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A Puberdade na Menina com Deficiência - Como É?

Vamos continuar falando sobre a mulher com deficiência? Hoje eu quero ir lá pro inicio, quando a menina começa a se tornar mulher, a famosa puberdade.

☛ Leia também: A Deficiência não Impede que a Mulher seja Mulher!!!

O que é puberdade?

A puberdade é uma fase em que ocorrem mudanças biológicas e fisiológicas no ser humano. É aqui que o corpo desenvolve-se física e mentalmente tornando-se maduro. O adolescente agora é capaz de gerar filhos. 

Neste período, é possível observar algumas mudanças como: crescimento de pelos, crescimento dos testículos e aparecimento dos seios, aumento do quadril nas meninas e tórax nos rapazes. Para as mulheres, é o início da menstruação, uns dos pontos que eu quero conversar hoje. 

Os hormônios sexuais nessa etapa, transformam em um tempo muito curto a forma externa e interna do corpo, transformam a menina em mulher e o menino em um homem. O jovem com alguma deficiência ou não, tem que ser levado a sério, pois aqui tudo é muito intenso e novo.


A Puberdade na Menina com Deficiência - Como É?

É a época do idealismo e da luta heróica para mudar o mundo e a nós mesmos. O dilema central da primeira fase da adolescência é a separação interna e externa do mundo da criança do mundo adulto. Não é muito diferente com a pessoa com deficiência, sendo marcada por mudanças nas dimensões bio, psico, sócio e espiritual.

 No entanto a sociedade lida de uma forma completamente diferente com a puberdade da pessoa com deficiência, infelizmente. Muitas vezes, ela é ignorada, as famílias simplesmente fingem que isso não acontece.

Eu procurei textos que falassem sobre o assunto, queria algo falando se as famílias interrompem a menstruação das meninas com deficiência, como  faz? Como as meninas lidam com a mudança do corpo, os hormônios, as vontades, os desejos, com a ignorância da família em não enxergar toda essas mudanças. 




Mas não achei nada demais, têm mais textos falando sobre como lidar com a puberdade no adolescente com deficiência intercultural, o que eu não quero agora, pois é uma outra abordagem, que até podemos falar sobre, em outro post.

Então vou contar como foi para mim e peço para vocês contarem também, que ai a gente faz um post com mais informações que podem orientar as famílias e a própria pessoa com deficiência. Bom, vamos lá!!!


Fiquei mocinha com 14 anos, eu já achava que por algum motivo que eu não fosse ficar. Minhas amigas já tinham ficado e eu nada, eu já tinha noção da minha deficiência, paralisia cerebral, sabia que não tinha relação,  mas aquilo ficava na minha cabeça!!! Minha mãe falava para ter calma, que ela ia chegar!!! E chegou!!!!!

Era uma tarde, fui fazer xixi e lá estava ela!!! Foi uma festa, minha mãe veio com o absorvente, colocou naturalmente e foi contar para a família toda... Meu pai chegou em casa com um buquê de flores!!! Como eu já tinha 14 anos, tinha amigas que já tinham ficado, não era uma menina isolada, pelo contrário era super antenada, participava de tudo.





Para mim e para a minha família aquilo foi tranquilo, eu sabia bem o que aquilo significava e minha mãe falou comigo abertamente o que ela achava que faltava, queria até falar mais,  porém cortei o blá-blá-blá!!!!!!

Vamos para questões práticas, eu preciso de ajuda para ir ao banheiro, logo também teria que me ajudar com o absorvente e assim é feito até hoje!! Meus pais me ajudam, amigas também me ajudam, não tem muita frescura. Claro que as vezes é chato, acidentes acontecem, mas fazer o que? Sou mulher!!!!!

E é isso que eu acho que falta, as pessoas têm que agir naturalmente com a puberdade da menina com deficiência. A mulher precisa se conhecer, conhecer o seu corpo, se tocar, saber onde tem prazer, o que deseja. 

Tem que saber o significado da menstruação, o porquê que ela acontece. Se a família acha melhor interromper a menstruação, a menina tem que participar da decisão ou melhor a ultima palavra tem que ser dela, afinal o corpo, a vida é dela!!!

Vamos respeitar o outro, respeitar a pessoa com deficiência, enxergar como uma mulher ou um homem! Chega de querer ser o porta voz do sujeito, fazer dele um objeto…
Gostaria imensamente que esse assunto não terminasse aqui, para isso preciso da ajuda de vocês! Compartilhe com a gente a sua experiência, a sua opinião. 
Artigo exclusivo, escrito pela nossa colaboradora Carolina Câmara, do blog um sonho a mais não faz mal.

Como Faço para Arrumar um Namorado (a) ?

Como Faço para Arrumar um Namorado (a) ? O texto de hoje, é meio abstrato, porém eu vou tentar fazer um manualzinho para você. No entanto aqui não é nenhuma revista desta de adolescente que quer ensinar o passo a passo de tudo, como dar o primeiro beijo, como chamar para sair, como se comportar na primeira transa e assim por diante.

Posso te pedir um favor de 50 segundos? Assine grátis nosso canal no youtube, estamos preparando vídeos especiais e você será o primeiro a saber quando publicar-mos, é rapidinho clique aqui e pronto, desde já muito abrigado pela ajuda e parceria!!!

