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As Pessoas com Deficiência e a Homossexualidade.

AS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA E A HOMOSSEXUALIDADE.


Já tem certa dificuldade para o pessoal entender que as pessoas com deficiência fazem amor, sexo, fica, transa etc. Tudo isso por causa daquele velho preconceito, que vem de séculos e que infelizmente ainda não morreu.

Posso dizer que melhorou sim, ainda bem, se não eu não estaria aqui escrevendo, mas estaria morta, pois teve uma época que matavam os imperfeitos. Ou também podia estar internada em um hospital, largada, babando, dopada de tanto remédio, sem identidade, esperando a morte.

Evoluímos, mas ainda muitos olham para as pessoas com deficiência, de um modo como se a gente não pudesse vivenciar certas coisas que qualquer outra pessoa sem deficiência vivi. Uma delas é o sexo, o desejo, o prazer e a escolha.

Mas que escolha?

Escolha sexual, ué!

Todo mundo não escolhe, ou sente desejo, eu não sei bem, se é escolha a palavra certa, porém qualquer pessoa pode sentir atração pelo outro. Esse outro pode ser do outro sexo, como também pode ser do mesmo sexo.

Vou te contar, as pessoas com deficiência também podem! A pessoa com deficiência tem sexualidade e se ela for homossexual, tem algum problema?

É uma opção dela, como é uma opção de cada um!

Eu aposto que você está pensando: “já não bastasse ter uma deficiência, também é homossexual?”

A sociedade precisa parar com este pensamento medíocre, preconceituoso, pequeno. O povo tem que olhar para o outro, com os mesmos olhos que gostaria que olhassem para você!

Isso se chama empatia!


Agora, falando francamente, qual é o problema de ser homossexual?

Qual o problema de a pessoa com deficiência fazer sexo?

Qual é o problema de alguém ter uma deficiência e ser homossexual?

Falei ali em cima, sobre empatia, hoje está mais difícil do pessoal ter, pois as pessoas estão muito egocêntricas, só pensam no próprio umbigo. E aí, fica difícil ter empatia, né?

No entanto, o respeito, temos obrigação de ter, porém estamos esquecendo ele!

E ele, é peça fundamental para vivermos em sociedade, somos diferentes e temos os mesmos direitos, não importa raça, cor, religião, classe social, se tem ou não alguma deficiência!

Então, por favor, vamos ter o mínimo, de respeito pelo próximo, pelo o outro, ele também é ser humano e tem necessidades semelhantes a sua, pensa nisso
Texto com participação de Carolina Câmara
Pessoas com Deficiência Também Transam.

PESSOAS COM DEFICIÊNCIA TAMBÉM TRANSAM.

Falar sobre sexualidade e deficiência é sempre um prazer e uma dor ao mesmo tempo. Digo isso porque eu sempre me alegro em poder informar as pessoas sobre o tema, do meu ponto de vista que, já aviso, não pretende falar sobre como todas as pessoas com deficiência se sentem, pois, somos uma minoria bem heterogênea. Não tenho a pretensão de ser porta-voz, eu falo de acordo com minha vivência.

Por outro lado, fico triste por ainda sentir que preciso começar do básico, esclarecendo coisas que já deveriam ser de conhecimento de todos e que não tem a ver somente com deficiência.

Começo dizendo que sim, pessoas com deficiência têm vida sexual. Parece óbvio, mas não é o que boa parte das pessoas pensam. E esse desconhecimento tem causado efeitos bem negativos nas nossas vidas.

Primeiro, porque na maioria das vezes uma pessoa com deficiência surge (seja porque nasceu assim ou a lesão se deu no decorrer da vida) num ambiente entre pessoas sem deficiência. É uma nova realidade para aquela família, que não necessariamente vivenciou aspectos relacionados à deficiência.

Então, se boa parte da sociedade não acredita que pessoas com deficiência fazem sexo, é muito provável que a família e até a própria pessoa com deficiência em algum momento acredite nessa mentira. E quando nós achamos que um assunto não nos diz respeito, não procuramos nos informar.

Se já existe uma dificuldade enorme de famílias conversarem sobre sexo com seus filhos, imaginem se existir a crença que não aquela pessoa não irá viver nada nesse sentido.

