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Mãe que perdeu filho para a Leucemia questiona a autoridade de Deus

Professora de Itapeva (SP), Angélica Campolim escreveu lembranças da doença do filho e fez reflexões sobre a morte dele, em 2015.

"Quando Deus não é suficiente" é o nome de um livro escrito por uma mãe que perdeu o filho caçula de 22 anos para a leucemia. Angélica Campolim, a escritora de Itapeva (SP), conta em mais de 50 capítulos momentos da doença do filho Júlio Campolim, além de reflexões após a morte do jovem, em 2015.

Mãe perde filho de 22 anos por leucemia e questiona fé em livro: 'Quando Deus não é suficiente'

No Dia das Mães, celebrado neste domingo (14), Angélica, ou Lica como é conhecida, se lembrará como é para uma mãe ver um filho morrer sem ter como impedir.

“Pagamos caro pelo melhor tratamento, pelos melhores médicos, eu fiz um transplante de medula óssea para o meu filho, mas mesmo assim não conseguimos salvá-lo. Digo que meu sofrimento foi ao quadrado, porque além da morte do filho eu perdi toda minha base religiosa”, desabafa a mãe de 55 anos.

Para Lica, que é cristã, despedida forçada do filho Júlio, quando ele ainda tinha 22 anos e se preparava para se tornar um arquiteto, mudou a forma como ela vê Deus.

“A gente traz desde a infância uma ideia de que o bem vence o mal, e que no final os heróis vencem, assim como nos filmes. E acabamos transportando essa ideia para a fé. A teologia da prosperidade [doutrina de dar algo a Deus para receber] vai além do dinheiro, dos bens materiais. 

A gente pensa que sendo bom e indo a igreja toda semana estamos blindados, mas não é assim que Deus age. Eu pensava assim, mas agora sou diferente.”

O livro foi escrito em cinco meses, entre setembro de 2016 e fevereiro deste ano. Ele não é organizado de forma cronológica, mas pela sequência de textos escritos pela professora de biologia.

“Foi uma forma de lidar com a morte. Lembro que quando criança e adolescente eu costumava escrever no diário. Eu começava os textos de forma confusa, com raiva ou decepcionada, e no fim deles eu estava conformada e resolvida. O mesmo aconteceu agora, veio com toda força essa dependência de me acalmar através das palavras”, ressalta.

"Tristemunho"

Com a ajuda de um amigo, que é editor de livros, Lica concluiu a obra que conta a história da morte de um jovem por leucemia do ponto de vista de uma mãe.

“Não planejei esse livro, ele aconteceu. Não quero impressionar ninguém. É um ‘tristemunho’. Fiz um texto de cada vez e quando perguntei ao meu amigo quando ele acabava, ele disse que eu sentiria. Ele disse que eu sentiria um vazio, e foi realmente isso que aconteceu quando, depois de mais um texto, senti que já tinha falado tudo o que tinha para falar.”

O livro será lançado em junho deste ano em duas datas: em Itapeva na Câmara, no dia 23, e em São Paulo (SP) no Hospital Alemão Oswaldo Cruz, no dia 24.

O dinheiro da venda no lançamento em São Paulo será revertido para a Associação da Medula Óssea (AMO) e dos livros vendidos em Itapeva ao Grupo Salva Vidas, entidade beneficente que atua na cidade. "Não sei ainda se vou vendê-los depois e como fazer isso", diz ela.

A luta de Júlio

Júlio teve câncer de leucemia em 2013, quando tinha 20 anos e morava em São Paulo, onde estudava o quarto ano de arquitetura. Os primeiros sinais foram inchaços na boca e virilha seguidos de uma forte gripe.

Mãe que perdeu filho para a Leucemia questiona a autoridade de Deus

Após semanas gripado, o rapaz foi ao hospital onde constataram a anomalia com a medula óssea.

Logo o pai e a mãe do rapaz passaram a dedicar todo tempo e dinheiro para recuperar o filho. O pai viajava todas as semanas de São Paulo a Itapeva, a cerca de 300 quilômetros, para trabalhar e ao mesmo tempo ficar com o filho. E Lica deixou o emprego para cuidar em tempo integral do filho. Durante o período, houve até campanha com famosos pelo estudante.