Nada disso é exato, sabe por que? Porque estamos falando de relações humanas e aí o negócio complica de um jeito, que não tem condições de descrever, pois cada caso é um caso, cada segundo é único!!!!

Contudo eu vou tentar direcionar algumas pessoas com deficiência que querem um parceiro (a), um namorado (a), mas não sabem como fazer isso e não tem com quem conversar, porque infelizmente ainda tem muito preconceito em relação a isso. O pessoal ainda acredita que a pessoa com deficiência é um ser de outro planeta!!!

Como Faço para Arrumar um Namorado (a) ?

Por isso que vamos fazer um "manualzinho" de como faço para arrumar um namorado (a) ? Por onde começar? Primeiro passo, já conversamos sobre ele aqui!!! É a bendita da ACEITAÇÃO!!! É normal a gente achar que ninguém vai ficar com a gente, no entanto isso não é verdade, desde que você se aceite...

☛ Quer receber artigos exclusivos como esse grátis direto no seu e-mail? Então assine aqui o blog.

Se olhe no espelho e goste daquela imagem que está vendo, encontre ali os seus melhores pontos!!! Se veja como homem ou como mulher.. E aí, o que você viu no espelho? O que você mais gostou? Qual é o seu ponto forte?


Segundo passo, você precisa ter um papo interessante, ficar antenado no mundo. Todo relacionamento começa na conversa, não rola você ficar tímido, quieto, por fora de tudo que acontece no mundo, que ninguém vai ficar tentando puxar conversar com você.

Terceiro passo, ter amigos!!! Sair de casa, você não vai encontrar ninguém no sofá da sua casa, em frente à televisão!!!! Vai com amigos, para balada, barzinhos, sorria, dance, se divirta, aproveite a vida!!!!!

E, hoje em dia, é possível sim arrumar um namorado (a), um ficante sem sair de casa. Basta usar a internet, aplicativos, porém isso não elimina o que falei acima, primeiro porque não tem como ter uma vida interessante, bacana sem uma vida social!! Segundo, você vai manter um namoro, apenas virtual???

E perder tudo que um relacionamento real tem de melhor? Agora vamos para uma outra etapa, que talvez venha antes ou junto com a aceitação, ou até depois mesmo, aí vai de cada um.

Vamos falar de família!!! Muitas e muitas vezes, o assunto namoro, relacionamento, sexo, é um tabu nas famílias de pessoa com deficiência, elas simplesmente acreditam, que o indivíduo com deficiência não precisa, não tem que viver essa experiência! E aí? Como faz?

Há diversos caminhos, cada família enxerga isso de uma forma. Em muitos casos, a própria pessoa com deficiência consegue mostrar para família que ela não é um objeto de propriedade da família, mas sim um ser humano igual a qualquer outro, que quer viver!!!!!


Têm outras famílias que são mais difíceis, aí é necessário muita leitura, entender as necessidades do sujeito, entender o que é uma deficiência, aqui muitas vezes precisa de ajuda profissional, para fazer uma ligação, perceber que o sujeito com deficiência é igual a todos os membros da família, por isso, se é igual por que ele não pode namorar?????

Vamos voltar a falar mais sobre a vida social, pois acho que é nela que uma pessoa aprende a maior parte de como se comportar e como arrumar um parceiro, é aqui que ganhamos desenvoltura para ter um bom papo, não ser tímido, mas também não falar demais, ser agradável e assim por diante...

Também é na vida social que aprendemos como abordar aquela pessoa que estamos de olho, contudo vou tentar enumerar algumas atitudes interessantes para você ir até uma pessoa…

Como chegar em alguém?

Observe sempre a pessoa antes de chegar nela! Veja como ela está sentada ou de pé e qual é a expressão facial dela. Ela parece estar aberta para uma conversa? Vai se aproximar?

☛ Então seja receptivo!!!
☛ Sorria!!!
☛ Não fique nervoso!!!
☛ Se apresente de uma forma descontraída!!!
☛ Agora, lembra da observação, fale do ponto em comum que você encontrou entre vocês dois!!!
☛ Use sempre o nome da pessoa!!! Isso faz com que o sujeito crie uma afeição por você!!!
☛ Procure sempre fazer um contato visual com a pessoa!!!

Para o papo fluir, faça perguntas abertas, como por exemplo, como você conheceu o blog Inclusão Diferente?

☛ Fale, mas também escute!!!
☛ Encontre pontos em comum entre vocês!!!
☛ Evite falar muito de si mesmo!!!

Acho que coloquei as noções básicas para a pessoa se sentir mais segura, para ir atras do seu objetivo, que aqui no caso é arrumar um parceiro (a).
OS FETICHES NO MUNDO DAS DEFICIÊNCIAS

OS FETICHES NO MUNDO DAS DEFICIÊNCIAS

Neste texto, vamos falar sobre algumas práticas sexuais, também conhecidas como fetiches, relacionadas à pessoa com deficiência com pessoas que não são deficientes, algo que poucos conhecem, pois como falamos muito aqui no blog, uma grande parte da sociedade acredita que a pessoa com deficiência é assexuada.

