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Você Transaria com uma Pessoa com Deficiência???

Você transaria com uma pessoa com deficiência??? Já conversamos aqui sobre ter um relacionamento com uma pessoa com deficiência, têm vários outros blogs e sites que também trazem este assunto, mas agora eu quero ir mais fundo ou melhor, ser mais prático, não quero falar de sentimentos, de convivência. Quero falar de sexo, desejo, vontade, tesão, aqui o que importa é a atração, pele com pele!!!

Hoje em dia, isso é muito comum, a gente sai, vai para balada ou algo parecido, "fica" com alguém e rola, o lance é apenas sexo, carnal, aquela coisa louca.... Muita gente já viveu ou vive isso, no entanto você já pensou em vivenciar isso, transar, digo, só transar, passar uma noite com uma pessoa com deficiência???

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Pessoas com Deficiência Também Transam
☛ Sexualidade dos Deficientes - Por que as Pessoas Reprimem?
Pessoa com Deficiência não Fazem Sexo


Você Transaria com uma Pessoa com Deficiência???

Já digo logo, não me venha com desculpas que não conhece ninguém com deficiência, que nunca pensou nisso, que nunca rolou clima e assim sair pela tangente!!! Vamos ser verdadeiro, pois aí a gente avança na aceitação da pessoa com deficiência na sociedadeE aí, você transaria com uma pessoa com deficiência???

Já sei no que você pode esta pensando, nos mitos que a sociedade criou em relação a pessoa com  deficiência e o sexo, tais como:

☛ Pessoa com deficiência não sabe o que é sexo!!!
☛ A pessoa com deficiência não pode transar!!
☛ Pessoa com deficiência é angelical, um verdadeiro anjo, não faz esse tipo de coisa!!!
☛ A pessoa com deficiência não tem desejo!!!
☛ O homem com deficiência não tem ereção!!!

E por aí vai, é cada absurdo, muita ignorância junta, que só atrapalha a vida da pessoa com deficiência. As pessoas com deficiência são vistas como assexuados ou, por vezes no caso particular da deficiência mental, hipersexuais. 

Vistos como vítimas, são pouco atraentes, sempre bons amigos, jamais companheiros ou amantes. Preconceitos são obstáculos para  aceder à sua própria sexualidade" e que têm repercussões a nível emocional. Poxa, é tão difícil entender que o sexo é para todo mundo. Que ele é gostoso, delicioso, que faz bem, por que querem privar a pessoa com deficiência desta experiência? 


Você Transaria com uma Pessoa com Deficiência???

Tudo bem que transar com uma pessoa com deficiência tem sim certas limitações. Dependendo da deficiência, não são todas as posições que são possíveis, mas isso acontece por diversos motivos com casais comuns também e sexo também é fantasia, criatividade, imaginação!!! 
Tem muita coisa que pode se fazer, caso alguém precise de alguma ideia, sugestão para apimentar o sexo, a internet tem várias dicas...


Ah, não tenha medo da pessoa com deficiência, ela não morde, não quebra, não é um anjinho!! Ela está ali com o mesmo objetivo que você, curtir, sentir prazer, gozar!!!!! Se satisfazer naquele momento!!!

Preciso deixar umas coisas bem claras aqui, primeiro, não estou falando aqui da pessoa com deficiência intelectual, não que ela não possa transar, pode sim, porém tem sim algumas ressalvas, a família precisa preparar a pessoa para este momento,  com muito cuidado e carinho, usar uma outra linguagem. Mas isso é assunto para um outro post. A outra, vale para todo mundo, com ou sem deficiência, para transar, ambos têm que querer......

Então, e aí, você transaria com uma pessoa com deficiência??? Veja, ninguém tem que transar com ninguém, a ideia deste post, é uma reflexão, é mostrar que a pessoa com deficiência também pode, quer e pode!!!! No entanto você não tem que transar com uma pessoa com deficiência, contudo você tem que saber que ela é um ser humano comum e se caso vocês se encontrarem por aí e algo atrair ambos para uma transa, por que não??? 


Mesmo que seja por curiosidade, se os dois toparem, não tem deficiência que impeça!!! Segundo a Organização Mundial de Saúde, “a sexualidade como um "aspecto central do ser humano ao longo da vida, englobando o sexo, a identidade, papéis de gênero, orientação sexual, o erotismo, o prazer, a intimidade e a reprodução". 

Esta dimensão humana está, na famosa hierarquia das necessidades de Maslow, ao lado de atividades tão básicas como respirar, comer e dormir. Ora, todas estas conclusões incluem os portadores de incapacidade.”

E aí?? Sem ser politicamente correto e sim verdadeiro, honesto, sem filosofia, hipocrisia, sendo pratico e objetivo, você transaria com uma pessoa com deficiência??? Você se sentiria a vontade na transa com a pessoa, digo, de usar as fantasias, adaptar, se precisar, se realizar e realizar o parceiro???

Sexo é bom!! Sexo é maravilhoso!!!! Não vamos colocar barreiras na vida sexual da pessoa com deficiência, não tem o porquê. Elas apenas geram conflitos no ser humano. Sexo é para todos!!! Então, e aí, você transaria com uma pessoa com deficiência???
Artigo exclusivo - Inclusão diferente
A Puberdade na Menina com Deficiência - Como É?

Vamos continuar falando sobre a mulher com deficiência? Hoje eu quero ir lá pro inicio, quando a menina começa a se tornar mulher, a famosa puberdade.

☛ Leia também: A Deficiência não Impede que a Mulher seja Mulher!!!

O que é puberdade?

A puberdade é uma fase em que ocorrem mudanças biológicas e fisiológicas no ser humano. É aqui que o corpo desenvolve-se física e mentalmente tornando-se maduro. O adolescente agora é capaz de gerar filhos. 

Neste período, é possível observar algumas mudanças como: crescimento de pelos, crescimento dos testículos e aparecimento dos seios, aumento do quadril nas meninas e tórax nos rapazes. Para as mulheres, é o início da menstruação, uns dos pontos que eu quero conversar hoje. 