Pessoas com Deficiência Também Transam.

E é aí que milhares de adolescentes com deficiência ficam mais propensos a sofrerem abusos sexuais seja por estranhos ou até pelos responsáveis por seu cuidado.

Porque ainda tem mais esse aspecto, muitos de nós precisamos de cuidados pessoais dados por outros e estar atento ao próprio corpo, saber o que é aceitável ou não no que diz respeito ao toque, bem como saber limitar é algo que não se aprende com uma cartilha, de uma vez.

Passado esse primeiro momento, caso a deficiência tenha se dado já na vida adulta, saber que a vida sexual ainda é possível e tem vários novos aspectos é muito importante na reabilitação, na aceitação do novo funcionamento do seu corpo. É muito importante estar consciente de que nem tudo acabou ali, que uma vida com deficiência não é uma vida sem prazer.

Retirar o foco do sexo como algo padronizado, cheio de regras, permite que as pessoas possam exercer todos os seus desejos, respeitando suas capacidades. Tenha ela deficiência ou não. Abrir a cabeça para perceber que corpos diversos transam ajuda não só as pessoas com deficiência, mas pode auxiliar a quebrar prisões dentro do que as pessoas, em geral, acham que é esperado delas no sexo.

Ainda há um longo caminho até eu sentir que as pessoas veem, de verdade, pessoas com deficiência como donos de seu corpo e suas vontades, capazes de desfrutar e proporcionar uma vida sexual plena. E eu acho que só dá para encurtar o caminho com informação. Mas não basta eu, pessoa com deficiência falar, é preciso que as pessoas procurem saber de nossas capacidades, experimentando, no lugar de fazer uma sistemática negativa a tudo que é diverso, duvidando ainda que internamente.

A grande mentira de que pessoas com deficiência não têm vida sexual já foi dita tantas vezes que tomam como verdade, atravancando nosso caminho para uma vida sexual plena e feliz. Vamos colocar uma luz nessa verdade.

Texto: Mila Corrêa
Fonte: Comum.vc
O Acompanhante Sexual e o Terceiro Mundo.

O ACOMPANHANTE SEXUAL E O TERCEIRO MUNDO.

Vamos para mais um texto da série, enquanto isso no terceiro mundo e hoje, vamos falar sobre o acompanhante sexual, que em alguns países de primeiro mundo são aceitos.

Antes de começar a discutir isso, vou explicar o que é, pois aqui no terceiro mundo, poucas pessoas sabem que há no mundo pessoas que trabalham com sexo, ajudam quem tem alguma deficiência a sentir prazer.

Os acompanhantes sexuais, são enfermeiros, massagistas, terapeutas ou artistas.

Têm entre 35 e 55 anos e foram formados para satisfazer as necessidades sexuais de pessoas que têm uma deficiência física. É sim, uma tarefa delicada, porque a sexualidade da pessoa com deficiência é rejeitada pela sociedade e alvo de fortes preconceitos.

A gente vive falando isso aqui no blog.

A função do acompanhante sexual vai desde realizar massagem erótica e carícias, até a exibição de strip-tease ou mesmo a masturbação. O leque opções é enorme.

O objetivo é olhar para a sexualidade do sujeito, descobrir junto com ele, o que ele quer e deseja, onde e como tem mais prazer. "Cada assistente oferece com empatia e respeito e até um outro olhar sobre a vida e sobre si próprio. Como é um trabalho, tem um determinado preço que o profissional cobra.

E aí? O que você achou disso?

Como já disse, isso em países de primeiro mundo já é aceito.

Claro que teve gente que foi contra, no início, pois tem muita gente compara esse ato com o da prostituição, beleza, normal.

No entanto há coisas na vida, no mundo, que temos que debater, informar a sociedade, mostrar as diferenças e a importância desses profissionais, na vida de pessoas que por algum motivo, não pode sair para encontrar um parceiro, porém ele é igual a você, tem desejos, quer ter prazer, quer gozar!

Você não gosta? Você não faz sexo, você não sente falta? Você quando tem uma excelente noite, no dia seguinte, o mundo não fica mais colorido, você não fica rindo à toa?

Então, o sexo é importante na nossa vida, digo mais, ele é maravilhoso, mágico! Agora, por que privar um grupo de pessoas de viver isso?