Então vamos lá!

Devotee: A pessoa que tem fetiche e atração sexual por pessoas com deficiência. Já conversamos sobre isso aqui no blog, lembra?

Documentário sobre devotees

Devoteísmo e deficiência, porque o assunto é tão complexo?

Devote é um mal necessário?

Pretender: Pessoa que é devotee que se sente estimulada sexualmente. Seu fetiche é quando simula ter uma deficiência, usando, em público ou privadamente, equipamentos como cadeira de rodas, muletas, bengalas, aparelhos ortopédicos etc.

Wannabe: Pessoa que é devotee, porém quer ter, de alguma forma, uma deficiência. Então ela é capaz de fazer uma automutilação. Aqui os comportamentos são impróprios ao corpo subjetivo e o corpo objetivo. Acontece quase unicamente, com homens e a aversão, normalmente são pelos membros inferiores.

Deficiência e fetiche

Esses são os tipos mais comuns de devotees, porém tem também homem que se sente atraído por mulheres com lesão medular espinhal.

Eles falam que a atração maior, é pela personalidade dessas mulheres, pois “tentam” viver o mais normal possível, isso as deixa muito mais atraentes, claro que primeiro, olham para a mulher, o corpo, a beleza e depois para a deficiência.

Têm outras pessoas que admiram o caráter da pessoa com deficiência, a forma como lutam, e reagem as adversidades da vida.

O novo, o diferente as vezes assusta

Este post é um texto, para a gente mostrar uma coisa que no geral a sociedade não conhece, eu mesma, não sei muito sobre o assunto, estou conhecendo com vocês.

Então vamos fazer uma pequena reflexão, para não deixar o assunto solto, afinal, é complexo.

Assusta né?

Eu confesso que fiquei assustada no início, quando comecei a pesquisar sobre o tema, mas depois refletindo, pensei comigo: “quase tudo que foge do padrão, assusta não é mesmo?”

Pessoas com deficiências e os devotees

E, além disso, tem a ver com sexo, aí lascou mais ainda! Para piorar, sexo, deficiência, atração, fetiche, desejo, tudo junto e misturado, fim do mundo!

Não gente, nada disso, calma!

Há no mundo pessoas com vários desejos, atrações diferentes, então não tem problema nenhum em encontrar por aí, sujeitos que se sentem atraídos por pessoas com deficiência...

Até porque a pessoa com deficiência não é um mostro, mas sim um ser humano, com a sua beleza. Então pronto, não tem nada de anormal sentir atração por alguém com deficiência!

O que de fato assusta, são pessoas, que por uma atração obsessiva, quer se mutilar, ter, de alguma forma, uma deficiência. Não gente, por favor, isso não rola.

Ter uma deficiência, não é a pior coisa da vida, no entanto está longe de ser legal, bom, maravilhoso, divertido!

Para encerrar, também não é legal, aquele sujeito que só quer a pessoa devido à sua deficiência.

Contudo, aqui cabe à pessoa com deficiência perceber e escolher se quer ou não o relacionamento.

Uma pergunta para você: “Conhece outros tipos de fetiches envolvendo pessoas com deficiência?”
Texto com participação de Carolina Câmara
Devotees São um Mal Necessário?

DEVOTEES SÃO UM MAL NECESSÁRIO?

Devotee é um mal necessário?

Para começar, vamos definir o que é Devotee? Afinal quase ninguém sabe, eu mesma, nunca soube que isto existia, fui conhecer, quando comecei a trabalhar com inclusão.

Quem são os Devotees?

Devotee é a pessoa que tem atração sexual por deficientes. Geralmente, a atração é por cadeirantes e amputados.

E aí eu pergunto: “Até que ponto, esse tipo de pessoa é bom para a vida das pessoas com deficiência?”

Pois sabemos todo o preconceito com relação à sexualidade das pessoas com deficiência, também tem todo aquele padrão de beleza, que já discutimos, onde não olham para as pessoas que fogem da curva, mas que são belas, lindas também.

Como tudo isso dificulta a vida amorosa e sexual da pessoa com deficiência, é um obstáculo que precisamos sempre ultrapassar.

Não Podemos Generalizar.

Acredito que há algumas pessoas devotees que tem sim atração e desejo, como qualquer um, que curti gente fora do padrão de beleza idealizado pela sociedade. Como têm homens e mulheres que sentem atração por pessoas muito altas ou muito baixas, muito gordas ou muito magras ou sentem atração pela pessoa do mesmo sexo.

Gosto é algo particular, não tem como julgar.

Devotees São um Mal Necessário?

No entanto há devotees que estão interessados, somente, em satisfazer seus prazeres, seus fetiches, suas obsessões. Esses indivíduos buscam só a deficiência do que a pessoa em si.

Aqui que é o “perigo”, pois esses casos são patológicos e tem que ser tratados. Então a própria pessoa com deficiência, deve ser cautelosa, a fim de evitar o envolvimento com essa pessoa, assim como qualquer pessoa, tem que tomar cuidado no início de relacionamento.

A pessoa tem que ser gostar, aceitar a si mesma e se valorizar e vai saber avaliar a pessoa com quem estar se envolvendo.

