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 8 coisas que não se deve falar ou fazer com uma pessoa com deficiência

8 coisas que não se deve falar ou fazer com uma pessoa com deficiência. Segundo pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e do Ministério da Saúde, divulgada em 2015, 6,5% da população brasileira tem algum tipo de deficiência (auditiva, visual, física ou intelectual).

“Parte do desafio de conviver com pessoas com deficiência é fruto da situação de exclusão e de invisibilidade desse público ao longo dos anos. É por isso que não nos sentimos hábeis de lidar com elas”, fala Aline Santos, coordenadora do projeto “Diversa”, do Instituto Rodrigo Mendes, organização sem fins lucrativos que tem como objetivo educação de qualidade na escola comum.

Neste 21 de setembro, Dia Nacional da Luta das Pessoas com Deficiência, o UOL reúne dicas para que você, que não tem deficiência, junte-se ao esforço de promover inclusão.


 8 coisas que não se deve falar ou fazer com uma pessoa com deficiência


Não chame uma pessoa de deficiente

O termo mais adequado é pessoa com deficiência. Ao chamá-la de deficiente ou de portadora de deficiência, dá-se a ideia de que o indivíduo é defeituoso, quando na verdade, a deficiência é uma combinação entre os impedimentos que são particulares da pessoa e as barreiras existentes na arquitetura, na comunicação, nos meios de transporte e na atitude da sociedade.

Não trate pessoas com deficiência como especiais, coitadinhos ou heróis

A pessoa com deficiência não tem "superpoderes" de superação, não espera ser exemplo nem é menos do que os outros indivíduos. A condição de deficiência é apenas uma entre tantas outras características que a constitui como indivíduo.

Não infantilize a pessoa por causa da deficiência

Tratar alguém com deficiência como criança é subestimar sua autonomia e sua capacidade de compreensão e de decisão. Converse com ela de acordo com sua faixa etária.

Não evite falar com a pessoa, dirigindo-se a quem está ao lado dela

Pergunte diretamente ao indivíduo a melhor forma de atendê-lo ou ajudá-lo. Jamais se dirija ao acompanhante de uma pessoa que aparenta ter um impedimento para tratar de assuntos referentes a ela. Ao falar com um cadeirante, por exemplo, o ideal é se abaixar para conversar na mesma altura que ele. Se a pessoa, por qualquer motivo, não conseguir se fazer entender, pode ter certeza de que quem está com ela irá se manifestar em seu lugar.

Não ache que uma pessoa com deficiência precisa sempre de ajuda

O melhor a fazer é perguntar se a pessoa precisa de ajuda e como você pode ajudá-la. Para colaborar com um cego no metrô, por exemplo, ofereça um ombro como apoio, nada de puxá-lo pelo braço. Tocar na roupa do indivíduo, na cadeira de rodas, muleta ou bengala sem consentimento é grosseria e não solidariedade.

Não faça perguntas íntimas por curiosidade

Se você não perguntaria a um desconhecido qualquer sobre sua vida sexual, não faça isso com uma pessoa com deficiência. Também contenha a vontade de questionar se a pessoa nasceu com a deficiência ou se a adquiriu. Ao estabelecer uma relação com o indivíduo, ele decidirá se contará sua história, como e quando.

Não subestime a capacidade da pessoa de aprender e/ou entender

Toda pessoa aprende, sejam quais forem suas particularidades intelectuais, sensoriais e físicas.

Livre-se do pensamento de que pessoas com deficiência querem privilégios

Essa busca pela redução e eliminação de barreiras não é uma construção de privilégios e, sim, uma adequação dos espaços e das relações para a equiparação de oportunidades. Rampas e elevadores, por exemplo, permitem a livre circulação de todas as pessoas. Pensar em espaços acessíveis favorece a autonomia de todas as pessoas, incluindo aquelas com alguma deficiência ou mobilidade reduzida.
Fonte: UOL
16 frases ainda comuns ditas para pessoas com deficiência

16 frases ainda comuns ditas para pessoas com deficiência. Muitas pessoas com deficiência e mobilidade reduzida tornam-se involuntariamente motivo de frases relacionadas à sua deficiência. O repertório abrange desde afirmações com base na admiração e lástima à interjeições com suposto humor nonsense e sentido pejorativo.

Quem nunca ouviu um comentário ácido sobre a deficiência do colega? Ou aquele elogio sobre a superação inesperada? Não sei a proporção de um para o outro, o que sei é que isso acontece em todos os lugares na presença e ausência de pessoas com ou sem deficiência.

Ainda que a valorização da diversidade tem conquistado cada vez mais espaço no convívio diário, a tendência de novas percepções parece que não é o suficiente para responder à um emaranhado de dúvidas e especulações fundamentadas apenas na observação.

“O Maior inimigo do conhecimento não é a ignorância. É a ilusão de conhecimento.” Stephen Hawking

Deficiência X Crenças sobre deficiência

Considerar a deficiência como algo que confere um status de “desvantagem” em nossa sociedade é um assunto amplo que sempre mostrará uma dicotomia.

De um lado, aqueles que acreditam que a deficiência resulta em privações múltiplas configurando em infelicidade eterna e, de outro, aqueles que a consideram como uma característica que pode interferir positivamente no temperamento, conquistas e experiências do indivíduo. Pouco a pouco um novo cenário está se estabelecendo na sociedade.

O empoderamento das pessoas com deficiência, leis, compartilhamentos nas redes sociais e empresas especializadas no segmento são parte integrante deste panorama. No entanto, durante o processo para uma nova consciência, crenças relativas à comiseração e piedade perduram no imaginário alheio. 

Crenças consolidadas desde tempos longínquos onde a deficiência era associada à incompatibilidade com uma vida saudável, plena e feliz.

16 frases ainda comuns ditas para pessoas com deficiência

A propósito, você sabe o que é crença?