Pedir a ajuda de assistentes sexuais é permitir cobrir um vazio, cuja existência até então era negada.

Para não ter dúvidas entre a prostituição e o acompanhante sexual, é que ao contrário da prostituição, o acompanhamento sexual para pessoas com deficiência só pode ser iniciado após um trabalho pontual de educação, orientado pelo respeito ao outro, pela ética e a escuta.

Os assistentes sexuais devem ser pessoas equilibradas, conscientes da sua própria sexualidade e não sentir desconforto com a deficiência. Além disso, eles devem manter outro trabalho a tempo parcial. Também é preciso informar os próximos da sua escolha profissional.

E aí, o que você me diz?

Vamos conversar, evoluir, sair do terceiro mundo, quebrar paradigmas que só atrapalham a vida de uma parcela da população?
Texto com participação de Carolina Câmara
PESSOA COM DEFICIÊNCIA NÃO FAZEM SEXO

PESSOA COM DEFICIÊNCIA NÃO FAZEM SEXO

Mais uma vez, vamos falar sobre sexo, prazer, desejo, sexualidade das pessoas com deficiência.

Eu especifiquei da pessoa com deficiência, simplesmente porque o povo acredita piamente, que quem tem uma deficiência, não tem desejo, vontade, excitação, por que não? Uma coisa tão boa, prazerosa e até fácil de fazer, pensando no lado prático da coisa, às vezes, diversos casais tem que se adaptar criar formas ou nem tem, mas querem usar a fantasia!!!

Deficiente é assexuado

Sexo é arte, livre, cada um, cada casal, faz do seu jeito, usando a imaginação, a fantasia, o pincel são os corpos, que seguem a dança, o traçado próprio. No sexo não há certo ou errado, não tem obstáculos, barreiras e nem deficiência.

O que tem no sexo é vontade, prazer, descarga elétrica, união, atração e amor, em alguns casos.

Então, eu, sinceramente, não sei por que o pessoal acha que a pessoa com deficiência não pode fazer essa arte: fazer sexo.

Pô, vamos pensar a pessoa com deficiência já não pode tanta coisa, ou pelas barreiras que a sociedade coloca, ou até mesmo pela própria deficiência, que realmente limita.

Como eu, a deficiência não permite que eu dirija, fato, não tem nada a ver com inclusão, preconceito, sociedade. Já o sexo? Eu posso, você pode, mas a sociedade criou o tabu, a lenda, o dilema, o sei lá o que, que a pessoa com deficiência não pode, não pensa, não tem sexualidade.

Deficiente não tem sexualidade

Que ignorância!

Você que está lendo este post agora, que não tem "nenhuma deficiência", qual é a sua relação com o sexo? Que lugar ele ocupa na sua vida?

Agora, tenta tirar o sexo da sua vida. Conseguiu? Ficou sem fôlego? Ficou estranho?

É, essa arte é gostosa, faz diferença na nossa vida! Claro que para uns mais que para outros, porém ele sempre está presente, não é mesmo?


Por isso vamos pegar essa afirmação, que criaram só para atrapalhar, ainda mais, a vida da pessoa com deficiência, e fazer picadinho dela e mandar para o espaço!

Deficientes não tem sexo

Vamos mostrar que o sexo é uma arte, livre, abstrata, que faz parte da vida do ser humano, nela não há preconceito, exclusão. Cada um faz o desenho, a dança, a escultura que quiser!

Reflita sobre isso e não reprima arte do outro, pelo contrário, ajude a explorar, mostre que ele também pode!

Agora se você tem alguma deficiência e estão te excluindo de ser um ser humano comum, explique, mostre, fale das suas necessidades, que não são muito diferentes da dele, que você também tem desejos, quer ter prazer, quer e pode vivenciar o sexo!

P.S.: Sexo é livre, mas tem que ser seguro! Use sempre camisinha.
Texto com participação de Carolina Câmara
OS FETICHES NO MUNDO DAS DEFICIÊNCIAS

OS FETICHES NO MUNDO DAS DEFICIÊNCIAS

Neste texto, vamos falar sobre algumas práticas sexuais, também conhecidas como fetiches, relacionadas à pessoa com deficiência com pessoas que não são deficientes, algo que poucos conhecem, pois como falamos muito aqui no blog, uma grande parte da sociedade acredita que a pessoa com deficiência é assexuada.