O que não pode acontecer é nos privarmos de conhecer pessoas que possam nos satisfazer emocionalmente, questionando se é ou não Devotee, que só esse tipo de pessoa que vai te querer.

Tudo isso é bobagem, como já falei ali em cima, a pessoa com deficiência, como qualquer outro sujeito, precisa conhecer a pessoa, de fato, procurar sentir se o parceiro está interessado em você ou em algo que você tem.

Os dois lados da vida

Tudo na vida tem os dois lados, o bom e o ruim. É sim interessante que haja pessoas com outros gostos, que veja a beleza real, fora dos padrões impostos, caso contrário o que ia ter de gente solteira, não apenas as com deficiência!

Outro lado é a patologia, a obsessão, o fetiche, que aí não é legal, a pessoa é, somente, um objeto, mas isso também acontece com pessoas sem deficiência, que são, literalmente, usadas.

O ponto é que temos que tomar cuidado, saber o que está fazendo e escolher, afinal têm muita gente que também gosta de ser usada, se acha um objeto, sem o menor valor!
Texto com contribuição de Carolina Câmara
Devoteismo e Deficiência - Por que um Assunto tão Complexo?

DEVOTEÍSMO E DEFICIÊNCIA - POR QUE UM ASSUNTO TÃO COMPLEXO?

Devoteísmo é um assunto complexo e controverso, no entanto, o debate é necessário.

Devoteísmo e Deficiência, Podem andar juntos?

É um tema pouco discutido e pesquisado, talvez por tratar-se de um assunto em que uma discussão poderia cair em uma areia movediça, pois é um tema cheio de incertezas.

Muitas pessoas nunca ouviram falar desse termo.

Devoteísmo e Deficiência - Assunto Polêmico!

Devotee ou devoto, segundo dicionário americano, significa aquele ardentemente é devotado a algo ou a um defensor entusiasta. No dicionário brasileiro significa aquele que denota devoção ou um admirador.

Dessa forma, penso que no campo da deficiência significa indivíduo ardentemente devotado ou defensor de pessoas com deficiência. Partindo dessa premissa, enquanto pessoa com deficiência, entendo que meus pais, irmãos, familiares e amigos são devotees. Se essas pessoas devotam um amor tão grande por mim e são defensores desse segmento da sociedade, logo são devotees.

Assim como devotees sentem amor paternal, maternal ou fraternal pela pessoa com deficiência, certamente eles também sentirão atração física ou paixão por essas mesmas pessoas. Então, entendo que meus ex-namorados sem deficiência são devotees.

A partir dessa linha de pensamento, concluo que felizmente há milhares de devotees no mundo, que há milhares de pessoas que sentem prazer em se relacionar ou conviver com as diferenças individuais, que há diversas pessoas que apreciam a diversidade humana e as singularidades de cada corpo.

Ao meu ver, devotees sentem atração e desejo como qualquer outra pessoa sente por alguém que esteja fora do padrão de beleza idealizado pela sociedade ou até mesmo por uma questão de dizer não ao conservadorismo. Assim como há homens ou mulheres que sentem atração por pessoas muito altas ou muito baixas, muito gordas ou muito magras ou sentem atração pela pessoa do mesmo sexo, há os devotees que sentem atração por pessoas com deficiência.

Acredito que cada pessoa é livre para fazer sua escolha.

Como há devotees interessados na pessoa com deficiência, com a intenção de um relacionamento efêmero ou duradouro, há também devotees interessados somente em satisfazer seus prazeres, seus fetiches, suas obsessões.

Esses indivíduos estão interessados mais na deficiência do que na pessoa, certamente são casos patológicos e precisam ser tratados.

Nesse caso a própria pessoa com deficiência deve ser cautelosa, a fim de evitar o envolvimento com essa pessoa. Se a pessoa com deficiência gosta de si mesma e se valoriza, certamente ela avaliará cuidadosamente a pessoa com quem pretende se envolver. Isso é muito importante.

Quero ressaltar que assim como há devotees obsessivos e compulsivos, há também homens ou mulheres que não são devotees e têm a mesma doença.

Como disse no início do texto, há pouquíssima pesquisa sobre esse tema no Brasil. Entre os que conheço há o estudo da jornalista Lia Crespo.

Seria muito interessante se houvesse mais pesquisadores interessados nesse assunto tão pertinente.

Para finalizar, no meu entendimento, não podemos afirmar que todo devotee que sente atração física por uma pessoa com deficiência é um predador, insensível e perverso. Como também acredito que a palavra “devotee” não pode ser rotulada como algo pernicioso.

Tudo deve ser devidamente ponderado. Como tudo na vida, precisamos separar o joio do trigo.

E você, caro leitor, o que pensa a respeito disso tudo?
Fonte: Maria Izabel - Clube pós-pólio.

Pessoas com Deficiência tem Direitos Sexuais Assegurados.

PESSOAS COM DEFICIÊNCIA TEM DIREITOS SEXUAIS ASSEGURADOS

Pessoas com deficiência têm seus direitos sexuais garantidos pelo Ministério da Saúde e pelo Fundo de População das Nações Unidas. Em 11 de outubro é celebrado o Dia da Pessoa com Deficiência Física, data importante para a promoção da inclusão e o extermínio do preconceito.