Segundo o dicionário Houaiss, “crença é o estado ou condição de quem acredita em alguma coisa ou pessoa; convicção profunda”. (1)

Traduzindo: crença é tudo o que acreditamos e cultivamos como verdade.

A formação das crenças inicia com um conceito prévio baseado no que sentimos sobre determinado assunto. Isso envolve nossos valores e a maneira como percebemos a vida, as pessoas, os acontecimentos e o mundo.

Com o tempo, potencializamos e gradativamente aquilo vai ficando cada vez mais forte dentro de nós. Quando vemos, estamos agindo e reagindo fundamentados em nossas crenças.

Veja exemplos comuns de crenças quando o assunto é dinheiro, trabalho, convivência e felicidade.

☛ Crenças sobre dinheiro: “Tudo que toco vira ouro”, “Ganhar dinheiro não é fácil”
☛ Crenças sobre convivência: “Conviver com pessoas é desafiador, mas eu gosto”, “Prefiro bicho a gente”
☛ Crenças sobre trabalho: “Realizo-me com meu trabalho”, “Tenho que matar um leão por dia”
☛ Crenças sobre felicidade: “Sou feliz pela vida que tenho”, “Só serei feliz o dia que eu comprar a casa e o carro dos meus sonhos”

Frequentemente quando o assunto relaciona-se a pessoas com deficiência, a maioria das crenças tem como premissa dois extremos: admiração e piedade.


Talvez você não parou para pensar nisso, mas certamente já presenciou alguma situação onde esses dois sentimentos vieram a tona em palavras ou olhares. Em minha pesquisa Crenças corporativas sobre pessoas com deficiência (2012/2013), entrevistei 300 colaboradores com deficiência auditiva, física, intelectual e visual de empresas públicas e privadas.

O objetivo foi identificar as crenças sobre pessoas com deficiência em ambiente corporativo, as maiores dificuldades e os aspectos que podem contribuir para o desenvolvimento da pessoa com deficiência na empresa.

Durante a pesquisa, os participantes relataram diversas experiências vividas dentro e fora do ambiente de trabalho bem como frases comuns que ouviram com base em sua deficiência. A pesquisa foi realizada há cinco anos. De lá para cá muitas coisas estão acontecendo, principalmente no sentido de tecnologias assistivas, comportamento e visibilidade das pessoas com deficiência.

Vale dizer que o desenvolvimento da consciência inclusiva não ocorre na mesma velocidade. Sabemos que qualquer mudança coletiva do comportamento humano acontece a passos lentos quando comparamos à tecnologia e ciência. Uma boa notícia é que estamos mudando nossa maneira de ver a deficiência e entendendo nosso papel para a materialização de um mundo inclusivo.

16 frases ainda comuns ditas para pessoas com deficiência

Frases X Deficiência

Neste primeiro artigo, compartilho 16 frases recorrentes que, segundo os entrevistados, a maioria das pessoas com deficiência já se deparou em algum momento da vida ou até mesmo diariamente. Evidente que há frases focadas em uma deficiência em particular. No entanto, a maioria parece comum a pessoas que tenham qualquer tipo de deficiência.

Ressalto que na opinião dos entrevistados, as afirmações e perguntas a seguir são dispensáveis e por vezes inconvenientes, pois corrobora o desconhecimento de suas capacidades e habilidades.

Preparados? Vamos lá então para as 16 frases ainda comuns ditas para pessoas com deficiência!

1. Eu olho para você e me dá uma pena!
2. Você é uma inspiração para a nossa equipe!
3. Seu marido (ou esposa) é igual a você ou é normal?
4. Como você consegue namorar mesmo sendo deficiente?
5. Você é um exemplo de superação!
6. Eu acho que você só foi contratada (o) por causa da cota!
7. Nossa, ele (a) nem parece surdo (a)!
8. Você não tem vontade de sair andando e deixar a cadeira de rodas para trás?
9. Para mim, todas as pessoas com deficiência são mais evoluídas que as pessoas sem deficiência.
10. Só você nasceu assim na sua família?
11. Imagino o fardo que é para você estar sentado (a) numa cadeira de rodas para sempre.
12. Seu namorado é anão também?
13. Desculpa, mas eu acho que você está pagando alguma coisa que você fez na sua vida passada.
14. Como você faz na hora do sexo?
15. Acho difícil alguém ser feliz sendo deficiente.
16. Porque você não solta o cabelo para esconder o implante (coclear) ou aparelho?

Na prática, para boa parte da sociedade, a deficiência ainda “sobrepõe” a personalidade e capacidades de um indivíduo


16 frases ainda comuns ditas para pessoas com deficiência

É como se a deficiência ou mobilidade reduzida fosse mais impactante que as demais características que compõem um ser humano.

Embora muitas ações são realizadas promovendo ou tentando promover inclusão, penso que ainda estamos nos integrando, conhecendo uns aos outros, o que não significa que praticamos a inclusão.

À medida que o processo de inclusão estiver presente em todos os setores, as frases acima tendem a deixar de serem comuns, pois estaremos falando de uma sociedade esclarecida nesse tema. No entanto, o processo é longo e baseia-se não somente na construção de rampas, mas principalmente numa consciência inclusiva. E ai pessoal o que acharam dessas 16 frases ainda comuns ditas para pessoas com deficiência?
Por Martim Pinto: Fisioterapeuta especializado em reabilitação neurofuncional e apaixonado pelas questõesrelacionadas ao comportamento humano e inclusão social
Não Esconda sua Deficiência, Ela é Parte de Você

Não esconda sua deficiência. O "mundo da deficiência" é vasto, porém poucas pessoas o conhecem, infelizmente. Por essa razão, atualmente diversas pessoas com deficiência estão fazendo um movimento de mostrar para a sociedade este mundo paralelo ainda muito pouco conhecido e por isso é alvo de tanto preconceito.