Então vamos lá!

Devotee: A pessoa que tem fetiche e atração sexual por pessoas com deficiência. Já conversamos sobre isso aqui no blog, lembra?

Documentário sobre devotees

Devoteísmo e deficiência, porque o assunto é tão complexo?

Devote é um mal necessário?

Pretender: Pessoa que é devotee que se sente estimulada sexualmente. Seu fetiche é quando simula ter uma deficiência, usando, em público ou privadamente, equipamentos como cadeira de rodas, muletas, bengalas, aparelhos ortopédicos etc.

Wannabe: Pessoa que é devotee, porém quer ter, de alguma forma, uma deficiência. Então ela é capaz de fazer uma automutilação. Aqui os comportamentos são impróprios ao corpo subjetivo e o corpo objetivo. Acontece quase unicamente, com homens e a aversão, normalmente são pelos membros inferiores.

Deficiência e fetiche

Esses são os tipos mais comuns de devotees, porém tem também homem que se sente atraído por mulheres com lesão medular espinhal.

Eles falam que a atração maior, é pela personalidade dessas mulheres, pois “tentam” viver o mais normal possível, isso as deixa muito mais atraentes, claro que primeiro, olham para a mulher, o corpo, a beleza e depois para a deficiência.

Têm outras pessoas que admiram o caráter da pessoa com deficiência, a forma como lutam, e reagem as adversidades da vida.

O novo, o diferente as vezes assusta

Este post é um texto, para a gente mostrar uma coisa que no geral a sociedade não conhece, eu mesma, não sei muito sobre o assunto, estou conhecendo com vocês.

Então vamos fazer uma pequena reflexão, para não deixar o assunto solto, afinal, é complexo.

Assusta né?

Eu confesso que fiquei assustada no início, quando comecei a pesquisar sobre o tema, mas depois refletindo, pensei comigo: “quase tudo que foge do padrão, assusta não é mesmo?”

Pessoas com deficiências e os devotees

E, além disso, tem a ver com sexo, aí lascou mais ainda! Para piorar, sexo, deficiência, atração, fetiche, desejo, tudo junto e misturado, fim do mundo!

Não gente, nada disso, calma!

Há no mundo pessoas com vários desejos, atrações diferentes, então não tem problema nenhum em encontrar por aí, sujeitos que se sentem atraídos por pessoas com deficiência...

Até porque a pessoa com deficiência não é um mostro, mas sim um ser humano, com a sua beleza. Então pronto, não tem nada de anormal sentir atração por alguém com deficiência!

O que de fato assusta, são pessoas, que por uma atração obsessiva, quer se mutilar, ter, de alguma forma, uma deficiência. Não gente, por favor, isso não rola.

Ter uma deficiência, não é a pior coisa da vida, no entanto está longe de ser legal, bom, maravilhoso, divertido!

Para encerrar, também não é legal, aquele sujeito que só quer a pessoa devido à sua deficiência.

Contudo, aqui cabe à pessoa com deficiência perceber e escolher se quer ou não o relacionamento.

Uma pergunta para você: “Conhece outros tipos de fetiches envolvendo pessoas com deficiência?”
Texto com participação de Carolina Câmara
Devotees São um Mal Necessário?

DEVOTEES SÃO UM MAL NECESSÁRIO?

Devotee é um mal necessário?

Para começar, vamos definir o que é Devotee? Afinal quase ninguém sabe, eu mesma, nunca soube que isto existia, fui conhecer, quando comecei a trabalhar com inclusão.

Quem são os Devotees?

Devotee é a pessoa que tem atração sexual por deficientes. Geralmente, a atração é por cadeirantes e amputados.

E aí eu pergunto: “Até que ponto, esse tipo de pessoa é bom para a vida das pessoas com deficiência?”

Pois sabemos todo o preconceito com relação à sexualidade das pessoas com deficiência, também tem todo aquele padrão de beleza, que já discutimos, onde não olham para as pessoas que fogem da curva, mas que são belas, lindas também.

Como tudo isso dificulta a vida amorosa e sexual da pessoa com deficiência, é um obstáculo que precisamos sempre ultrapassar.