Segundo o Censo de 2010, o Brasil tinha, na data, em torno de 45 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência. O número representava, na época, quase um quarto do total de brasileiros.

Direitos sexuais dos portadores de deficiência

A psicóloga e docente da Universidade Feevale, Lisiane Machado de Oliveira Menegotto, explica que a pessoa com deficiência física enfrenta muitos obstáculos para o exercício da sua sexualidade, sendo o maior deles o preconceito social. Essa dificuldade de aceitação dos outros se baseia na ideia de que a limitação do corpo impediria o prazer sexual.

“Nessa perspectiva, a limitação imposta pela deficiência gera nas pessoas uma ideia de que a sexualidade deve ser barrada”, complementa. A psicóloga ainda diz que as concepções distorcidas sobre o desejo sexual e prazer permeiam o imaginário social, como se os portadores não desenvolvessem o desejo sexual ou estivessem proibidos de exercê-lo.

Lisiane crê que as maiores dificuldades enfrentadas pelas pessoas com deficiências sejam de ordem social. “O corpo impõe limitações, mas elas não são impedimentos” ressalta. Mas a especialista ressalta que a sexualidade como um todo é uma questão estigmatizada, um tabu, na sociedade.

“Quebrar os paradigmas no âmbito sexual é a única maneira de obter avanços nesse sentido”, explica.

Sexualidade das pessoas com deficiências mentais

No caso dos portadores de deficiência mental, a questão é ainda mais delicada. “Quando se trata de sexualidade no contexto da deficiência mental, os tabus sociais tornam-se ainda mais expressivos”, informa a psicóloga.

Adultos responsáveis e que convivem com portadores de deficiência mental tendem a exercer a inibição da sexualidade. Quem se encontra nessa situação pode permanecer a vida toda aprisionada numa eterna infância, não sendo dona de seu próprio corpo.

Lisiane explica que isso acontece pois há a suposição de que a pessoa com deficiência não seria capaz de se ocupar e se apropriar do próprio corpo e das sensações que ele pode sentir. A profissional ainda comenta que há muitos temores em relação a sexualidade de pessoas com necessidades especiais.

“Já ouvi mencionarem que elas são desprovidas de sexualidade e também já escutei que elas teriam essa necessidade fisiológica mais aguçada”, diz a psicóloga. Ela aponta que tais distorções estão no imaginário social e impregnam preconceitos.

O desconhecimento da causa leva ao distanciamento das pessoas com deficiências mentais do contexto da sexualidade. “Assim, não raro, a iniciação sexual de um jovem fica impedida, de modo que não há abertura para experimentação pelo excesso de tutela da família”, finaliza a especialista.
Fonte: Terra - Doutíssima
QUEM NAMORARIA UMA PESSOA COM DEFICIÊNCIA?

QUEM NAMORARIA UMA PESSOA COM DEFICIÊNCIA?

Ótimas perguntas:

Quem namoraria uma pessoa com deficiência?
Pessoa com deficiência namora?

Sei lá!

Ué, a sociedade acha que a pessoa com deficiência, é um ser invalido, um objeto e, claro, assexuado! Um ser digno de pena, coitado! Não vou aqui, nem falar da beleza, pois vou deixar para o outro post, porque merece e é abstrato para somente, citar aqui, requer uma reflexão.

Mas vamos lá para a questão, quem namoraria uma pessoa com deficiência?

Para muita gente, a resposta, é simples! Muito difícil, namorar uma pessoa com deficiência dá muito trabalho, dependendo da deficiência, é quase um enfermeiro, fora às questões que citei lá no início.

Não estou sendo irônica, tudo que falei, infelizmente, é verdade. No entanto, graças a Deus, os paradigmas estão caindo, devagar, mas estão. Então hoje. Já tem gente que olha para a pessoa com deficiência, como ela é um ser humano!

Um ser humano é cheio de qualidades, que pode atrair o outro e ser atraído. Paixão, amor, acontece porque somos atraídos pelas qualidades do outro, não é nada diferente na pessoa com deficiência, ela também tem as suas.

A pessoa com deficiência ama, como qualquer um!
A pessoa com deficiência ama ser amado, como qualquer um!
A pessoa com deficiência tem prazer, desejo, como qualquer um!
A pessoa com deficiência tem sexualidade, como qualquer um!

É possível sim, se apaixonar por uma pessoa com deficiência, ter como um parceiro para a vida. A deficiência não limita a pessoa a viver o amor, a paixão, a aventura, o prazer, o desejo, o sexo!

Quem namoraria uma pessoa com deficiência?

Qualquer um, que se apaixone que olhe além da deficiência!
Participação de Carolina Câmara

Documentário Sobre Devotees: “Uma Aleijada Bonita".

DOCUMENTÁRIO SOBRE DEVOTEES: "UMA ALEIJADA BONITA".

Emily Yates, consultora dos Jogos Paraolímpicos de 2016, ficou furiosa quando alguém escreveu um comentário na sua página de Facebook onde dizia que ela era "uma aleijada bonita."
SOU PESSOA COM DEFICIÊNCIA - “ELA OU ELE, É DEMAIS PRA MIM?”