Não Esconda sua Deficiência, Ela é Parte de Você

Não esconda sua deficiência. Ela é parte de você. Eu disse que pessoas com deficiência estão fazendo este movimento, mas deixa eu acrescentar as famílias que hoje também não aceitam qualquer coisa como se fosse um favorzinho como se aquela pessoa com deficiência não fosse um sujeito com os mesmos direitos e deveres que qualquer outra.

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Claro que ainda estamos engatinhando, estamos muito longe do ideal. Não sei se um dia vamos chegar à verdadeira inclusão na qual a deficiência vai sim ser vista, mas não como um defeito!!! Bom, isso é um assunto para outro post, pois é uma discussão longa e válida...

Falei do movimento que as pessoas com deficiência estão construindo em busca da inclusão, de poder ter uma vida comum. No entanto, o texto de hoje é justamente o oposto. Vou tratar das pessoas com deficiência que por algum motivo escondem sua deficiência.

Não esconda sua deficiência. Vamos enumerar alguns motivos pelos quais muitos se escondem. Evidente que vou esquecer vários, então me ajuda. Caso saiba de mais algum, deixa nos comentários, por favor, para a gente aumentar a discussão e refletir cada vez mais... Vamos lá então... Não aceita a própria deficiência por:

Vamos lá então:
  • Medo;
  • Fuga;
  • Família;
  • É castigo mesmo, não tem jeito; 
  • Ah, nem tenho deficiência 
  • Não gosto deste assunto “deficiência”;
  • Nada vai mudar mesmo;
  • Não vou ficar livre da deficiência.
E assim vai ... São inúmeros os motivos pelos quais uma pessoa esconde a sua deficiência. O não aceitar a deficiência é o mais comum, o mais difícil, a dor que todo mundo nessa condição deve vivenciar uma vez na vida. Já falamos da importância dela aqui no blog. Agora só quero falar para quem não esconde a deficiência que essa etapa precisa estar bem resolvida.


E aí, é fato, quando você olha para a sua deficiência, você fala dela sem censura, francamente. Inclusive você é capaz de seguir a sua vida conforme seus desejos, planos, sonhos…

Medo, eita, este paralisa!!! A gente acredita que o outro vai ficar falando assim, assado da nossa deficiência, vão ficar olhando para a gente, criticando. Tem momentos que a gente acha que é melhor não sair de casa, pois não vamos aguentar o preconceito, a discriminação, a total exclusão.

Aqui também cabe o castigo, como tem gente que acha que a deficiência é castigo sei lá do que, de outras vidas ou que o corpo é possuído por um demônio!!! É uma palhaçada, mas que faz toda a diferença tanto para a pessoa com deficiência que acredita nisso e por isso tem vergonha da sua deficiência, como também para uma parcela da sociedade que não vê ali um ser humano e sim demônios ou coisas do gênero, absurdos…

Fuga, a pessoa com deficiência não enxerga a própria deficiência, procura sempre uma desculpa para ela. Aqui a pessoa claramente esconde a deficiência e ela mesma dentro do armário e sofre muito, pois nem ela percebe o que está fazendo. Família, esse é o X da questão.

É um dos maiores motivos que faz com a pessoa com deficiência esconda ou não a deficiência. Se for uma família que esconde a pessoa com deficiência, tem vergonha dela, sempre a deixou às margens do mundo, sem dúvida essa pessoa também vai escolher a deficiência e, consequentemente, se esconder!!!

Ah, nem tenho deficiência... Muitas pessoas têm pensamentos semelhantes a esse. Isso pode ocorrer pelo fato de a deficiência não ser algo que realmente atrapalhe sua vida. Tem gente que até consegue esconder de fato.

Podemos citar como exemplo o Rei Roberto Carlos, que usa uma perna mecânica praticamente imperceptível. Ele sempre usa calça quando aparece em público e eu, pelo menos, nunca ouvi o cantor falando sobre sua deficiência. Não estou criticando, não sei como ele lida com a deficiência.

No entanto, me parece que ele não levanta nenhuma bandeira em relação ao assunto. E aí eu fico pensando: ok, é um direito dele não querer falar sobre essas questões, é uma escolha dele, mas ele é uma pessoa que tem voz, que se falasse sobre deficiência, talvez o pessoal começasse a refletir sobre o tema e isso iria ajudar muita gente...

Outra pessoa pública que tem uma deficiência e também parece que não fala sobre o assunto é o cantor Herbert Vianna, que sofreu um acidente e ficou paraplégico. Ele usa cadeira de rodas, faz shows com a sua banda Paralamas do Sucesso. A sua deficiência é visível, ele também poderia trabalhar as questões ligadas à deficiência, ia ajudar demais, porém, como já disse, é um direito deles…

Você pode ter uma deficiência e ter uma vida comum, como os dois cantores parecem ter, e não falar sobre o tema. Todavia, não deixa de ser uma forma de esconder a deficiência dentro do armário. A questão aqui é: como você lida bem com algo que é seu, mas que você não olha para aquilo?
5 coisas que as mães de autistas gostariam que você soubesse

Distúrbio cujas causas podem estar relacionadas a fatores genéticos e ambientais, mas que continuam sendo um mistério para a ciência, o autismo afeta o desenvolvimento dos pequenos já nos primeiros três anos de vida.

"Pode deixar o seu filho brincar com o meu", "Não é porque ele não fala que ele não te entende"... Veja a lista completa!

De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos Estados Unidos, estima-se que uma em cada 68 crianças recebam o diagnóstico do transtorno, que pode trazer consequências como a dificuldade de interagir socialmente, de se comunicar verbalmente e a presença de comportamentos repetitivos – as chamadas estereotipias.

O problema é que nem sempre as pessoas respeitam os sinais apresentados pelos autistas – especialmente quando falamos de crianças, que podem ter dificuldade para entender certas atitudes de outros pequenos. Por isso, nas redes sociais perguntamos às nossas leitoras que enfrentam esse tipo de situação com os filhos o que elas gostariam de falar para promover, cada vez mais, uma verdadeira inclusão e menos preconceito em relação aos baixinhos que fazem parte do Transtorno do Espectro Autista (TEA). Confira abaixo:

“Pode deixar o seu filho brincar com o meu”, comentou Luana Mendes. Porque, diferente do que alguns acreditam, essa troca entre os pequenos é sempre benéfica para todos os envolvidos!