Após meses de tratamento para bloquear “o erro” que provocava a doença, Júlio enfim ficou apto para receber um transplante da mãe dele, que tinha 70% de compatibilidade. Os médicos captaram através do sangue de Lica o que era necessário para corrigir o organismo do jovem.

O transplante foi em fevereiro de 2014. “Achei que ele iria se curar, a compatibilidade era de 70% era uma boa chance. Além disso ele era jovem, forte”, lamenta.

Porém, devido ao processo de bloqueio, todo o sistema de imunização de Júlio foi afetado e ele contraiu um fungo nos pulmões.

Nesse período, ele precisava tomar duas doses diárias de sangue com plaquetas e glóbulos branco. O fungo no pulmão persistiu por anos, apesar dos vários remédios para impedi-lo, sendo a principal causa da morte do rapaz.

“Fizemos três exames após o transplante de medula. O primeiro deles apontou que a minha medula estava avançando no corpo dele. O segundo apontava que minha medula tinha corrigido o problema com a medula dele. E o terceiro, em 2015, mostrou que a doença estava voltando, porque minha medula estava regredindo. Conversamos com o médico que explicou que meu filho não suportaria um novo transplante, que seria fatal para ele. Meses depois, ele teve uma crise respiratória e foi internado no hospital. Depois de 15 dias ele não suportou mais. Ele morreu em junho daquele ano”, completa a mãe.

Nos últimos dois anos de vida do rapaz, enquanto lutava contra a leucemia, Júlio perdeu cerca de 30 quilos e não conseguiu concluir os estudos. Uma das últimas alegrias dele era poder assistir os jogos do Corinthians.

“Quando ele ganhou a camiseta assinada por todos os jogadores ele chorou de felicidade. Ele era muito fanático, não perdia uma partida do Corinthians. "

"Uma das coisas boas que lembro dele no hospital é quando ele chamava um enfermeiro fingindo ser um pedido só para não assistir o jogo sozinho, só para ter uma companhia por pelo menos alguns minutos”, relembra.

Hoje, Lica divide a saudade do filho com o marido Cláudio e as duas filhas Bianca e Paula. “Depois de passar pela doença e a perda de um filho, você acaba se transformando em uma nova pessoa”, reflete.
Fonte: G1
INSS é atacado por hackers e fica fora do ar

Um ataque de hackers ocorrido nesta sexta-feira em 74 países, inclusive o Brasil, levou à suspensão dos serviços nas agências do INSS no país. 

Segundo integrantes do governo, houve indícios de que o ataque cibernético poderia afetar o atendimento e, por isso, o Dataprev, órgão responsável pelo sistema de informática da Previdência Social, resolveu desligar o serviço.


Ataque cibernético mundial levou INSS a suspender atendimento no Brasil


Além da Previdência, empresas como Petrobras e Vivo, o Operador Nacional do Sistema Elétrico e o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) também foram atingidos.

No Rio de Janeiro, conforme informou uma fonte ligada ao órgão, todos os computadores da Previdência e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foram afetados pelo vírus e foram desligados. Os postos de atendimento foram 100% afetados pelo ciberataque e não estão funcionando.

Em nota, o INSS esclarece que os serviços nas agências foram suspensos nesta sexta-feira, após indícios de ciberataques na rede mundial de computadores. Os atendimentos marcados para esta data serão reagendados. "A Data de Entrada de Requerimento (DER) dos cidadãos agendados será resguardada", informou o órgão.

Outras páginas do governo federal na internet estão fora do ar. A página da Previdência Social e do Ministério do Trabalho, por exemplo, estão sem acesso. Os telefones do órgão também não funcionam no momento.

O ataque cibernético aos sistemas da Telefônica, na Espanha, nesta sexta-feira também atingiu a operação brasileira da empresa. Funcionários da companhia, dona da operadora Vivo, foram orientados a não ligarem seus computadores e não acessarem os e-mails pelo celular. 

Desde o meio da manhã, o escritório central da empresa, na zona sul de São Paulo, está praticamente sem atividade. Os serviços aos usuários estão normais.


