensino Médio e Ensino Fundamental a partir do 7º ano, podendo ser acessadas a qualquer momento e sem necessidade de fazer matrícula. A única exigência é informar o Registro do Aluno (R.A.).

O curso virtual tem duração de 80 horas e fica disponível 24 horas por dia, com uma série de 16 episódios divididos em 2 módulos de exercícios.

Ao longo do curso, o estudante aprende expressões de temas do cotidiano (família, escola, lazer) e características próprias, como sintaxe, morfologia e semântica.


Cursos de idiomas

Além de Libras, a Evesp também possui curso de inglês e espanhol. Ambos on-line e destinados aos alunos do Ensino Médio regular e da Educação de Jovens e Adultos.
Fonte: Site do Governo de São Paulo
MUNICÍPIO BRASILEIRO INCENTIVA AUTONOMIA DE DEFICIENTES AUDITIVOS

MUNICÍPIO BRASILEIRO INCENTIVA AUTONOMIA DE DEFICIENTES AUDITIVOS

PMJP estimula inclusão e autonomia de estudantes surdos na rede municipal

Fazer compras, ir a uma consulta médica, realizar uma operação bancária são tarefas comuns e fáceis para a maioria da população. Para os surdos se trata de um desafio e tanto, já que são poucas as pessoas que aprenderam Libras, a Língua Brasileira dos Sinais.

No Dia Nacional da Educação de Surdos, 23 de abril, a Secretaria Municipal de Educação (Sedec) ressaltou a importância da inclusão e autonomia dos estudantes surdos na rede municipal, composta atualmente por 115 alunos.

Única surda na família, Rebeca Félix, 13 anos, estudante do 6º ano da Escola Municipal João Santa Cruz, no bairro dos Novais tinha dificuldade para participar das conversas em casa. Hoje essa realidade mudou.

“Eu não sabia me comunicar com minha filha, tínhamos apenas um pouco de comunicação caseira. Hoje ela tem me ensinado um pouco de Libras e no dia a dia eu consigo entender quando ela gostou da comida, se ela está doente ou querendo algo. A escola foi e tem sido fundamental para nossa interação familiar”, revelou Rosilene Félix da Silva, mãe de Rebeca.

Para ela a integração entre surdos e ouvintes – termo usado pelos deficientes auditivos para descrever quem escuta – deve ser sempre estimulada.


“Nunca nem tentei matricular minha filha numa escola privada porque sempre eles dão uma desculpa e não aceitam o aluno. Sinto orgulho em afirmar que ela foi alfabetizada em Libras pela escola pública e consegue se comunicar bem com os outros alunos. Hoje ela sabe escrever, se comunicar e tem certa autonomia nas atividades do cotidiano. Já sabe se virar sozinha”, completou Rosilene.

Sonhos Possíveis


Alexander Graham Bell, inventor do telefone, Jonathan Swift, escritor do romance “As Viagens de Gulliver” e o ex-presidente dos EUA Bill Clinton possuem uma característica em comum, além de destaque no cenário mundial: têm deficiência auditiva. Assim como eles, os estudantes surdos da rede municipal planejam o futuro profissional.

A estudante Rebeca Félix tem o sonho de se tornar médica para ajudar outras pessoas com dificuldade auditiva. “Quero ser médica para poder desenvolver mais os trabalhos com os surdos e ajudá-los, vou me especializar nessa área. Tenho me esforçado para isso, com boas notas”, afirma a jovem.

Eduardo Laruite é estudante da rede municipal há 11 anos e quer se tornar professor de Libras. “Quero incentivar outros surdos a crescer e a aprender a linguagem de sinais com mais facilidade. Assim como tiveram paciência comigo e me ensinaram, quero poder ajudar outras pessoas que sofrem com a surdez. Também gosto muito de matemática e penso em fazer algo nessa área”, contou.

Intérpretes em sala de aula

A Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP), por meio da Secretaria de Educação e Cultura (Sedec) possui 43 intérpretes, professores e instrutores surdos da Língua Brasileira de Sinais (Libras) que atuam nas escolas da rede pública de ensino, através do Programa Bilíngue Fazendo a Diferença pelo Diferente, existente desde 2009. Atualmente, há dois Centros de Referência de Educação Infantil (Creis) que atendem crianças com deficiência auditiva.


A professora de Libras e surda, Luana Silveira considera a Lei 10.436, que reconheceu a Libras como a Língua Brasileira de Sinais um avanço importante.

“Criada há 15 anos, essa Lei proporcionou conquistas importantes para os surdos, como a inclusão desses alunos na educação. Acessibilidade é necessário para o convívio em sociedade e com a lei melhorou muito. Hoje podemos abordar vários temas em sala de aula através da linguagem dos sinais, avaliou.