“Não é porque ele não fala que ele não te entende. Ele entende tudo o que acontece ao seu redor”, afirmou Deise Neves. É muito importante evitar comentários que não acrescentam em nada. Autistas podem ter mais dificuldade para se expressar, mas do jeito deles, eles possuem um entendimento sobre as coisas que acontecem à sua volta.


“Eu gostaria que os outros pais entendessem que ele não é um menino mal-educado. Só que ele ainda não fala e tem dificuldade de demonstrar o que quer, por isso, pode ter esses comportamentos atípicos. 

Mas ele entende tudo e, se suas crianças tiverem um pouco de paciência, ele vai amar brincar com elas. Ele é carinhoso e tem uma memória incrível”, contou Cristilaine Costa. Sabe aquela história de não julgar sem conhecer o que realmente se passa? Pois é…

“Gostaria que soubessem que o meu pequeno William, de 4 anos, está no espectro autista e isso é só mais um aspecto da sua personalidade. Crianças estão se descobrindo e ainda vamos nos surpreender muito. Crianças autistas são diferentes, mas JAMAIS incapazes”, ressaltou Gisele. Porque nenhum tipo de distúrbio define uma pessoa. Ela é muito mais do que isso. Se todos estiverem abertos a essa convivência, vão se surpreender!

“Meu filho não gosta de ser tocado, mas isso não significa que ele não goste da sua companhia ou de você”, relatou Luana. Mais uma vez, as crianças autistas têm a sua própria maneira de se expressar e isso não tem nada a ver com o que elas sentem.
Fonte: Bebe Abril
Ator famoso de Hollywood ofende deficientes auditivos e pede desculpas

ATOR FAMOSO DE HOLLYWOOD OFENDE DEFICIENTES AUDITIVOS E PEDE DESCULPAS

Chris Pratt, que recebeu estrela na Calçada da Fama, se desculpou em língua de sinais nesta quinta-feira, 4, após ofender deficientes auditivos. Tudo começou quando Chris compartilhou um vídeo no Instagram no qual pede para que as pessoas escutem com volume alto ao invés de lerem as legendas.

Depois disso, muitas pessoas criticaram o ator de Guardião das Galáxias, pela falta de sensibilidade com as pessoas portadoras de deficiência auditiva. Além de gravar o vídeo em língua de sinais, o ator ainda compartilhou um texto explicando toda situação.


Chris Pratt se desculpa em língua de sinais após ofender deficientes auditivos
  
"O Instagram tem essa coisa na qual deixa todos os vídeos mudos e te força a ativar o volume para ouvi-los. Quando fiz um vídeo recentemente com legendas e solicitei que as pessoas aumentassem o volume e não apenas lessem as legendas, era para que as pessoas não passassem pelo vídeo em silêncio, assistindo e digerindo as informações no vídeo. 

No entanto, eu percebo agora que fazendo isso fui incrivelmente insensível com muitas pessoas que dependem de legendas. Mais de 38 milhões de americanos vivem com alguma deficiência auditiva. Então quero me desculpar", revelou ele.

"Agora... Eu sei que algumas pessoas vão dizer, 'O Chris só se desculpou porque seu assessor mandou'. Bem. Esse não é o caso. Como sempre eu controlo minha rede social. Ninguém mais. Eu estou fazendo isso porque eu realmente sinto muito. Desculpas são poderosas. Esse é um daqueles momentos que eu estrago tudo e aqui estou eu implorando pelo seu perdão. Eu espero que aceite minhas desculpas", escreveu o ator.
Fonte: E! Entertaiment Television

Você acha que Cris teve intensão de ofender os deficientes auditivos?
Deixe seu comentário dizendo se acredita em suas desculpas.
CRIANÇA AUTISTA TEM MATRÍCULA RECUSADA EM ESCOLAS  E MÃE CRIA CAMPANHA

CRIANÇA AUTISTA TEM MATRÍCULA RECUSADA EM ESCOLAS E MÃE CRIA CAMPANHA

A publicitária Fernanda Poli descobriu no ano passado que o filho Miguel, de 3 anos, era portador de autismo. Ao receber o diagnóstico, a mãe passou a procurar uma escola com salas menores e com um olhar mais focado na inclusão, onde o menino pudesse se desenvolver melhor. 

Ela só não esperava que essa busca seria tão difícil. Miguel já teve matrícula recusada em dois colégios.

Segundo a publicitária, o grau de autismo do garoto leve. "Ele é comunicativo, então, só dá para perceber que ele é autista com a convivência. Procuramos ajuda médica por algumas questões, como por exemplo, o fato de ele não atender quando é chamado pelo nome. Todos os exames que fazíamos não acusavam nenhum problema, até que o meu pediatra de infância, que é especialista em autismo, chegou ao diagnóstico", afirma.

Diferentemente de muitos pais, que veem o mundo ruir ao descobrir que o filho tem a doença, Fernanda e o marido se sentiram aliviados por terem recebido o diagnóstico cedo e logo focaram em medidas para ajudar Miguel. "Claro que não queríamos isso para nosso filho até por questões de preconceito e discriminação. Mas lidamos com muita calma e leveza. Começamos a participar de grupos para familiares com crianças com autismo e buscamos muita informação. Foi quando resolvemos buscar uma escola que tivesse um programa de inclusão”.

Primeira negativa

Ainda em 2016, Fernanda buscou a Escola Viva, na Vila Olímpia, na zona sul de São Paulo. "Foi uma indicação da psicóloga do meu filho e é conceituada como inclusiva. Passamos por um processo seletivo. Participei de duas reuniões e a terceira foi uma vivência dele na escola assistida pela professora que seria a do período", conta. Além disso, Fernanda preencheu um formulário de solicitação de bolsa de estudos.