Os hormônios sexuais nessa etapa, transformam em um tempo muito curto a forma externa e interna do corpo, transformam a menina em mulher e o menino em um homem. O jovem com alguma deficiência ou não, tem que ser levado a sério, pois aqui tudo é muito intenso e novo.


A Puberdade na Menina com Deficiência - Como É?

É a época do idealismo e da luta heróica para mudar o mundo e a nós mesmos. O dilema central da primeira fase da adolescência é a separação interna e externa do mundo da criança do mundo adulto. Não é muito diferente com a pessoa com deficiência, sendo marcada por mudanças nas dimensões bio, psico, sócio e espiritual.

 No entanto a sociedade lida de uma forma completamente diferente com a puberdade da pessoa com deficiência, infelizmente. Muitas vezes, ela é ignorada, as famílias simplesmente fingem que isso não acontece.

Eu procurei textos que falassem sobre o assunto, queria algo falando se as famílias interrompem a menstruação das meninas com deficiência, como  faz? Como as meninas lidam com a mudança do corpo, os hormônios, as vontades, os desejos, com a ignorância da família em não enxergar toda essas mudanças. 




Mas não achei nada demais, têm mais textos falando sobre como lidar com a puberdade no adolescente com deficiência intercultural, o que eu não quero agora, pois é uma outra abordagem, que até podemos falar sobre, em outro post.

Então vou contar como foi para mim e peço para vocês contarem também, que ai a gente faz um post com mais informações que podem orientar as famílias e a própria pessoa com deficiência. Bom, vamos lá!!!


Fiquei mocinha com 14 anos, eu já achava que por algum motivo que eu não fosse ficar. Minhas amigas já tinham ficado e eu nada, eu já tinha noção da minha deficiência, paralisia cerebral, sabia que não tinha relação,  mas aquilo ficava na minha cabeça!!! Minha mãe falava para ter calma, que ela ia chegar!!! E chegou!!!!!

Era uma tarde, fui fazer xixi e lá estava ela!!! Foi uma festa, minha mãe veio com o absorvente, colocou naturalmente e foi contar para a família toda... Meu pai chegou em casa com um buquê de flores!!! Como eu já tinha 14 anos, tinha amigas que já tinham ficado, não era uma menina isolada, pelo contrário era super antenada, participava de tudo.





Para mim e para a minha família aquilo foi tranquilo, eu sabia bem o que aquilo significava e minha mãe falou comigo abertamente o que ela achava que faltava, queria até falar mais,  porém cortei o blá-blá-blá!!!!!!

Vamos para questões práticas, eu preciso de ajuda para ir ao banheiro, logo também teria que me ajudar com o absorvente e assim é feito até hoje!! Meus pais me ajudam, amigas também me ajudam, não tem muita frescura. Claro que as vezes é chato, acidentes acontecem, mas fazer o que? Sou mulher!!!!!

E é isso que eu acho que falta, as pessoas têm que agir naturalmente com a puberdade da menina com deficiência. A mulher precisa se conhecer, conhecer o seu corpo, se tocar, saber onde tem prazer, o que deseja. 

Tem que saber o significado da menstruação, o porquê que ela acontece. Se a família acha melhor interromper a menstruação, a menina tem que participar da decisão ou melhor a ultima palavra tem que ser dela, afinal o corpo, a vida é dela!!!

Vamos respeitar o outro, respeitar a pessoa com deficiência, enxergar como uma mulher ou um homem! Chega de querer ser o porta voz do sujeito, fazer dele um objeto…
Gostaria imensamente que esse assunto não terminasse aqui, para isso preciso da ajuda de vocês! Compartilhe com a gente a sua experiência, a sua opinião. 
Artigo exclusivo, escrito pela nossa colaboradora Carolina Câmara, do blog um sonho a mais não faz mal.
Vídeo + E-book + Bônus = Quero Agora.

Hoje a postagem é bem curta, mais o que vem depois de você clicar no botão abaixo é bem longo. Na verdade estamos disponibilizando dois e-books da série: quebrando paradigmas, mais um vídeo de apresentação do projeto e ainda três bônus especiais.

Nosso compromisso é trazer até você informações de qualidade no mundo das pessoas com deficiência, e temos feito isso a mais de cinco anos, e essa série é a continuidade desse projeto, queremos que você baixe, comente e compartilhe, a inclusão de verdade não se faz isoladamente ou com apenas fragmentos de pessoas, precisa da mobilização de todos.

Então clique no botão abaixo e baixe todas essas riquezas de informações, por favor não esqueça de compartilhar, esses materiais podem chegar a milhões de pessoas através de você!!!


Até a próxima galera!!!
Deficiência e Sexualidade  Vamos Conversar?

Nesta conversa, o papo é sobre deficiência e sexualidade, e o porquê você deve baixar agora mesmo o e-book que leva esse título. Vamos continuar a conversa, nela quero te mostrar 4 motivos para você ter um conhecimento ainda maior sobre deficiência e sexualidade.

Fala-se muito pouco de forma séria e coesa sobre sexualidade e intimidade dos deficientes, até mesmo entre os próprios deficientes este assunto é bastante resumido a meu ver. Limita-se apenas a fragmentos esporádicos na grande rede virtual.

O que realmente sentimos, nossas angustias, medos, expectações quais os nossos sonhos, quando o assunto é sexualidade e intimidade. Tenho percebido em algumas ocasiões que esse tema é abordado por pessoas que se quer são deficientes sendo assim tratam do assunto de forma pejorativa e tentam nos demonizar.

Acredito que muitos desses não levam a sério a sexualidade dos deficientes, o preconceito e o senso comum, ainda exerce uma grande influencia na opinião publica em relação a essa temática.

Com conhecimento de causa, pois sou uma pessoa com deficiência, quero que a nossa sexualidade, seja levado a sério e com muito respeito. Não podemos mais ficar no ostracismo da exclusão, quando o assunto é sexualidade. Para isso elaboramos um e-book que leva o titulo dessa postagem e que faz parte da série quebrando paradigmas.
Você quer que sua sexualidade seja tratada com seriedade, ou quer de forma direta, dizer o que pensa, de fato, sem medo, preconceito ou rejeição, então baixe agora mesmo o e-book: Deficiência e Sexualidade Vamos Conversar?