De acordo com a assessora pedagógica na área de surdez da Sedec, Rosângela Melo, a presença do intérprete em sala de aula é essencial. “Se não tem o intérprete em sala de aula, não há de fato uma inclusão. Esse profissional é a voz do professor e a voz da pessoa surda, seja através da língua oral ou de gestos. O intérprete desenvolve a autonomia desses alunos. Nossa preocupação é que esses estudantes saiam da rede municipal com uma boa base que os façam chegar até uma universidade. Temos professores surdos que são exemplos para os alunos. No passado, essas pessoas sentiram na pele a falta de inclusão”, destacou.

Na Paraíba

Em 2011, o Governo Federal instituiu o Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência – o Plano Viver Sem Limite; com o objetivo de articular políticas intersetoriais para garantir a inclusão social, a acessibilidade, o acesso à educação e a atenção à saúde das pessoas com deficiência.

A Paraíba possui uma população de 6.470 pessoas com deficiência auditiva, apenas na Capital são 1.226 pessoas, de acordo com os dados da última pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No entanto, o quantitativo de pessoas com deficiência auditiva é ainda maior se observarmos a população que possui algum tipo de dificuldade auditiva, o número sobe para 181.762 pessoas na Paraíba e 30.011 na Capital.

No Brasil, por exemplo, estima-se que existam cerca de 15 milhões de pessoas com algum tipo de perda de audição e percebe-se a grande dificuldade no que diz respeito a relacionamentos e socialização.
Fonte: Paraíba Online
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ENTENDA COMO A EDUCAÇÃO INCLUSIVA AUMENTA A SOCIALIZAÇÃO DE CRIANÇAS COM DEFICIÊNCIA

ENTENDA COMO A EDUCAÇÃO INCLUSIVA AUMENTA A SOCIALIZAÇÃO DE CRIANÇAS COM DEFICIÊNCIA

Sinônimo de equidade, inclusão de alunos com deficiência traz avanço no aprendizado e na formação das crianças

Ainda tabu em muitas escolas, a inclusão de crianças com deficiência representa, além do avanço na equidade de direitos, um novo caminho rumo à formação de uma sociedade mais empática e flexível frente à diversidade.

Em Mato Grosso, onde cresce o número de crianças com necessidades especiais em instituições regulares, as matrículas passaram de 15 mil em 2017. Ganho para os pequenos e para a comunidade, materializado na história de amizade entre Yan e Alana, de cinco anos, alunos da creche estadual Maria Eunice, na Capital.

A história de afeto começou em 2015, quando a insegurança do primeiro dia de aula afligia não apenas as crianças, mas também a mãe de Yan, Camila. Preocupada com a nova rotina do filho, agora sob os cuidados de professoras e mediadoras, ela acompanhava sua estreia quando conheceu Alana, igualmente inquieta com a novo ambiente. A reciprocidade foi instantânea e a despedida reforçou o laço: “Ela me ajudou o dia todo e na hora de ir embora, pedi para que cuidasse dele”, diz a mãe. 

A partir daí a pequena se inspirou a ir para escola e, diante da nova responsabilidade, passou a acompanhar e cuidar do companheiro Yan. O processo, positivo para as duas crianças tem explicação profissional e se dá de maneira natural em ambientes onde a diversidade é acolhida. É o que explica a psicóloga da instituição, Carla Rodrigues, que reforça a importância da inclusão para o desenvolvimento de todos os alunos.

Neste contexto, os ganhos se mostram tanto para as crianças deficientes quanto para as outras, que passam a desenvolver também novas maneiras de lidar com as situações. “Elas crescem ao adquirir valores como a bondade a empatia, além de começar a pensar diferente, considerando outras alternativas, novas formas de resolver os problemas. Como no caso do Yan e da Alana, também é comum que passem a ajudar o professor a cuidar do colega, ficando sempre de olho.”

Diante de relações como esta, a Psicóloga defende que o caminho para as escolas que ainda não recebem crianças com deficiência é o de apontar as vantagens da proposta, que possibilita a construção de novos conceitos acerca das diferenças. Ela lembra até pouco tempo atrás a cultura ainda era muito excludente e que ainda vivemos reflexos de uma educação rígida, promovida por métodos tradicionais. As crianças, pelo contrário são mais flexíveis que os adultos.

“Eu, por exemplo, não tive contato com ninguém com deficiência ao longo da minha vida escolar e acredito que poderia ser uma pessoa melhor se tivesse convivido. Isso porque hoje eu vejo o quanto isso é positivo na formação. Os pais também têm crescido porque, como a maioria, não tiveram essa oportunidade. Eles esperam os filhos contarem como que foi com o coleguinha, como funciona isso.”

O cenário também reforça a flexibilidade e ausência de preconceitos observada nas crianças, uma vez que, a maioria recebe sem medo o que é considerado diferente. “Elas não têm preconceito, estão abertas. Nós é que já estamos cheios de padrões pré-determinados. Vemos que, diante do contato com uma pessoa deficiente, são poucas as que demonstram algum estranhamento. Mas isso acontece pela novidade, por algo que antes estava fora do cotidiano, não por preconceito.”