SOU PESSOA COM DEFICIÊNCIA - “ELA OU ELE, É DEMAIS PRA MIM?”

Quem nunca pensou isso?

Vai, pessoas de carne e osso, já passaram por isso! Ficaram afim de alguém que considerava bem mais bonito ou bonita e aí vinha esse pensamento, o medo de levar um fora!

Quem encara o medo e vai em busca do que deseja, sabe que muitas das vezes, esse pensamento é irreal, uma fantasia que a sociedade criou e não tem nada a ver com atração, desejo, sedução.

Aqui ninguém cria nada, atração, sedução, desejo, amor, é arte com química, não tem padrão aqui, certo ou errado. Todo mundo é capaz de entrar, de fazer parte dessa arte gostosa, prazerosa, onde o coração acelera, é possível sentir toda a movimentação do nosso corpo, nossa que sensação indescritível, fenomenal!

A pessoa com deficiência também pode e deve viver experimentar essa arte, que deixa a vida com um sabor e um aroma especial, inexplicável, com gostinho de quero mais!

Nessa arte, a deficiência é o que menos importa, pois não é preciso ter coordenação motora, nem enxergar, nem saber resolver uma equação, não tem que andar com as duas pernas, só precisa sentir ser de carne e osso!

A pessoa com deficiência tem que se a riscar, entrar na dança, olhar para a deficiência, aceita como a gente é e buscar seus desejos, vontades.


Na arte da conquista, da sedução, o levar um fora, faz parte da dança, é difícil é, mas tem que encarar e bola para frente. Nem sempre o fora vai ser por causa da deficiência, então cuidado para não botar a culpa aonde não tem e se fazer de vítima!

Agora, claro, que alguns foras, vão ser devido à deficiência e aí eu digo, temos que lidar com a situação, pois não tem como arrancar a deficiência da nossa vida, se tivesse eu já teria arrancado!

É chato, é demais, porém não tem como fugir. Tem gente que não gosta de louro, outros não gostam de moreno e assim por diante.

O importante é não se esconder atrás da deficiência, para não participar da arte da sedução, por medo de sofrer, dos possíveis foras, quem nunca levou um?

A arte da sedução é para todos, é universal e o fora também!

Eu particularmente já levei vários foras e você?
Participação de Carolina Câmara
Eu Sou Deficiente e Não Tenho Insegurança no Namoro

EU SOU DEFICIENTE E NÃO TENHO INSEGURANÇA NO NAMORO

Eu sou deficiente e não tenho insegurança no namoro, escrevo este texto na carona do texto do Pedro (Eu sou deficiente e tenho insegurança no namoro).

Aos que não me conhecem, farei uma breve apresentação.

Sou o Leonardo de Camargo Martins, natural de Belo Horizonte, tenho 27 anos e tive paralisia cerebral pós-parto, desde então, meus pais sempre me incentivaram a viver como uma pessoa normal, claro que com minhas limitações.

Luto para ser incluído na sociedade e contra o preconceito que, infelizmente, a sociedade carrega para com os deficientes.

A questão amorosa sempre foi marcante na minha vida, primeiras paixões como qualquer pessoa, desejos, decepções, esperanças, enfim, tudo que uma pessoa tem de experiências a esse respeito eu tenho também.

Enquanto pessoa com deficiência, esta luta para ter um encontro amoroso é mais complicada, por causa de estigmas e preconceitos que a sociedade impõe para os deficientes, principalmente a pessoa que teve paralisia cerebral.

Tive paixões arrebatadoras, amores não correspondidos, mas nunca perdi a esperança de viver tudo que um homem tem que viver ao lado de uma mulher.

Até que em 2015, através de um aplicativo de paqueras, conheci uma mulher que enfim pude realizar o primeiro encontro amoroso e hoje tenho uma namorada que eu amo muito.

Já são quatro meses de namoro, no início tive uma insegurança como a do Pedro, medos, mas a minha namorada e eu conseguimos passar segurança um para o outro. Como conseguimos isso?

Através de muita conversa e uma relação sincera e franca, ao longo do tempo, a confiança foi crescendo, temos isso um com o outro e fomos aos poucos nos adaptando, nossas particularidades, entendendo o jeito de cada um.

Isto é uma coisa fundamental em qualquer relacionamento, principalmente, os que envolvem pessoas com deficiência, devido as suas limitações etc.

Para um casal que tem um membro na família com deficiência, a compreensão e o entendimento da dificuldade do outro é fundamental, para isto, o casal tem que ser aberto e franco, o que no meu caso acontece, pois eu e a minha namorada criamos uma relação muito bacana de confiança e amizade, sempre respeitando o jeito e a vontade de cada um.

Com paciência e calma, acredito que o casal pode criar um relacionamento duradouro e sólido sem espaços para a insegurança.

E você, tem muita insegurança quanto ao namoro?

Leonardo Martins é jornalista formado em 2009 e mantém o Blog (D)Eficiência
Sou Deficiente e Tenho Inseguranças no Namoro 2

SOU DEFICIENTE E TENHO INSEGURANÇAS NO NAMORO 2

Olá pessoal da paz, essa postagem é inédita e exclusiva para você que nos acompanha e assina o blog, recomendo que para um melhor entendimento do assunto, leia a 1ª parte clicando aqui.