4 motivos para você baixar o e-book agora mesmo!!!

No e-book você encontrará os seguintes assuntos:

1. Deficiência e Sexualidade Vamos Conversar?
2. Sexualidade - Questões Históricas e Gerais
3. Sexualidade Mitos e Verdades
4. Sexualidade e Repressão

E então! Curtiu?

Como pode observar, são assuntos pensados e pautados nas duvidas e questões trazidas pelos leitores que acompanha o blog, não fique de fora dessa, baixe agora mesmo gratuitamente seu e-book e nos ajude a construir uma sociedade mais justa e verdadeiramente inclusiva.


Até a próxima!
5 Motivos para você não ler esse post + E-book Grátis.

Olá, Pessoal! Tudo bem?

Ao longo de mais de 5 anos, com o blog inclusão diferente, tenho  recebido inúmeros e-mails, telefonemas e mensagens de pessoas com deficiência e até de pessoas que não é deficiente, pessoas de vários lugares do Brasil e até mesmo do mundo. Todas levantarão dúvidas e questionamentos sobre sexualidade e intimidade das pessoas com deficiência.

Procurando atender a esses diversos pedidos, recentemente criei uma série que chamo: Quebrando Paradigmas. A ideia da série é desmistificar e desconstruir mitos, senso comum e lendas urbanas que envolvem a sexualidade e intimidade das pessoas com deficiência.

O primeiro e-book da série já está pronto! Pegue seu exemplar grátis aqui.



Revisando e avaliando a obra minunciosamente, cheguei à conclusão que esse e-book não pode ser lido por qualquer pessoa. Os motivos são vários, vou enumerar logo abaixo.

Os Motivos para você não ler esse e-book são:

1. Ele foi Escrito por uma Pessoa com Deficiência
Eu sou pessoa com deficiência, acima dos quarenta anos, e totalmente descolado de amarras e linhas editoriais. Tenho experiência de vida em relação ao tema, sendo assim não usarei o papo genérico nem meias palavras, vai querer mesmo ler o e-book?

2.  Deficiência, Sexualidade e Tabus
Abordo nessa obra assuntos polêmicos e desafiadores, tabus e o universo afetivo dos deficientes que a sociedade denomina; o angelical, o especial e o assexuado, mas aqui, não existe. Portanto se você pensa como a sociedade, recomendo que você não leia esse e-book.

3. Não Leia esse E-book, porque ele é Diferente 
Embora hoje em dia, se encontre praticamente de tudo na internet, algumas coisas ainda são bem difíceis de achar. Tais como as sobre o sexualidade, seus tabus, a repressão, mitos e verdades, as questões históricas e gerais sobre a sexualidade dos deficientes. Como esse assunto ainda é, muito pouco falado, ele pode ser assustador, em um primeiro momento pra você, mas acredite na verdade é só diferente.

Tenho certeza, que já se assustou com algum acontecimento ou situação inusitada, e depois chegou a conclusão que tal situação era só diferente no contexto geral do fato em si. Mudanças no corpo, sentimentos, desejos inexplicáveis. Tenho certeza que tais fatos te assustaram a principio, mas depois te trouce alivio por saber que tais mudanças e sentimentos eram normais embora diferente certo?

4. Esse E-book é Assustador
Muitos já pensaram e até começaram a criar um material como esse, mas desistiram por uma simples questão: O Novo Assusta!
Todos que nos acompanha, nesses mais de 5 anos de blog, sabe que o nosso diferencial é a temática e a linguagem diferenciada, no e-book não fugimos disso seguimos nossa linha, queremos desconstruir tudo que lemos, vimos e ouvimos há anos. O falso moralismo não rola aqui, chega de deficientes assexuados, sem sentimento, libido ou coisas do tipo.

Ao longo dos anos pessoas preconceituosas aliadas ao senso comum e pais super protetores disseminaram uma série de mentiras e lendas urbanas em relação à sexualidade e intimidade das pessoas com deficiência.
Frases como: Meu eterno bebê, meu anjinho, denotam uma situação preocupante, de querer infantilizar a pessoa com deficiência. Trazendo com isso, a privação do prazer e da descoberta do mesmo, isso é assustador certo? A lista segue:

1. Deficientes não namoram ou transam porque eles não sentem vontade, desejo ou libido, como as pessoas ditas normais
2. Deficientes são anjinhos, que Deus mandou para cuidarmos
3. Deficientes são assexuados
4. Deficientes não podem se relacionar ter família e filhos
5. Deficientes tem órgãos sexuais e reprodutores, mas não funcionam como os das pessoas ditas normais.
6. Deficientes e masturbação é pecado

Acredite tudo isso eu já li, ouvi e presenciei nesses meus 43 anos de pessoa com deficiência. Na teoria tudo isso pode parecer besteira, mas na prática e em pleno século XXI acontece exatamente assim.

5. Simplesmente eu gosto muito
Sexo, intimidade e relacionamento, particularmente, eu gosto muito, na teoria e na prática, kkk. Basta olhar no blog, que temos dezenas de textos com esse cunho. Quero deixar bem claro, que se por algum motivo que fuja a nossa alçada, você que não gosta do assunto e principalmente de vivenciar isso desconsidere, essa postagem assim como o e-book não foi feito para você.

Esses são os principais motivos para você não ler o e-book que escrevemos. Nele procuramos desconstruir tudo que foi erradamente construído ao longo dos anos, a real situação é de fato assustadora e se você quer que tudo fique como está então não leia o e-book: Deficiência e Sexualidade Vamos Conversar?


Mas se você é adepto de mudanças, das quebras de paradigmas, é contra o preconceito e curte muito sexo, relacionamentos e afins. Esse e-book é pra você!!!
Clique no Botão abaixo e faça parte do grupo de pessoas que acreditam nos direitos gerais das pessoas com deficiência e numa sociedade mais justa e verdadeiramente inclusiva.