Não Podemos Generalizar.

Acredito que há algumas pessoas devotees que tem sim atração e desejo, como qualquer um, que curti gente fora do padrão de beleza idealizado pela sociedade. Como têm homens e mulheres que sentem atração por pessoas muito altas ou muito baixas, muito gordas ou muito magras ou sentem atração pela pessoa do mesmo sexo.

Gosto é algo particular, não tem como julgar.

Devotees São um Mal Necessário?

No entanto há devotees que estão interessados, somente, em satisfazer seus prazeres, seus fetiches, suas obsessões. Esses indivíduos buscam só a deficiência do que a pessoa em si.

Aqui que é o “perigo”, pois esses casos são patológicos e tem que ser tratados. Então a própria pessoa com deficiência, deve ser cautelosa, a fim de evitar o envolvimento com essa pessoa, assim como qualquer pessoa, tem que tomar cuidado no início de relacionamento.

A pessoa tem que ser gostar, aceitar a si mesma e se valorizar e vai saber avaliar a pessoa com quem estar se envolvendo.

O que não pode acontecer é nos privarmos de conhecer pessoas que possam nos satisfazer emocionalmente, questionando se é ou não Devotee, que só esse tipo de pessoa que vai te querer.

Tudo isso é bobagem, como já falei ali em cima, a pessoa com deficiência, como qualquer outro sujeito, precisa conhecer a pessoa, de fato, procurar sentir se o parceiro está interessado em você ou em algo que você tem.

Os dois lados da vida

Tudo na vida tem os dois lados, o bom e o ruim. É sim interessante que haja pessoas com outros gostos, que veja a beleza real, fora dos padrões impostos, caso contrário o que ia ter de gente solteira, não apenas as com deficiência!

Outro lado é a patologia, a obsessão, o fetiche, que aí não é legal, a pessoa é, somente, um objeto, mas isso também acontece com pessoas sem deficiência, que são, literalmente, usadas.

O ponto é que temos que tomar cuidado, saber o que está fazendo e escolher, afinal têm muita gente que também gosta de ser usada, se acha um objeto, sem o menor valor!
Texto com contribuição de Carolina Câmara
Devoteismo e Deficiência - Por que um Assunto tão Complexo?

DEVOTEÍSMO E DEFICIÊNCIA - POR QUE UM ASSUNTO TÃO COMPLEXO?

Devoteísmo é um assunto complexo e controverso, no entanto, o debate é necessário.

Devoteísmo e Deficiência, Podem andar juntos?

É um tema pouco discutido e pesquisado, talvez por tratar-se de um assunto em que uma discussão poderia cair em uma areia movediça, pois é um tema cheio de incertezas.

Muitas pessoas nunca ouviram falar desse termo.

Devoteísmo e Deficiência - Assunto Polêmico!

Devotee ou devoto, segundo dicionário americano, significa aquele ardentemente é devotado a algo ou a um defensor entusiasta. No dicionário brasileiro significa aquele que denota devoção ou um admirador.

Dessa forma, penso que no campo da deficiência significa indivíduo ardentemente devotado ou defensor de pessoas com deficiência. Partindo dessa premissa, enquanto pessoa com deficiência, entendo que meus pais, irmãos, familiares e amigos são devotees. Se essas pessoas devotam um amor tão grande por mim e são defensores desse segmento da sociedade, logo são devotees.

Assim como devotees sentem amor paternal, maternal ou fraternal pela pessoa com deficiência, certamente eles também sentirão atração física ou paixão por essas mesmas pessoas. Então, entendo que meus ex-namorados sem deficiência são devotees.

A partir dessa linha de pensamento, concluo que felizmente há milhares de devotees no mundo, que há milhares de pessoas que sentem prazer em se relacionar ou conviver com as diferenças individuais, que há diversas pessoas que apreciam a diversidade humana e as singularidades de cada corpo.

Ao meu ver, devotees sentem atração e desejo como qualquer outra pessoa sente por alguém que esteja fora do padrão de beleza idealizado pela sociedade ou até mesmo por uma questão de dizer não ao conservadorismo. Assim como há homens ou mulheres que sentem atração por pessoas muito altas ou muito baixas, muito gordas ou muito magras ou sentem atração pela pessoa do mesmo sexo, há os devotees que sentem atração por pessoas com deficiência.