Após a vivência de Miguel, a instituição entrou em contato com Fernanda e disse que a bolsa foi recusada e que eles não poderiam aceitar o filho dela na escola, pois a turma que ele entraria não tinha mais vagas para inclusão. "Na época, achamos que eles podiam fazer esse tipo de recusa. Acabamos guardando essa rejeição e não procuramos saber. 

Foi só com o passar do tempo nos grupos de pais com crianças autistas que aprendemos mais sobre a legislação e vimos que a escola estava errada", conta.

Segunda negativa

Em abril deste ano, Fernanda achou que sua saga atrás de uma escola para Miguel tinha terminado ao encontrar a Escola Morumbi, em Moema. "Fiquei encantada com a escola e já estava imaginando o Miguel estudando lá. Logo na primeira entrevista, falei que ele era autista e veio o silêncio. A coordenadora, então, pediu para que voltássemos lá para que o Miguel passasse por uma vivência e achamos que era mais para conhecê-lo do que para dizer sim ou não”, fala.


Miguel foi assistido por duas coordenadoras da escola e, 45 minutos depois, elas foram conversar com os pais para informar que não havia vagas para inclusão na turma desejada. "Aí eu questionei, na semana passada tinha e agora não tem? E elas falaram que infelizmente não tinha", conta.
Na hora de ir embora, o filho nem queria sair da sala, o que partiu ainda mais o coração dos pais. "Fomos embora muito chateados e foi aí que pensei em quantos pais estão passando pelo mesmo que a gente, sendo que muitos não têm informação, sofrem calados", conta.

#autistaDEVEestudar

De acordo com Tatiana Viola de Queiroz, advogada especialista em saúde da Nakano Advogados, a lei da inclusão (13.146) e a lei de proteção aos direitos da pessoa com transtorno do espectro autista (12.764) protegem a criança e destacam que nenhuma escola pode recusar uma criança com qualquer tipo de deficiência.

Na lei de proteção aos direitos do autista, por exemplo, de acordo com o artigo 7, o gestor escolar que se recusar a matricular o aluno com transtorno do espectro autista, pode ser punido com multa de três a 20 salários mínimos.

Para alertar os pais com filhos autistas, Fernanda fez um post em seu blog, "Curtindo com crianças" e criou a campanha #autistaDEVEestudar. "Quero que os pais não fiquem calados ao ouvirem uma negativa", diz.

Fernanda também fez uma denúncia a Diretoria de Ensino de São Paulo e ao Ministério Público. “Meu objetivo ao denunciar a Escola Morumbi não é que o Miguel seja matriculado lá, mas sim que a instituição seja punida. Quando você cita a Lei do Autismo em uma entrevista na escola, os coordenadores te olham com cara de alfafa, ninguém conhece a legislação. Os educadores precisam se conscientizar sobre o tema", fala.

"Quando a mãe vai lá tem vaga e depois que revela a condição do filho não tem mais? Por lei, essas instituições são obrigadas a aceitar o aluno. Mas, na prática, é preciso ponderar se os pais vão querer colocar o filho nessa escola que adotou uma postura dessa", fala.

Segundo a advogada Tatiana, além das denúncias já feitas por Fernanda, ela também pode entrar com um processo de danos morais contra as escolas. "Algumas atitudes só são entendidas quando pesam no bolso. A intenção do dano moral é diminuir o dano causado e punir a conduta da escola. Os pais do Miguel podem, inclusive, se comprometer a doar parte do valor recebido para uma associação de autismo", diz.

Outro Lado

Em entrevista ao UOL, a pedagoga Ana Lúcia Figueira da Silva, coordenadora-geral do infantil da Escola Viva, afirmou que há 40 anos a escola se propõe a trabalhar com a diferença e é reconhecida pelo trabalho que faz com crianças que apresentam necessidades especiais. “Recebemos uma demanda grande de alunos que se encaixam nessas vagas de inclusão e como a escola se propõe a fazer um trabalho de qualidade, nem sempre podemos aceitar todos”, afirma.

A pedagoga também deixou claro que a escola não recusa a entrada das crianças, mas que elas ficam em uma espécie de 'fila de espera'. "Tem uma aluna de inclusão que esperou mais de um ano e hoje está aqui se desenvolvendo conosco. Toda escola tem limitação de vaga até por espaço físico. Tem momentos que tem vaga disponíveis e outros não", completa.

Já Juliana Chyla Hanftwurzel, diretora da Escola Morumbi, destacou que a instituição é realmente inclusiva e muito elogiada pelos órgãos supervisores de ensino por ter vários alunos de inclusão. "Cerca de 10% dos nossos alunos são de inclusão e nós recebemos a equipe de profissionais de saúde da criança que trabalham com ela fora da escola para avaliações. Toda semana recebemos pais para conversar sobre os alunos matriculados", diz.

CRIANÇA AUTISTA TEM MATRÍCULA RECUSADA EM ESCOLAS  E MÃE CRIA CAMPANHA

Com relação ao caso de Fernanda, Juliana explicou que a recusa de Miguel ocorreu devido a presença de um outro aluno de inclusão no período da tarde. "Temos um número de alunos de inclusão em cada sala e consideramos que existe uma proporção ideal para um bom desenvolvimento das crianças. 

A sala em questão é uma turma de quatro alunos e já temos uma criança de inclusão com distúrbio muito próximo da criança da mãe que nos procurou. Não é só a inclusão, mas pensamos se podemos colaborar para o desenvolvimento do aluno. Assim, explicamos para a mãe que não achávamos que aquela classe, que já tinha um aluno de inclusão, era um ambiente adequado para o desenvolvimento do filho dela", fala.