Compartilhe esse artigo, e faça a inclusão acontecer na prática, são alguns segundos que pode alcançar milhares de pessoas com deficiência nesse nosso país e até fora dele!!!
Sexualidade dos Deficientes - Por que as Pessoas Reprimem?

Sexualidade dos Deficientes - Por que as Pessoas Reprimem? Não é segredo para ninguém que a luta das pessoas com deficiências ao longo dos anos buscando inclusão, respeito e aceitação na sociedade tem sido uma luta árdua, constante e difícil. Vencer o senso comum, preconceitos e ideologias infundadas produzidas pelos nossos primórdios são a eterna busca das pessoas com deficiências. E na questão da sexualidade não é diferente.

Quando falamos de repressão à sexualidade da pessoa com deficiência, estamos falando de mais uma luta a ser vencida pelo deficiente: A autoproteção dos pais e professores de escola, o medo e inexperiência das pessoas em saber lhe dar com o diferente e a estética. Esses são os principais agentes repressores da sexualidade das pessoas com deficiências.

"Não sei lhe dar com a sexualidade do deficiente, não sei falar sobre isso, fico constrangido, logo proíbo, reprimo". Fica mais fácil assim. Essa seria a solução? Claro que não!

Falando um pouco de estética

A estética é um padrão de beleza imposto pela sociedade e que acaba afetando diretamente o deficiente. Nossa sociedade tem um padrão de beleza que tem a perfeição como parâmetro. Por isso, é comum as pessoas com deficiência se sentirem totalmente fora desse formato, pois foge dos conceitos estéticos vigentes.

Porque as Pessoas Reprimem a Sexualidade dos Deficientes?

Na cabeça de algumas pessoas, o deficiente sempre é visto como aquele que deveria passar longe da palavra sexo, pois sexo significa imoralidade e falta de senso, já que, para eles, nós teríamos como preocupação apenas a nossa condição.

Isso faz com que a pessoa se considere feio e fora do padrão estabelecido pela sociedade levando-o a muito sofrimento, repressão de seus desejo e de si mesmo e isolamento.

É importante para qualquer deficiente que ele olhe para si mesmo e que goste do que está vendo, valorize-se e se fortaleça. Só assim vai conseguir encarar as diversidades e repressões existentes no mundo, podendo acabar com os estigmas e as lendas urbanas.

Eu mesmo, particularmente já passei por isso e sofri muito, foi com base nesse sofrimento que surgiu recentemente o e-book: A Pessoa com Deficiência na Intimidade: Os Tabus da Sexualidade.

Com ele, queremos trabalhar mais profundamente essa questão relacionada a repressão da sexualidade das pessoas com deficiência e os tabus que esse assunto ainda carrega em si.

Queremos mostrar que não precisamos ficar longe dos prazeres da vida por somos ou nos tornamos pessoas com deficiência. Não queremos impor nada a ninguém e nem agredir os mais conservadores e aqueles que abominam essa questão.

Queremos apenas ser respeitando também em nossa sexualidade, porque isso também é inclusão.

Mas também é importante lembrar que nós precisamos fazer a nossa parte, certo. O que quero dizer com isso é que precisamos nos dar o devido valor e gostar mais de nós mesmo. Porque ninguém gosta de estar juntos de pessoas que não se amam, pois pessoas que não se ama e não se valorizam são cansativas.

Quando uma pessoa se sente bem consigo mesma, ela sente o desejo de se cuidar, cuidar do seu corpo, da sua aparência, isso acaba interferindo positivamente no processo de reabilitação como um todo.

As pessoas com deficiência precisam mostrar para a sociedade que beleza não tem um único padrão, pois é possível encontrá-la na imperfeição de que é feita a vida de todos, inclusive de quem não tem deficiência alguma.

O importante é a avaliação objetiva que uma pessoa faz de si mesma. Esta avaliação precisa ser ferramenta de motivação para sua vida. Pois somente assim, pertencer ou se encaixar em um padrão de beleza deixará de ser uma preocupação e sua autoestima não estará mais comprometida.

Não se preocupe, nem se perturbe se a sua sexualidade está aflorada e sentimentos e desejos sexuais estão vindo à tona, isso é normal e faz parte da vida de qualquer pessoa, independente de ser pessoa com deficiência, ou não.

Por isso, conheça o e-book A Pessoa com Deficiência na Intimidade: Os Tabus da Sexualidade e entenda os tabus que a sexualidade da pessoa com deficiência ainda enfrenta.

Pois, somente quando conhecemos o nosso inimigo somos capazes de enfrentar e vencer.
“Eu tive uma vida muito difícil. É por isso que, sempre que eu vejo pessoas com deficiência como eu, me solidarizo. Eu me vejo neles”, afirma Vincent, criador da organização ‘Hand Angels’ (‘Anjos da Mão’, em tradução livre).

SEXUALIDADE: PESSOAS COM DEFICIÊNCIA TERÃO VIDA SEXUAL ATIVA

Uma organização realiza um trabalho pouco comum entre instituições de caridade em Taiwan - oferece serviços sexuais a pessoas com deficiência.

"Eu tive uma vida muito difícil. É por isso que, sempre que eu vejo pessoas com deficiência como eu, me solidarizo. Eu me vejo neles", afirma Vincent, criador da organização 'Hand Angels' ('Anjos da Mão', em tradução livre).

A organização que ajuda pessoas com deficiência a ter vida sexual

"Nosso serviço mais básico é ajudar o cliente, seja homem ou mulher, a se masturbar", diz. "É um processo completo, desde tocar a pessoa até ajudá-la a atingir o orgasmo".

Até agora, a organização diz ter ajudado seis pessoas. O serviço é oferecido através de voluntários, que estudam os perfis dos solicitantes durante meses.

"O meu desejo sexual é exatamente o mesmo que o de pessoas sem deficiência, mas eu tenho minhas mãos. (...). Há pessoas que não conseguem mover suas mãos, ou, mesmo que consigam mexer, talvez não consigam ter atos sexuais satisfatórios. Quem pode ajudar essas pessoas?", disse Vincent à BBC.