Com relação ao método e aos avanços de cada aluno, Carla explica que não há a utopia de que todos vão responder aos estímulos da melhor forma e acompanhar a sala. Por esse motivo, os profissionais trabalham também a própria frustração, além do suporte à família. “Atuamos para que todo ganho seja significativo. A gente vibra com todas as conquistas, por menores que sejam. Se hoje uma criança consegue ficar alguns minutos a mais na sala e não conseguia antes, já é um grande ganho, por exemplo.”

Estrutura e adequação de profissionais


Para além da aceitação e das relações de afeto, a inclusão também exige adaptação das escolas e uma equipe preparada para receber as crianças deficientes, uma vez que cada uma delas apresenta demandas diferentes. Deste modo, é necessário que os espaços disponibilizem além de professores, profissionais conhecidos como mediadores, responsáveis por auxiliar no atendimento às necessidades especiais dos pequenos. Junto aos docentes, eles ficam na sala de aula, onde promovem o intermédio com o aluno.

“Antes a inclusão era feita com a matrícula da criança na escola e ponto. Isso não implicava em capacitação aos profissionais, com orientações sobre o que fazer ou como recebê-los. Hoje, a Seduc subsidia com um suporte para que a inclusão aconteça de forma adequada, com capacitação, avaliação das crianças com elaboração de um plano de inclusão para cada caso específico.”

Assim, a creche, que oferece assistente social, psicóloga e nutricionista para esse, independente das crianças com deficiência, acabou estendendo os serviços. “Toda criança passar por uma avaliação sobre aspectos sociais, de saúde, familiares, inclusive emocionais, para se traçar um plano de atendimento na sala. No caso das crianças com deficiência, aprofundamos esta avaliação, entrando em contato também com outros profissionais que os atendem, como terapeutas e fisioterapeutas.”

De acordo com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), quando, em uma unidade, existem mais de cinco alunos com deficiência, é necessária a instalação de uma sala de recursos multifuncionais. Em 2015, existiam 438 salas de recursos; número que passou a ser 475 em 2016. O número corresponde ao aumento registrado entre os dois últimos anos. Em 2015, 15.315 pessoas com deficiência foram matriculadas na rede estadual. Já em 2016, o número passou a ser de 15.404 estudantes.

A Pasta ressalta que, conforme defendido por Lei, todas as escolas são obrigadas a aceitar alunos com deficiência e que em Mato Grosso existem cinco escolas voltadas exclusivamente para a Educação Especial, sendo três em Cuiabá e duas em Várzea Grande. No interior, os alunos são atendidos por meio das Salas de Recursos Multifuncionais, que existem dentro das unidades escolares.
Fonte: Olhar Direto

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Deficientes Visuais Terão a Vida Facilitada por Shopping Pet Friendly.

DEFICIENTES VISUAIS TERÃO A VIDA FACILITADA POR SHOPPING PET FRIENDLY.

CATARATAS JL SHOPPING AGORA É PET FRIENDLY
Cães e gatos são bem-vindos no shopping e terão carrinho exclusivo

Frequentar lugares que atendam seu pet é sempre uma boa pedida, por isso, a partir desta semana a entrada de animais será permitida no Cataratas JL Shopping.  Cães e gatos terão direito de circular livremente nos pisos L1 e L2, sempre com coleira e guia. Quem preferir poderá transportá-los em carrinhos exclusivos. Eles estarão disponíveis para locação na Casa do Criador, instalada no piso G1. O valor do serviço é de R$ 5 por hora.

Atualmente é permitida apenas a entrada de cães guias que acompanham deficientes visuais, (conforme Lei nº 11.126), mas o Cataratas JL Shopping decidiu aderir ao movimento pet friendly em que os bichinhos de estimação são bem-vindos nos estabelecimentos comerciais. “Queremos proporcionar momentos de lazer ainda mais especiais para quem frequenta o shopping, assim vai ser possível que todos possam curtir bons momentos com seus pets”, diz o superintendente do Cataratas JL Shopping, Lindenor Cavalheiro.

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REGRAS – A presença das mascotes só será proibida na praça de alimentação, a única exceção é para cães-guia. As lojas que permitem animais estarão identificadas com um adesivo. Cada loja pode ter suas próprias regras e permitir animais apenas no colo, por isso, é aconselhável informar-se com os vendedores.

Deficientes Visuais Terão a Vida Facilitada por Shopping Pet Friendly.
O regulamento permite apenas a condução de cães e gatos pela escada fixa. Pelas escadas rolantes, os pets devem ser levados no colo. Outro aviso importante diz respeito aos cães de raças específicas como Bull Terrier, Doberman, Fila Brasileiro, Mastin Napolitano, Mastiff, Pastor Alemão, Pitbull, Rotweiller, Stafordshire Terrier que devem usar guia, enforcador e focinheira.

Nos próximos dias serão instalados dispensers de saquinhos plásticos para a coleta de rejeitos nas entradas do shopping. Para nenhum animal ficar com sede, o Cataratas JL Shopping também está providenciando bebedouros nas áreas externas das portarias.
Fonte: Site Clickfoz

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