Pensando na situação do Pedro, que escreveu uma carta para o blog, Inclusão Diferente, contando um pouco, sobre seus medos e inseguranças que tem em relação ao seu namoro.

Pedro sofreu um acidente e ficou tetraplégico, depois de algum tempo, começou a namorar e aí veio as dúvidas, as incertezas. Normal, todos esses sentimentos. Vamos primeiro olhar de uma maneira genérica, todos nós, em algum momento da vida, já sentimos ciúmes, medo de perder aquela pessoa que “amamos”.

Sentimos ameaçados por fantasias que criamos e daí vem o ciúme, o medo. Agora, vamos pensar no caso do Pedro e em outros milhares de casos, que são pessoas com algum tipo de deficiência, que foge do padrão de beleza que a sociedade criou, não sei de onde.

E para piorar, ainda tem aquela ideia, de que a pessoa com deficiência não pode namorar, tem que reprimir os desejos, a atração. Isso tudo, só aumenta os medos e inseguranças da pessoa, por isso o Pedro tem tantos medos, incertezas e, de fato, não confia no amor deles, do casal.

No entanto, há como trabalhar esses sentimentos, aprender a lidar com eles. Aceitar a sua deficiência é a primeira coisa e a mais difícil, conhecer seus potenciais, valoriza-los, conhecer as fraquezas também, conhecendo-as, pode te fortalecer e até deixar de ser uma fraqueza. 

Outro ponto que é fundamental é acredita na relação, no casal, no que ambos, estão construindo juntos, na amizade, no amor, no carinho, no desejo, no respeito e na cumplicidade. Um corpo “perfeito”, não é sinônimo, de uma vida amorosa, “perfeita”!

E você o que pensa sobre o assunto?
Ex-Cafetina Criará Serviço para Pessoas com Deficiência.

EX-CAFETINA CRIARÁ SERVIÇO PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA.

Ex-cafetina, a britânica Becky Adams espera abrir um bordel estritamente dedicado à prestação de serviços para pessoas com deficiência.

Ela já estabeleceu um serviço gratuito que conecta as pessoas com necessidades especiais a mulheres que trabalham como prostitutas.

Becky disse a Jeremy Vine, BBC Radio 2, ter recebido muitos e-mails de pessoas que procuram trabalhar com ela neste serviço.

Atualmente, ela já provê um serviço de acompanhantes para portadores de deficiência que estejam em busca de serviços sexuais.

Trata-se de uma agência chamada Para-Doxies, uma organização sem fins lucrativos.

O problema da agência, ela explica, é que nem sempre é fácil combinar o pedido do cliente e a agenda das profissionais.

"Com a Para-Doxies pode levar até um mês para que a gente consiga achar a garota certa na região do cliente", diz, ao explicar por que quer abrir um bordel sem fins lucrativos.

"Como atuamos nacionalmente, às vezes recebo um e-mail de alguém em Carlisle (noroeste da Inglaterra, a 420km de Londres) pedindo para ver uma profissional cujo local de atendimento tenha, por exemplo, acesso para cadeirantes. Então é preciso achar alguém naquela área, organizar o transporte e verificar questões legais com eventuais acompanhantes ou com a residência (para pessoas com necessidades especiais)", detalha.

"Ainda bem que conheço milhares de profissionais do sexo".

'Facilitar o orgasmo'


Ex-Cafetina Criará Serviço para Pessoas com Deficiência.

Ela afirma não cobrar pelos serviços prestados pela Para-Doxis, porque a maior parte de seus clientes depende de benefícios sociais para sobreviver, e não poder arcar com as despesas.

"Como negócio, seria um fiasco", ela avalia.

Ela diz ainda que para a maioria dos beneficiários do serviço, "sexo convencional está fora de questão", devido às condições especiais dos clientes.

"Temos a preocupação de entender o que eles gostam e também de educá-los a ter prazer sozinhos. Mas muito simplesmente não podem fazer nada sozinhos. Então, ensinamos respiração tântrica para facilitar o orgasmo."

Becksy diz ainda que o número de profissionais do sexo se oferecendo para prestar estes serviços tem crescido.

"Recebo tantos e-mails de profissionais quanto de pessoas procurando por serviços. Muitas mulheres dizem que o serviço é importante e que poderiam trabalhar um dia, ou que estariam disponíveis em uma área específica. E temos que lembrar que muitas destas mulheres foram enfermeiras antes."

Universitárias

Ex-Cafetina Criará Serviço para Pessoas com Deficiência.

Becky Adams, de 44 anos, trabalhou como dona de bordel no sul da Inglaterra por 25 anos.

Recentemente, ela foi selecionada para ajudar a Universidade de Swansea, no País de Gales, em um projeto que tem como objetivo pesquisar estudantes universitários que trabalhem na indústria do sexo.

A iniciativa, a ser desenvolvida em três anos, recebeu recursos da ordem de R$ 1,5 milhão da Loteria Britânica. Ela examina as motivações das estudantes para entrarem na indústria do sexo.
Fonte: BBC Brasil
O Amor Também é para as Pessoas com Deficiência?