Uma desses ajudantes é Daan, um voluntário da organização. "Para nós, voluntários sexuais, antes de começar qualquer serviço, passamos por um longo período discutindo o status de um cliente", disse à BBC. "Apesar de o ato durar apenas cerca de 90 minutos, passamos seis meses nos preparando".

Uma das clientes da ONG, Mei Nu, relatou sua experiência à BBC.


"Para os meus pais, eu sou sempre uma criança. Uma criança não precisa de sexo", diz.

"O processo me trouxe grande satisfação. Tive algo que não imaginava poder ter, fiquei muito feliz".

Críticos comparam o trabalho da Hand Angels a prostituição, que é ilegal na ilha. Para a organização, o serviço que oferece é legal.

Anan, uma voluntária, não se importa com essa discussão. "Se eles acharem que eu sou uma prostituta, por mim tudo bem", diz.

"Há outras organizações, a maioria fundada por grupos religiosos ou de pais, e eles pensam em como ajudá-los a conseguir um emprego ou viver sozinhos, mas eles não pensam no seu direito ao sexo. É isso o que fazemos".
Fonte: BBC Brasil

Você acha que esse tipo de serviço seria bem aceito no Brasil? Deixe seu comentário nos dizendo qual sua opinião sobre esse assunto tão polêmico
As Pessoas com Deficiência e a Homossexualidade.

AS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA E A HOMOSSEXUALIDADE.


Já tem certa dificuldade para o pessoal entender que as pessoas com deficiência fazem amor, sexo, fica, transa etc. Tudo isso por causa daquele velho preconceito, que vem de séculos e que infelizmente ainda não morreu.

Posso dizer que melhorou sim, ainda bem, se não eu não estaria aqui escrevendo, mas estaria morta, pois teve uma época que matavam os imperfeitos. Ou também podia estar internada em um hospital, largada, babando, dopada de tanto remédio, sem identidade, esperando a morte.

Evoluímos, mas ainda muitos olham para as pessoas com deficiência, de um modo como se a gente não pudesse vivenciar certas coisas que qualquer outra pessoa sem deficiência vivi. Uma delas é o sexo, o desejo, o prazer e a escolha.

Mas que escolha?

Escolha sexual, ué!

Todo mundo não escolhe, ou sente desejo, eu não sei bem, se é escolha a palavra certa, porém qualquer pessoa pode sentir atração pelo outro. Esse outro pode ser do outro sexo, como também pode ser do mesmo sexo.

Vou te contar, as pessoas com deficiência também podem! A pessoa com deficiência tem sexualidade e se ela for homossexual, tem algum problema?

É uma opção dela, como é uma opção de cada um!

Eu aposto que você está pensando: “já não bastasse ter uma deficiência, também é homossexual?”

A sociedade precisa parar com este pensamento medíocre, preconceituoso, pequeno. O povo tem que olhar para o outro, com os mesmos olhos que gostaria que olhassem para você!

Isso se chama empatia!


Agora, falando francamente, qual é o problema de ser homossexual?

Qual o problema de a pessoa com deficiência fazer sexo?

Qual é o problema de alguém ter uma deficiência e ser homossexual?

Falei ali em cima, sobre empatia, hoje está mais difícil do pessoal ter, pois as pessoas estão muito egocêntricas, só pensam no próprio umbigo. E aí, fica difícil ter empatia, né?

No entanto, o respeito, temos obrigação de ter, porém estamos esquecendo ele!

E ele, é peça fundamental para vivermos em sociedade, somos diferentes e temos os mesmos direitos, não importa raça, cor, religião, classe social, se tem ou não alguma deficiência!

Então, por favor, vamos ter o mínimo, de respeito pelo próximo, pelo o outro, ele também é ser humano e tem necessidades semelhantes a sua, pensa nisso
Texto com participação de Carolina Câmara
Pessoas com Deficiência Também Transam.

PESSOAS COM DEFICIÊNCIA TAMBÉM TRANSAM.

Falar sobre sexualidade e deficiência é sempre um prazer e uma dor ao mesmo tempo. Digo isso porque eu sempre me alegro em poder informar as pessoas sobre o tema, do meu ponto de vista que, já aviso, não pretende falar sobre como todas as pessoas com deficiência se sentem, pois, somos uma minoria bem heterogênea. Não tenho a pretensão de ser porta-voz, eu falo de acordo com minha vivência.

Por outro lado, fico triste por ainda sentir que preciso começar do básico, esclarecendo coisas que já deveriam ser de conhecimento de todos e que não tem a ver somente com deficiência.

Começo dizendo que sim, pessoas com deficiência têm vida sexual. Parece óbvio, mas não é o que boa parte das pessoas pensam. E esse desconhecimento tem causado efeitos bem negativos nas nossas vidas.

Primeiro, porque na maioria das vezes uma pessoa com deficiência surge (seja porque nasceu assim ou a lesão se deu no decorrer da vida) num ambiente entre pessoas sem deficiência. É uma nova realidade para aquela família, que não necessariamente vivenciou aspectos relacionados à deficiência.

Então, se boa parte da sociedade não acredita que pessoas com deficiência fazem sexo, é muito provável que a família e até a própria pessoa com deficiência em algum momento acredite nessa mentira. E quando nós achamos que um assunto não nos diz respeito, não procuramos nos informar.

Se já existe uma dificuldade enorme de famílias conversarem sobre sexo com seus filhos, imaginem se existir a crença que não aquela pessoa não irá viver nada nesse sentido.

Pessoas com Deficiência Também Transam.

E é aí que milhares de adolescentes com deficiência ficam mais propensos a sofrerem abusos sexuais seja por estranhos ou até pelos responsáveis por seu cuidado.

Porque ainda tem mais esse aspecto, muitos de nós precisamos de cuidados pessoais dados por outros e estar atento ao próprio corpo, saber o que é aceitável ou não no que diz respeito ao toque, bem como saber limitar é algo que não se aprende com uma cartilha, de uma vez.