Fonte: UOL
Cadeirantes têm dificuldades  de acesso a repartições públicas

FALTA DE ACESSIBILIDADE – NEM MESMO ÓRGÃO PÚBLICO É CAPAZ DE DAR EXEMPLO

CADEIRANTES TÊM DIFICULDADES DE ACESSO A REPARTIÇÕES PÚBLICAS

Se para a maioria das pessoas já é difícil transitar no centro de Tubarão, imagine para quem depende de uma cadeira de rodas para se locomover. No trajeto de muitas vias há buracos em calçadas, falta de rampas, carros estacionados irregularmente na vaga destinada as pessoas com deficiência, entre tantos outros transtornos.

Além dos problemas no trânsito, a situação dificulta ao tentar entrar em repartições públicas, comércio e diversos lugares onde a acessibilidade ainda não foi adotada.

O cadeirante de Tubarão, Ademir Rodrigues vivenciou uma situação embaraçosa na última semana. Ao estacionar na vaga de deficiente, no centro da Cidade Azul, o tubaronense recebeu uma notificação por não portar o cartão de identificação de vaga especial. Após ser multado, dirigiu-se até a gerência de trânsito e mobilidade do município para obter a credencial.

Ao chegar lá, deparou-se com outro desafio: uma sequência de escadas. “Pior que ser multado por estacionar em uma vaga de deficiente, sendo deficiente, é não ter respostas dos órgãos competentes. Quando se dirige ao órgão responsável, olha só o tamanho da escada!”, publicou a irmã do cadeirante, Cristina de Souza, em suas redes sociais em revolta ao ocorrido.

Ademir, que há cinco anos ficou paraplégico após se envolver em um acidente, relata que diariamente enfrenta dificuldades para se locomover no município. “Eu até evito sair de casa para não me incomodar. Diversos locais, como o Fórum, a delegacia do centro, e outras repartições públicas e empresas privadas não têm acessibilidade para os cadeirantes”, alerta.

Gerência tenta amenizar falta de acessibilidade
O gerente de trânsito e mobilidade de Tubarão, Dionísio de Quadros, explica que o prédio onde funciona as fundações e secretarias de educação, segurança, trânsito e outros departamentos, realmente não dispõe de estrutura acessível aos portadores de deficiência. No entanto, para facilitar o acesso ao departamento, que fica no segundo piso do prédio, os cidadãos são atendidos por um funcionário que fica disponível para fazer a intermediação na entrada do estabelecimento. “Infelizmente, herdamos esta estrutura que não possui rampas de acesso para cadeirantes. Mas temos uma pessoa específica para atender os que precisam dos serviços da gerência”, explica.

Uso de cartão especial é obrigatório
A legislação de trânsito brasileira sofreu algumas alterações em atendimento ao Estatuto da Pessoa com Deficiência, e a principal delas é o uso obrigatório do cartão de identificação para estacionar nas vagas preferenciais destinadas a idosos e pessoas com deficiência. O cartão deve ficar dentro do veículo, em lugar visível, quando estiver nas vagas em vias públicas ou bolsões de estacionamento privados. O simples uso do antigo adesivo colocado no vidro do carro passa a não ter mais validade. “Se a pessoa que possui a deficiência foi multada, mesmo que faça o cartão, não será possível retirar a notificação. Todo o portador e idoso precisa fazer o cartão para utilizar a vaga especial”, reforça Quadros.

Quais as penalidades?
De acordo com a Lei Federal 13.146 de julho de 2015, a penalidade para o motorista que estacionar na vaga preferencial sem o cartão de identificação deixa de ser leve e passa a ser grave, com multa no valor de R$ 127,69, cinco pontos a mais na carteira, podendo ainda ter o veículo removido para o pátio, caso se recuse a desocupar a vaga preferencial. A alteração também determina que as vias e áreas de estacionamentos privados de uso coletivo, como estacionamentos de supermercados e shoppings centers, passam a ser regidas pelo Código de Trânsito Brasileiro. Isso significa que os veículos estacionados de forma irregular nesses locais também poderão sofrer as sanções previstas na lei.
Fonte: Jornal Notícias do Sul

Deixe seu comentário e nos diga por que você acha que até os órgãos públicos, que deveriam dar o exemplo, ainda vivem distantes de oferecer acessibilidade completa as pessoas com deficiência.
A Teoria e a Prática no “Mundo das Deficiências”

A Teoria e a Prática no “Mundo das Deficiências”

Acho que foi duas semanas atrás, fiz um post fazendo uma pergunta e refletindo sobre ela. Hoje, eu quero continuar pensando sobre o assunto, aproveitar para ampliar, quem tem uma deficiência sabe muito bem, que a teoria e a prática nem sempre funciona junto, infelizmente!

No tal texto, eu questionei se você namoraria com uma pessoa com deficiência

Vou contar rapidamente, o pouco que vi nestas últimas semanas.

Estou com problemas com meu namorado, terminarmos e entrei no Tinder, para aliviar a cabeça, enquanto a nossa relação não se resolve. Aí comecei a conversar com uma pessoa que também tinha uma deficiência, a gente mal conversou, falei logo que tinha paralisia cerebral.

Claro, que eu não quero ninguém, mas sim voltar para o meu namorado. Então falei de início para fazer o teste, fiz com dois, ambos usavam cadeira de rodas, eles simplesmente me deletaram!

Como assim?

Gostaram das minhas fotos, tal, tal e tal, quando viram que eu não era "perfeita", jogaram fora, mas eles também, segundo o senso comum, não são perfeitos!

Ah! Quer dizer que tem também preconceito dentro do próprio "mundo das deficiências"? Eita!

Então o preconceito é bem mais fundo, pois todos queremos o padrão, o "perfeito". Mesmo aqueles que têm uma deficiência e já levaram um fora do outro, só porque era cadeirante.

É fácil falar, reclamar e na hora correr da raia.

A mesma coisa acontece nas empresas, o dono, diretor, enche a boca para falar que a empresa tem “um puta” trabalho de inclusão, que tem mais funcionários com deficiência, do que a cota exige. Ai, você vai ver, são todas as vagas que exigem menos escolaridade ou pessoas que "quase" não tem deficiência.