VOCÊ CONCORDA COM ISSO? O AMOR TAMBÉM É PARA A PESSOA COM DEFICIÊNCIA?

Olá, amigos! Hoje o Blog Inclusão Diferente vai apresentar o texto de uma parceira muito querida de todos nós, Márcia Gori.

Ao final do texto, deixe seu comentário dizendo se você concorda que o Amor também é para a Pessoa com Deficiência. Ok?

Segue o texto:

“Toda a movimentação que tenho visto sobre amores, desilusões, sensualidade, sexualidade e angústias, da pessoa com deficiência, deixa-me um tanto reflexiva sobre todas essas questões e no quanto ainda temos que aprender a conviver para que haja, de fato, uma inclusão e aceitação nesta área, por toda a família e sociedade. 

O fato de ter uma deficiência já gera uma superproteção da família, não deixando a pessoa tomar decisões sozinhas, pois há o entendimento que não somos “aptos” para tal situação, até parecendo que a deficiência tomou conta de todo meu ser, com sequelas de incapacidade.

CONTANDO UM POUCO DA MINHA VIDA!

Tive pólio com 9 meses de idade e fui criada com avó. Bom! Nem precisa falar no quanto fui paparicada. Porém, não fui orientada para ser uma mulher como as outras e o que eu ouvia era que não podia namorar qualquer um, que um homem não iria querer ter uma vida comigo, pois não lavava, não passava, enfim não tinha como ser uma boa dona de casa (ou empregada doméstica de luxo).

Afinal, é para isso que, nós mulheres, somos criadas, para servir e procriar. 

Fui crescendo e os hormônios também foram evoluindo, haja visto que ninguém pode parar a natureza humana e sua evolução.

Ah! Os meninos! Que delicia descobrir os meninos, mesmo com todos me dizendo que não era possível.

Ainda bem que dei ouvidos para os meus hormônios (risos). Arrisquei e fui ganhando confiança em minha pessoa e no meu poder de sedução. Namorei muito. Saí muito. Frequentei muitas baladas, bebi, tomei altos porres, sempre com meus amigos desajustados.

Sempre gostei de gente que não se enquadra na normalidade do social, mas, que adorava minha companhia e me mostrava que era o mundo que não sabia o quanto eu era boa em tudo que fazia.

Só não usei droga, porque adorava ver a vida como ela é e sentir todas as consequências dos meus atos. Para isso tinha que superar todos os meus medos que a minha família insistia em plantar no meu coração. 

Completei 18 anos e estava livre para decidir minha vida. Mas, decidir o que se nem emprego eu tinha e naquela época? Há mais de 30 anos não existia Lei de Cotas e nem reserva em concursos públicos.

Éramos tratados com assistencialismo!

Direitos da Pessoa com Deficiência? O que era isso? O Movimento Social, do nosso segmento, estava engatinhando em tudo. Só sabíamos que queríamos ter direitos iguais a todos e isso já era o suficiente.

Diante disso, senti-me um tanto frustrada, só que a vida continua e ela não para. Lá fora o mundo está esperando você. Então, continuei minha vida de mocinha e de repente: Pimba!!!

Conheci um cara, charmoso, maluco e doido para ter uma experiência com uma moça com deficiência e eu a fim de conhecê-lo também, deixei rolar um romance legal.

O Amor Também é para as Pessoas com Deficiência?

INICIAMOS TODA A PAQUERA

Saíamos, nos encontrávamos nas baladas e curtíamos muito. Até que um dia resolvi transar com ele. Só que até então eu era uma princesinha sonhando com um belo príncipe.

E eu para ele? Seria apenas uma experiência que estava doido para ter e colocar em prática todos os fetiches que tinha?

Olha! Se fosse hoje, iríamos fazer a maior festa e eu tiraria todo o proveito da criança inocente. Mas, lá atrás, doeu quando percebi que tudo não passava de uma aventura.

Porém, eu agradeço a esse homem que passou em minha vida, pois me ajudou, e muito, a entender que eu poderia transar, sentir prazer e ter orgasmos. Com a minha deficiência bem resolvida posso ser paquerada, desejada, não importando se tenho escoliose, cifose, overdose ou qualquer outra “ose”.

Basta eu me amar e ser desencanada com a vida.

NÓS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA PODEMOS TRANSAR? TER NAMORADOS? FICANTES, AMANTES?

Claro que sim! Desde que tenha consciência plena do que deseja para a sua vida e não venha lhe fazer mal. Desde que esse relacionamento não se transforme em correntes que irão lhe arrastar pelos corredores do seu castelo, feito uma alma penada.

Até aquele que não se movimenta, que somente pensa, porque seu corpo o limita, tem direito a boas transas e orgasmos. Caso não tenha uma namorada ou namorado que o faça feliz, contrate alguém para tal finalidade, porque o que importa é ser feliz e viver intensamente. ”

Esse texto é da nossa grande amiga e parceira Márcia Gori e você pode acompanhar seu trabalho em sua Fan Page

E aí o que você pensa a respeito? O Amor é para todos?

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Nos vemos nos próximos posts.

Forte abraço!

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