Passado esse primeiro momento, caso a deficiência tenha se dado já na vida adulta, saber que a vida sexual ainda é possível e tem vários novos aspectos é muito importante na reabilitação, na aceitação do novo funcionamento do seu corpo. É muito importante estar consciente de que nem tudo acabou ali, que uma vida com deficiência não é uma vida sem prazer.

Retirar o foco do sexo como algo padronizado, cheio de regras, permite que as pessoas possam exercer todos os seus desejos, respeitando suas capacidades. Tenha ela deficiência ou não. Abrir a cabeça para perceber que corpos diversos transam ajuda não só as pessoas com deficiência, mas pode auxiliar a quebrar prisões dentro do que as pessoas, em geral, acham que é esperado delas no sexo.

Ainda há um longo caminho até eu sentir que as pessoas veem, de verdade, pessoas com deficiência como donos de seu corpo e suas vontades, capazes de desfrutar e proporcionar uma vida sexual plena. E eu acho que só dá para encurtar o caminho com informação. Mas não basta eu, pessoa com deficiência falar, é preciso que as pessoas procurem saber de nossas capacidades, experimentando, no lugar de fazer uma sistemática negativa a tudo que é diverso, duvidando ainda que internamente.

A grande mentira de que pessoas com deficiência não têm vida sexual já foi dita tantas vezes que tomam como verdade, atravancando nosso caminho para uma vida sexual plena e feliz. Vamos colocar uma luz nessa verdade.

Texto: Mila Corrêa
Fonte: Comum.vc
O Acompanhante Sexual e o Terceiro Mundo.

O ACOMPANHANTE SEXUAL E O TERCEIRO MUNDO.

Vamos para mais um texto da série, enquanto isso no terceiro mundo e hoje, vamos falar sobre o acompanhante sexual, que em alguns países de primeiro mundo são aceitos.

Antes de começar a discutir isso, vou explicar o que é, pois aqui no terceiro mundo, poucas pessoas sabem que há no mundo pessoas que trabalham com sexo, ajudam quem tem alguma deficiência a sentir prazer.

Os acompanhantes sexuais, são enfermeiros, massagistas, terapeutas ou artistas.

Têm entre 35 e 55 anos e foram formados para satisfazer as necessidades sexuais de pessoas que têm uma deficiência física. É sim, uma tarefa delicada, porque a sexualidade da pessoa com deficiência é rejeitada pela sociedade e alvo de fortes preconceitos.

A gente vive falando isso aqui no blog.

A função do acompanhante sexual vai desde realizar massagem erótica e carícias, até a exibição de strip-tease ou mesmo a masturbação. O leque opções é enorme.

O objetivo é olhar para a sexualidade do sujeito, descobrir junto com ele, o que ele quer e deseja, onde e como tem mais prazer. "Cada assistente oferece com empatia e respeito e até um outro olhar sobre a vida e sobre si próprio. Como é um trabalho, tem um determinado preço que o profissional cobra.

E aí? O que você achou disso?

Como já disse, isso em países de primeiro mundo já é aceito.

Claro que teve gente que foi contra, no início, pois tem muita gente compara esse ato com o da prostituição, beleza, normal.

No entanto há coisas na vida, no mundo, que temos que debater, informar a sociedade, mostrar as diferenças e a importância desses profissionais, na vida de pessoas que por algum motivo, não pode sair para encontrar um parceiro, porém ele é igual a você, tem desejos, quer ter prazer, quer gozar!

Você não gosta? Você não faz sexo, você não sente falta? Você quando tem uma excelente noite, no dia seguinte, o mundo não fica mais colorido, você não fica rindo à toa?

Então, o sexo é importante na nossa vida, digo mais, ele é maravilhoso, mágico! Agora, por que privar um grupo de pessoas de viver isso?

Pedir a ajuda de assistentes sexuais é permitir cobrir um vazio, cuja existência até então era negada.

Para não ter dúvidas entre a prostituição e o acompanhante sexual, é que ao contrário da prostituição, o acompanhamento sexual para pessoas com deficiência só pode ser iniciado após um trabalho pontual de educação, orientado pelo respeito ao outro, pela ética e a escuta.

Os assistentes sexuais devem ser pessoas equilibradas, conscientes da sua própria sexualidade e não sentir desconforto com a deficiência. Além disso, eles devem manter outro trabalho a tempo parcial. Também é preciso informar os próximos da sua escolha profissional.

E aí, o que você me diz?

Vamos conversar, evoluir, sair do terceiro mundo, quebrar paradigmas que só atrapalham a vida de uma parcela da população?
Texto com participação de Carolina Câmara
PESSOA COM DEFICIÊNCIA NÃO FAZEM SEXO

PESSOA COM DEFICIÊNCIA NÃO FAZEM SEXO

Mais uma vez, vamos falar sobre sexo, prazer, desejo, sexualidade das pessoas com deficiência.

Eu especifiquei da pessoa com deficiência, simplesmente porque o povo acredita piamente, que quem tem uma deficiência, não tem desejo, vontade, excitação, por que não? Uma coisa tão boa, prazerosa e até fácil de fazer, pensando no lado prático da coisa, às vezes, diversos casais tem que se adaptar criar formas ou nem tem, mas querem usar a fantasia!!!

Deficiente é assexuado

Sexo é arte, livre, cada um, cada casal, faz do seu jeito, usando a imaginação, a fantasia, o pincel são os corpos, que seguem a dança, o traçado próprio. No sexo não há certo ou errado, não tem obstáculos, barreiras e nem deficiência.

O que tem no sexo é vontade, prazer, descarga elétrica, união, atração e amor, em alguns casos.

Então, eu, sinceramente, não sei por que o pessoal acha que a pessoa com deficiência não pode fazer essa arte: fazer sexo.

Pô, vamos pensar a pessoa com deficiência já não pode tanta coisa, ou pelas barreiras que a sociedade coloca, ou até mesmo pela própria deficiência, que realmente limita.