Usei esse termo para deixar claro o que estou falando, mas é errado falar assim, ok???

Preconceito é camuflado e mais profundo do que parece, acabar com ele é algo bem demorado, tem que que mexer na cultura. Não é um trabalho fácil, porém podemos começar a fazer, regar, incluir, quebrar conceito, criar outros ou não.

Precisamos refletir sobre a sociedade, sobre nós mesmos, antes de reclamar do preconceito do outro, olhe para si e questione se você não faria a mesma coisa.

Voltando ao início do post, teorias e a prática, racionalmente, elas deveriam andar mais ou menos juntas, né??

O nosso discurso deve ir de encontro com as nossas atitudes, então se você fala que se você conhecesse uma pessoa com deficiência e rolasse algum clima, você certamente ia deixar acontecer para ver o que rola. Ou se você fala que sua empresa é verdadeiramente inclusiva e tem sim pessoas com deficiência trabalhando em toda a empresa.

Em ambas as situações, a teoria é perfeita, não há preconceito, a deficiência não é o que define o sujeito, legal. No entanto não é o que acontece na prática, onde a deficiência é o ponto alto, o indivíduo simplesmente é deficiente e acabou!

Vamos pensar, se colocar no lugar do outro, conhecer a diversidade, trazer isso para a nossa cultura e as pessoas com deficiência também, como vocês querem que os outros não tenham preconceito, se você que conhece, vive e tem??
Texto de Damião Marcos e Carolina Câmara
A Deficiência, não me Define. Mas Sou Definido por Ela

A DEFICIÊNCIA, NÃO ME DEFINE. MAS SOU DEFINIDO POR ELA

Sou mulher!!! Sou filha!!! Sou irmã!!! Sou tia!!! Sou namorada!!! Sou psicóloga!!! Sou palestrante!!! Quero ser mãe!!!

Mas não sou deficiente!!! Nem vítima da vida!!!

Eu tenho sim, uma deficiência, a tal da bendita paralisia cerebral. Ela faz parte sim da minha vida, ela me faz adaptar várias tarefas do cotidiano, enche o meu saco, me deixa em diversos momentos, louca, alucinada, triste, confusa, pois não é fácil ter um corpo maluco, que não te obedece.

No entanto, a deficiência, não me define, eu tenho que conviver com ela, ela faz parte de mim, porém ela não sou eu, sou muito mais que uma paralisia cerebral.

Contudo, não é assim que a sociedade vê as pessoas com deficiência. Aí que começa o preconceito, a exclusão, a desigualdade, aqui é que encontramos o maior desafio das pessoas com deficiência. Os outros te olham e só enxergam uma coisa estranha, totalmente fora do padrão e aí não querem nem saber se ali também tem um sujeito, igual a você, com necessidades bem parecidas com as suas.

Ela, eu no caso, também preciso comer, aliás, amo comer! Também precisamos fazer xixi, cocô, ah, sexo!!! Somos capazes de estudar, conversar!!! Precisamos igual a você, trabalhar, afinal dinheiro não cai do céu!!! Também, precisamos nos distrair, sair, ir a um shopping, um barzinho, uma balada, balançar o esqueleto!!!

Viu? Como as minhas necessidades, as necessidades de uma pessoa com deficiência são semelhantes às suas?

Seu cabelo te define? Seu corpo te define? A sua cor te define?

Então, por que você acha que a deficiência me define?

Por que você olha apenas para a deficiência e acha que ela sou eu?

A gente, seres humanos, temos diversas características, peculiaridades, por isso é impossível alguém definir um sujeito apenas pela cor, pelo cabelo, pela deficiência.


Vamos nos livrar dos rótulos que a sociedade, a gente criou, né?

Não sei o porquê inventamos esta praga, é uma praga mesmo, pois querendo ou não, um dia todo mundo acaba sendo vítima dos rótulos!!! E eles são tão superficiais, sem base, mas geral um mal profundo na sociedade, resultado disso, é a ignorância com pessoas que fogem do padrão, aí vem o preconceito, a exclusão, os olhares das pessoas para o diferente.

Todas as dificuldades que eu, e as pessoas com deficiência passam, de não conseguir trabalho, de certas pessoas mal falarem comigo, outras acham um absurdo eu namorar, não entendem como meus pais apostaram tanto em mim.... Para essas pessoas, a deficiência, me define completamente, então o fato, de ser mulher, filha, psicóloga, palestrante e etc, não significa nada.

O que importa, é a minha deficiência e o sentimento de piedade que elas têm por mim, algumas nem pena sentem, têm desprezo total!!! E é isso que atrapalha demais a vida das pessoas com deficiência, muito mais que a deficiência em si! Eu sempre digo, a paralisia cerebral é chata, mas eu faço tudo que eu quero, o que me limita são esses pensamentos pequenos que, de fato, me limita muito!!!

Vamos entender e passar adiante, eu não sou a deficiência e ela não me define!!! Ok??
Texto de Damião Marcos e Carolina Câmara
Pra que a Pessoa com Deficiência precisa de Currículo???

Pra que a Pessoa com Deficiência precisa de Currículo???

Pra que a pessoa com deficiência precisa de currículo??? Eu sempre me fiz esta pergunta, pois realmente nenhuma empresa olha o currículo da pessoa com deficiência, eles só estão interessados em cumprir a bendita cota.

Elzinha aqui, já cansei de passar por isso, não sei se já contei aqui no blog, então vou comentar. Eu desde o terceiro ano de faculdade, tento um estágio e depois um trabalho e toda vez que chegava na entrevista, eles faziam uma cara de assustados ao ouvirem as minhas perspectivas de trabalho. Alguns nem chegavam a me falar a proposta, a vaga, já outros falavam sem o menor receio e ainda diziam que iam me ligar até o final da semana que vem!!!! Claro que nunca chegaram a ligar né??