Acredito que cada pessoa é livre para fazer sua escolha.

Como há devotees interessados na pessoa com deficiência, com a intenção de um relacionamento efêmero ou duradouro, há também devotees interessados somente em satisfazer seus prazeres, seus fetiches, suas obsessões.

Esses indivíduos estão interessados mais na deficiência do que na pessoa, certamente são casos patológicos e precisam ser tratados.

Nesse caso a própria pessoa com deficiência deve ser cautelosa, a fim de evitar o envolvimento com essa pessoa. Se a pessoa com deficiência gosta de si mesma e se valoriza, certamente ela avaliará cuidadosamente a pessoa com quem pretende se envolver. Isso é muito importante.

Quero ressaltar que assim como há devotees obsessivos e compulsivos, há também homens ou mulheres que não são devotees e têm a mesma doença.

Como disse no início do texto, há pouquíssima pesquisa sobre esse tema no Brasil. Entre os que conheço há o estudo da jornalista Lia Crespo.

Seria muito interessante se houvesse mais pesquisadores interessados nesse assunto tão pertinente.

Para finalizar, no meu entendimento, não podemos afirmar que todo devotee que sente atração física por uma pessoa com deficiência é um predador, insensível e perverso. Como também acredito que a palavra “devotee” não pode ser rotulada como algo pernicioso.

Tudo deve ser devidamente ponderado. Como tudo na vida, precisamos separar o joio do trigo.

E você, caro leitor, o que pensa a respeito disso tudo?
Fonte: Maria Izabel - Clube pós-pólio.

Pessoas com Deficiência tem Direitos Sexuais Assegurados.

PESSOAS COM DEFICIÊNCIA TEM DIREITOS SEXUAIS ASSEGURADOS

Pessoas com deficiência têm seus direitos sexuais garantidos pelo Ministério da Saúde e pelo Fundo de População das Nações Unidas. Em 11 de outubro é celebrado o Dia da Pessoa com Deficiência Física, data importante para a promoção da inclusão e o extermínio do preconceito.

Segundo o Censo de 2010, o Brasil tinha, na data, em torno de 45 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência. O número representava, na época, quase um quarto do total de brasileiros.

Direitos sexuais dos portadores de deficiência

A psicóloga e docente da Universidade Feevale, Lisiane Machado de Oliveira Menegotto, explica que a pessoa com deficiência física enfrenta muitos obstáculos para o exercício da sua sexualidade, sendo o maior deles o preconceito social. Essa dificuldade de aceitação dos outros se baseia na ideia de que a limitação do corpo impediria o prazer sexual.

“Nessa perspectiva, a limitação imposta pela deficiência gera nas pessoas uma ideia de que a sexualidade deve ser barrada”, complementa. A psicóloga ainda diz que as concepções distorcidas sobre o desejo sexual e prazer permeiam o imaginário social, como se os portadores não desenvolvessem o desejo sexual ou estivessem proibidos de exercê-lo.

Lisiane crê que as maiores dificuldades enfrentadas pelas pessoas com deficiências sejam de ordem social. “O corpo impõe limitações, mas elas não são impedimentos” ressalta. Mas a especialista ressalta que a sexualidade como um todo é uma questão estigmatizada, um tabu, na sociedade.

“Quebrar os paradigmas no âmbito sexual é a única maneira de obter avanços nesse sentido”, explica.

Sexualidade das pessoas com deficiências mentais

No caso dos portadores de deficiência mental, a questão é ainda mais delicada. “Quando se trata de sexualidade no contexto da deficiência mental, os tabus sociais tornam-se ainda mais expressivos”, informa a psicóloga.

Adultos responsáveis e que convivem com portadores de deficiência mental tendem a exercer a inibição da sexualidade. Quem se encontra nessa situação pode permanecer a vida toda aprisionada numa eterna infância, não sendo dona de seu próprio corpo.

Lisiane explica que isso acontece pois há a suposição de que a pessoa com deficiência não seria capaz de se ocupar e se apropriar do próprio corpo e das sensações que ele pode sentir. A profissional ainda comenta que há muitos temores em relação a sexualidade de pessoas com necessidades especiais.