Como eu, a deficiência não permite que eu dirija, fato, não tem nada a ver com inclusão, preconceito, sociedade. Já o sexo? Eu posso, você pode, mas a sociedade criou o tabu, a lenda, o dilema, o sei lá o que, que a pessoa com deficiência não pode, não pensa, não tem sexualidade.

Deficiente não tem sexualidade

Que ignorância!

Você que está lendo este post agora, que não tem "nenhuma deficiência", qual é a sua relação com o sexo? Que lugar ele ocupa na sua vida?

Agora, tenta tirar o sexo da sua vida. Conseguiu? Ficou sem fôlego? Ficou estranho?

É, essa arte é gostosa, faz diferença na nossa vida! Claro que para uns mais que para outros, porém ele sempre está presente, não é mesmo?


Por isso vamos pegar essa afirmação, que criaram só para atrapalhar, ainda mais, a vida da pessoa com deficiência, e fazer picadinho dela e mandar para o espaço!

Deficientes não tem sexo

Vamos mostrar que o sexo é uma arte, livre, abstrata, que faz parte da vida do ser humano, nela não há preconceito, exclusão. Cada um faz o desenho, a dança, a escultura que quiser!

Reflita sobre isso e não reprima arte do outro, pelo contrário, ajude a explorar, mostre que ele também pode!

Agora se você tem alguma deficiência e estão te excluindo de ser um ser humano comum, explique, mostre, fale das suas necessidades, que não são muito diferentes da dele, que você também tem desejos, quer ter prazer, quer e pode vivenciar o sexo!

P.S.: Sexo é livre, mas tem que ser seguro! Use sempre camisinha.
Texto com participação de Carolina Câmara
OS FETICHES NO MUNDO DAS DEFICIÊNCIAS

OS FETICHES NO MUNDO DAS DEFICIÊNCIAS

Neste texto, vamos falar sobre algumas práticas sexuais, também conhecidas como fetiches, relacionadas à pessoa com deficiência com pessoas que não são deficientes, algo que poucos conhecem, pois como falamos muito aqui no blog, uma grande parte da sociedade acredita que a pessoa com deficiência é assexuada.

Então vamos lá!

Devotee: A pessoa que tem fetiche e atração sexual por pessoas com deficiência. Já conversamos sobre isso aqui no blog, lembra?

Documentário sobre devotees

Devoteísmo e deficiência, porque o assunto é tão complexo?

Devote é um mal necessário?

Pretender: Pessoa que é devotee que se sente estimulada sexualmente. Seu fetiche é quando simula ter uma deficiência, usando, em público ou privadamente, equipamentos como cadeira de rodas, muletas, bengalas, aparelhos ortopédicos etc.

Wannabe: Pessoa que é devotee, porém quer ter, de alguma forma, uma deficiência. Então ela é capaz de fazer uma automutilação. Aqui os comportamentos são impróprios ao corpo subjetivo e o corpo objetivo. Acontece quase unicamente, com homens e a aversão, normalmente são pelos membros inferiores.

Deficiência e fetiche

Esses são os tipos mais comuns de devotees, porém tem também homem que se sente atraído por mulheres com lesão medular espinhal.

Eles falam que a atração maior, é pela personalidade dessas mulheres, pois “tentam” viver o mais normal possível, isso as deixa muito mais atraentes, claro que primeiro, olham para a mulher, o corpo, a beleza e depois para a deficiência.

Têm outras pessoas que admiram o caráter da pessoa com deficiência, a forma como lutam, e reagem as adversidades da vida.

O novo, o diferente as vezes assusta

Este post é um texto, para a gente mostrar uma coisa que no geral a sociedade não conhece, eu mesma, não sei muito sobre o assunto, estou conhecendo com vocês.

Então vamos fazer uma pequena reflexão, para não deixar o assunto solto, afinal, é complexo.

Assusta né?

Eu confesso que fiquei assustada no início, quando comecei a pesquisar sobre o tema, mas depois refletindo, pensei comigo: “quase tudo que foge do padrão, assusta não é mesmo?”

Pessoas com deficiências e os devotees

E, além disso, tem a ver com sexo, aí lascou mais ainda! Para piorar, sexo, deficiência, atração, fetiche, desejo, tudo junto e misturado, fim do mundo!

Não gente, nada disso, calma!

Há no mundo pessoas com vários desejos, atrações diferentes, então não tem problema nenhum em encontrar por aí, sujeitos que se sentem atraídos por pessoas com deficiência...

Até porque a pessoa com deficiência não é um mostro, mas sim um ser humano, com a sua beleza. Então pronto, não tem nada de anormal sentir atração por alguém com deficiência!

O que de fato assusta, são pessoas, que por uma atração obsessiva, quer se mutilar, ter, de alguma forma, uma deficiência. Não gente, por favor, isso não rola.

Ter uma deficiência, não é a pior coisa da vida, no entanto está longe de ser legal, bom, maravilhoso, divertido!

Para encerrar, também não é legal, aquele sujeito que só quer a pessoa devido à sua deficiência.

Contudo, aqui cabe à pessoa com deficiência perceber e escolher se quer ou não o relacionamento.

Uma pergunta para você: “Conhece outros tipos de fetiches envolvendo pessoas com deficiência?”
Texto com participação de Carolina Câmara
Devotees São um Mal Necessário?

DEVOTEES SÃO UM MAL NECESSÁRIO?

Devotee é um mal necessário?

Para começar, vamos definir o que é Devotee? Afinal quase ninguém sabe, eu mesma, nunca soube que isto existia, fui conhecer, quando comecei a trabalhar com inclusão.

Quem são os Devotees?

Devotee é a pessoa que tem atração sexual por deficientes. Geralmente, a atração é por cadeirantes e amputados.

E aí eu pergunto: “Até que ponto, esse tipo de pessoa é bom para a vida das pessoas com deficiência?”

Pois sabemos todo o preconceito com relação à sexualidade das pessoas com deficiência, também tem todo aquele padrão de beleza, que já discutimos, onde não olham para as pessoas que fogem da curva, mas que são belas, lindas também.