Teve várias empresas que gostaram de mim, mas elas não são capazes de abrir a mente e perceber que, talvez aquela pessoa, no caso eu, possa ser interessante para a empresa. Que apesar da deficiência, de todas as limitações físicas, eu poderia levar lucro, beneficiários para ela!!!!!

A sociedade ainda não tem a capacidade de aceitar que a pessoa com deficiência é muito mais do que apenas uma deficiência. Que pode ter sim uma profissão, ser altamente qualificado, como qualquer outra pessoa. Quando a sociedade conhecer de fato o que é uma deficiência, qual é o seu significado, perceber que a pessoa com deficiência antes da deficiência, vem o sujeito. Ai sim, o currículo da pessoa com deficiência vai ter um verdadeiro sentido, significado. As empresas vão avaliar o candidato como se deve!!

Pra que a Pessoa com Deficiência precisa de Currículo???

Hoje, a gente só questiona: Pra que a pessoa com deficiência precisa de currículo??
As empresas olham para a pessoa com deficiência como se fosse moeda, todas iguais, moedas de troca. As empresas colocam essas”moedas" lá dentro e em troca, não pagam a tal multa. É assim que funciona simples, ótimo custo beneficio, para os brilhantes empresários, executivos, que trabalham com mercado, dinheiro e acham que o ser humano também é um simples objeto. E o ser humano com deficiência, piorou, é um objeto quebrado, inútil, todos iguais!!!!! 

Pra que a Pessoa com Deficiência precisa de Currículo???

Peguei pesado? Peguei mesmo, sabe por que????
Porque não é nada fácil, você se preparar para uma entrevista, criar expectativas,  fazer planos, enfim todos aqueles sentimentos que qualquer um tem quando é chamado para uma entrevista. E ai, tudo desmorona em questão de segundos e isso se repete diversas vezes. Ai, você percebe que o erro não está em você, que o buraco é muito mais embaixo e não tem muito que a gente possa fazer!!! Infelizmente, não tem como ficar livre da deficiência, mas também não podemos nos fazer de vítima das circunstâncias!!!!

É preciso mesmo mostrar as caras, deixar a sociedade bater, é porque a cada entrevista que eu ia, era um tapa, daqueles que doía que deixavam marcas. Essas marcas doíam e ainda doem, porem também me ensinaram muito, me ensinaram o que eu faço hoje, o meu atual trabalho. O meu currículo é formado por marcas, cicatrizes e ainda não tive nenhuma empresa, até hoje,  que leu o meu currículo!!!!!

Um texto de Damião Marcos e Carolina Câmara.
As Paralimpíadas foi um exemplo de Inclusão, mas por que a Mídia Ignora?

As Paralimpiadas foi um exemplo de Inclusão, mas porque a Mídia Ignora?

Há pouquíssimo tempo, tivemos as Paralimpíadas, posso falar com convicção, foi quase tudo, um espetáculo. Eu fui, usei metrô e ônibus, acessibilidade perfeita!!! O atendimento incrível, pessoal simpático, disposto a ajudar, nota mil!!!

O povo incrível, os torcedores fantásticos, foi um show a parte, de arrepiar mesmo. Ninguém estava vendo a deficiência, mas sim atletas de alto nível, defendendo o país.

Isso é um ótimo exemplo de que é possível sim a sociedade começar a olhar para a pessoa com deficiência da forma como, realmente, somos, com qualidades e defeitos, como qualquer ser humano. Como já falei no YouTube, parabéns Rio, foi provado que a inclusão não é utopia. Por isso no período que fiquei lá, me arrepiei me emocionei, me enchi de esperança...
As Paralimpíadas foi um exemplo de Inclusão, mas por que a Mídia Ignora?

Mas nem tudo são flores!!! E aí, eu te questiono, o publico compareceu em peso, o Rio de Janeiro fez um excelente trabalho e os atletas nem se fala, a equipe brasileira foi brilhante. Agora me diga, por que as emissoras brasileira dos canais abertos não transmitiram nem um jogo???? 

Desprezo total!!!
Fizeram uma baita cobertura nas Olimpíadas, bem legal. E nas Paralimpíadas? Nadaaaaa!!!!
A mídia podia ter explorado as Paralimpíadas, visando a inclusão, mostrando para quem não foi, outro olhar perante a pessoa com deficiência.

Eu sei, não vou ser hipócrita, não ia dar a mesma audiência que deu nas Olimpíadas, porém uma Globo da vida tem condições de bancar, transmitir alguns jogos. Mostrar que tudo bem jogar vôlei sentado!!! Tudo bem, correr sem perna!!!!! Tudo bem jogar basquete na cadeira de rodas!!!

A mídia pode fazer um excelente trabalho, visando uma real mudança na vida da pessoa com deficiência. Quando digo mudança, falo do olhar, da inclusão verdadeira, de uma conscientização, da sociedade olhar para a pessoa com deficiência como sendo um sujeito, sem sentir pena, nem medo.

As Paralimpíadas foi um exemplo de Inclusão, mas por que a Mídia Ignora?

Vamos mídia, meios de comunicação, se mexer, falta muita informação sobre as deficiências, as pessoas que vivem com elas e vocês podem fazer isso. Já que tem um poder de atingir milhares de pessoas e pode ajudar no trabalho a favor da inclusão...

No entanto a gente sabe que eles não têm nenhum interesse nisso, pois não parece ser lucrativo. Não acho que é questão de preconceito, discriminação ou qualquer coisa do tipo, acredito mesmo que tem haver com dinheiro, lucro.

 À mídia acha que a sociedade, o ser humano, é seu mercado, eles manipulam como eles quiserem, como lhes convém, visando sempre o capital.

Então, se mostrar um jogo de vôlei sentado, não vai trazer lucro imediato, então vamos ignorar!

Um texto de Carolina Câmara e Damião Marcos

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