“Já ouvi mencionarem que elas são desprovidas de sexualidade e também já escutei que elas teriam essa necessidade fisiológica mais aguçada”, diz a psicóloga. Ela aponta que tais distorções estão no imaginário social e impregnam preconceitos.

O desconhecimento da causa leva ao distanciamento das pessoas com deficiências mentais do contexto da sexualidade. “Assim, não raro, a iniciação sexual de um jovem fica impedida, de modo que não há abertura para experimentação pelo excesso de tutela da família”, finaliza a especialista.
Fonte: Terra - Doutíssima
QUEM NAMORARIA UMA PESSOA COM DEFICIÊNCIA?

QUEM NAMORARIA UMA PESSOA COM DEFICIÊNCIA?

Ótimas perguntas:

Quem namoraria uma pessoa com deficiência?
Pessoa com deficiência namora?

Sei lá!

Ué, a sociedade acha que a pessoa com deficiência, é um ser invalido, um objeto e, claro, assexuado! Um ser digno de pena, coitado! Não vou aqui, nem falar da beleza, pois vou deixar para o outro post, porque merece e é abstrato para somente, citar aqui, requer uma reflexão.

Mas vamos lá para a questão, quem namoraria uma pessoa com deficiência?

Para muita gente, a resposta, é simples! Muito difícil, namorar uma pessoa com deficiência dá muito trabalho, dependendo da deficiência, é quase um enfermeiro, fora às questões que citei lá no início.

Não estou sendo irônica, tudo que falei, infelizmente, é verdade. No entanto, graças a Deus, os paradigmas estão caindo, devagar, mas estão. Então hoje. Já tem gente que olha para a pessoa com deficiência, como ela é um ser humano!

Um ser humano é cheio de qualidades, que pode atrair o outro e ser atraído. Paixão, amor, acontece porque somos atraídos pelas qualidades do outro, não é nada diferente na pessoa com deficiência, ela também tem as suas.

A pessoa com deficiência ama, como qualquer um!
A pessoa com deficiência ama ser amado, como qualquer um!
A pessoa com deficiência tem prazer, desejo, como qualquer um!
A pessoa com deficiência tem sexualidade, como qualquer um!

É possível sim, se apaixonar por uma pessoa com deficiência, ter como um parceiro para a vida. A deficiência não limita a pessoa a viver o amor, a paixão, a aventura, o prazer, o desejo, o sexo!

Quem namoraria uma pessoa com deficiência?

Qualquer um, que se apaixone que olhe além da deficiência!
Participação de Carolina Câmara

Documentário Sobre Devotees: “Uma Aleijada Bonita".

DOCUMENTÁRIO SOBRE DEVOTEES: "UMA ALEIJADA BONITA".

Emily Yates, consultora dos Jogos Paraolímpicos de 2016, ficou furiosa quando alguém escreveu um comentário na sua página de Facebook onde dizia que ela era "uma aleijada bonita." Depois de uma troca de post enfurecidos, a britânica, de 24 anos, descobriu uma comunidade de pessoas que têm fetiches por pessoas com deficiências e realizou um documentário.

Em Meet the Devotees: The People Turned on by Disability,que será emitido no canal BBC Three, Emily Yates entrevista pessoas deficientes que fazem pornografia e os chamados devotees, ou devotos em português, pessoas que só se excitam sexualmente com este tipo de filmes.

No filme, Emily Yates revela que entre o devotees estão também aqueles que se excitam só de ver as dificuldades que os deficientes enfrentam no dia-a-dia, os chamados "devsmaus". Segundo o The Independent, um vídeo colocado pela consultora a entrar no carro conseguiu 4 mil visualizações.

Uma das entrevistadas é Leah Caprice, uma trabalhadora do sexo que partiu a coluna e que usa uma cadeira de rodas. Leah Caprice deixa-se filmar a tira o soutien. "Eu queria mostrar que uma rapariga em cadeira de rodas a despir-se é tão sexy como uma rapariga que consegue andar a despir-se em público", diz a trabalhadora do sexo no documentário.

E aí pessoal o que você pensa a respeito?

Veja aqui a reportagem em vídeo e deixe seu comentário
Fonte: Tetraplégicos

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