Como tudo isso dificulta a vida amorosa e sexual da pessoa com deficiência, é um obstáculo que precisamos sempre ultrapassar.

Não Podemos Generalizar.

Acredito que há algumas pessoas devotees que tem sim atração e desejo, como qualquer um, que curti gente fora do padrão de beleza idealizado pela sociedade. Como têm homens e mulheres que sentem atração por pessoas muito altas ou muito baixas, muito gordas ou muito magras ou sentem atração pela pessoa do mesmo sexo.

Gosto é algo particular, não tem como julgar.

Devotees São um Mal Necessário?

No entanto há devotees que estão interessados, somente, em satisfazer seus prazeres, seus fetiches, suas obsessões. Esses indivíduos buscam só a deficiência do que a pessoa em si.

Aqui que é o “perigo”, pois esses casos são patológicos e tem que ser tratados. Então a própria pessoa com deficiência, deve ser cautelosa, a fim de evitar o envolvimento com essa pessoa, assim como qualquer pessoa, tem que tomar cuidado no início de relacionamento.

A pessoa tem que ser gostar, aceitar a si mesma e se valorizar e vai saber avaliar a pessoa com quem estar se envolvendo.

O que não pode acontecer é nos privarmos de conhecer pessoas que possam nos satisfazer emocionalmente, questionando se é ou não Devotee, que só esse tipo de pessoa que vai te querer.

Tudo isso é bobagem, como já falei ali em cima, a pessoa com deficiência, como qualquer outro sujeito, precisa conhecer a pessoa, de fato, procurar sentir se o parceiro está interessado em você ou em algo que você tem.

Os dois lados da vida

Tudo na vida tem os dois lados, o bom e o ruim. É sim interessante que haja pessoas com outros gostos, que veja a beleza real, fora dos padrões impostos, caso contrário o que ia ter de gente solteira, não apenas as com deficiência!

Outro lado é a patologia, a obsessão, o fetiche, que aí não é legal, a pessoa é, somente, um objeto, mas isso também acontece com pessoas sem deficiência, que são, literalmente, usadas.

O ponto é que temos que tomar cuidado, saber o que está fazendo e escolher, afinal têm muita gente que também gosta de ser usada, se acha um objeto, sem o menor valor!
Texto com contribuição de Carolina Câmara
Devoteismo e Deficiência - Por que um Assunto tão Complexo?

DEVOTEÍSMO E DEFICIÊNCIA - POR QUE UM ASSUNTO TÃO COMPLEXO?

Devoteísmo é um assunto complexo e controverso, no entanto, o debate é necessário.

Devoteísmo e Deficiência, Podem andar juntos?

É um tema pouco discutido e pesquisado, talvez por tratar-se de um assunto em que uma discussão poderia cair em uma areia movediça, pois é um tema cheio de incertezas.

Muitas pessoas nunca ouviram falar desse termo.

Devoteísmo e Deficiência - Assunto Polêmico!

Devotee ou devoto, segundo dicionário americano, significa aquele ardentemente é devotado a algo ou a um defensor entusiasta. No dicionário brasileiro significa aquele que denota devoção ou um admirador.

Dessa forma, penso que no campo da deficiência significa indivíduo ardentemente devotado ou defensor de pessoas com deficiência. Partindo dessa premissa, enquanto pessoa com deficiência, entendo que meus pais, irmãos, familiares e amigos são devotees. Se essas pessoas devotam um amor tão grande por mim e são defensores desse segmento da sociedade, logo são devotees.

Assim como devotees sentem amor paternal, maternal ou fraternal pela pessoa com deficiência, certamente eles também sentirão atração física ou paixão por essas mesmas pessoas. Então, entendo que meus ex-namorados sem deficiência são devotees.

A partir dessa linha de pensamento, concluo que felizmente há milhares de devotees no mundo, que há milhares de pessoas que sentem prazer em se relacionar ou conviver com as diferenças individuais, que há diversas pessoas que apreciam a diversidade humana e as singularidades de cada corpo.

Ao meu ver, devotees sentem atração e desejo como qualquer outra pessoa sente por alguém que esteja fora do padrão de beleza idealizado pela sociedade ou até mesmo por uma questão de dizer não ao conservadorismo. Assim como há homens ou mulheres que sentem atração por pessoas muito altas ou muito baixas, muito gordas ou muito magras ou sentem atração pela pessoa do mesmo sexo, há os devotees que sentem atração por pessoas com deficiência.

Acredito que cada pessoa é livre para fazer sua escolha.

Como há devotees interessados na pessoa com deficiência, com a intenção de um relacionamento efêmero ou duradouro, há também devotees interessados somente em satisfazer seus prazeres, seus fetiches, suas obsessões.

Esses indivíduos estão interessados mais na deficiência do que na pessoa, certamente são casos patológicos e precisam ser tratados.

Nesse caso a própria pessoa com deficiência deve ser cautelosa, a fim de evitar o envolvimento com essa pessoa. Se a pessoa com deficiência gosta de si mesma e se valoriza, certamente ela avaliará cuidadosamente a pessoa com quem pretende se envolver. Isso é muito importante.

Quero ressaltar que assim como há devotees obsessivos e compulsivos, há também homens ou mulheres que não são devotees e têm a mesma doença.

Como disse no início do texto, há pouquíssima pesquisa sobre esse tema no Brasil. Entre os que conheço há o estudo da jornalista Lia Crespo.

Seria muito interessante se houvesse mais pesquisadores interessados nesse assunto tão pertinente.

Para finalizar, no meu entendimento, não podemos afirmar que todo devotee que sente atração física por uma pessoa com deficiência é um predador, insensível e perverso. Como também acredito que a palavra “devotee” não pode ser rotulada como algo pernicioso.

Tudo deve ser devidamente ponderado. Como tudo na vida, precisamos separar o joio do trigo.

E você, caro leitor, o que pensa a respeito disso tudo?
Fonte: Maria Izabel - Clube pós-pólio.

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