O governo espanhol divulgou um comunicado em que informa sobre o ciberataque em várias empresas da Espanha. O banco BBVA e a seguradora Mapfre são outros que tiveram seus sistemas invadidos. No Brasil, porém, as operações estão normais. A empresa Portugal Telecom também informou que foi afetada pelo ataque dos hackers em sua sede.

A Petrobras foi na mesma linha e comunicou a os funcionários da empresa em todo país para que salvassem todos os trabalhos que estivessem realizando e desligassem os computadores (boot) por cerca de 15 minutos.

No Twitter, usuários relatam ataques no Tribunal de Justiça de São Vicente, em São Paulo. Além disso, o Ministério Público também foi atacado.

Ataque mundial

Diferentes empresas em todo o mundo registraram ataques. Os equipamentos de informática foram infectados com um vírus do tipo “ransomware”, que bloqueia os arquivos até o pagamento de um resgate. Há registro de computadores infectados em Espanha, Taiwan, Rússia, Portugal, Ucrânia, Turquia e Reino Unido, segundo informaram as companhias de segurança cibernética 21sec y Check-point ao jornal "El País".

No Reino Unido, o vírus fez entrar em colapso o Serviço Nacional de Saúde. Costin Raiu, diretor de pesquisa global e equipe de análise da Kaspersky Lab, uma empresa de segurança de computadores, publicou nas redes sociais que houve mais de 45.000 ataques em 74 países.

O Centro Criptológico Nacional (CCN), a divisão dos serviços espanhóis de inteligência encarregada da segurança das tecnologias da informação, assegurou que se trata de “um ataque em massa de ramsomware”, que afeta os “sistemas Windows cifrando todos seus arquivos e os das unidades de rede que estejam conectados”.
Fonte: Extra Digital
Mec ainda não Entende que o Autismo é uma realidade

O estudante autista, Wander Gonçalves da Silva Júnior, disse nesta quinta-feira (4), na Câmara, que o Ministério da Educação não está preparado para realizar provas adequadas para pessoas com o transtorno. Silva Júnior participou de debate realizado pela Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência para discutir os problemas enfrentados pelos autistas nas escolas.

Autistas reivindicam mais inclusão nas escolas

O autismo é um transtorno global do desenvolvimento que se caracteriza pelo comprometimento na socialização, nas habilidades de comunicação e no comportamento social. Os transtornos do espectro autista se manifestam em uma a cada 68 crianças.

“O MEC trata o transtorno do espectro autista como se ele não existisse”, disse o estudante, ao explicar que a lei assegura uma prova em formato pedagógico acessível, que se baseie no diagnóstico médico do estudante, para que assim seja feita uma avaliação adequada à sua condição biológica e à sua condição de fala na correção da redação. “Nem na prova objetiva, nem na prova dissertativa há respeito à legislação vigente”, criticou Silva Júnior.

A diretora de políticas de educação especial do MEC, Patrícia Neves Raposo, reconheceu que no caso dos autistas ainda há muito a ser feito, mas garantiu que o ministério tem trabalhado na inclusão de cada vez mais pessoas com deficiência no ensino regular. “Temos hoje um maior quantitativo de alunos do espectro autista incluídos em classes comuns do ensino regular com atendimento educacional especializado e com o apoio de programas e ações do Ministério da Educação”, afirmou.

Formação de professores

Por sua vez, a diretora de Ensino do Movimento Orgulho Autista do Brasil, Viviani Guimarães, lamentou que muitas vezes os alunos vão para as escolas, mas por falta de formação dos professores e de estrutura da escola, não participam das atividades da turma.

A deputada Carmen Zanotto (PPS-SC) afirmou que a comissão vai enviar um pedido de esclarecimento ao MEC para apurar se as mudanças previstas na lei estão sendo implementadas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e nas escolas. “Nós temos legislações avançadas neste tema, mas ainda não temos a garantia para que os familiares das pessoas com autismo tenham o direito de escolher uma escola regular para seus filhos frequentarem ou até mesmo a universidade, a partir dos programas do governo federal.”
Fonte: Conews
Doença de Alzheimer é influenciada pela baixa qualidade na alimentação

A doença de Alzheimer é uma patologia do foro neurológico classificada como um transtorno mental e comportamental, que se trata da forma mais comum de demência, representando entre 50% a 70% de todos os casos desta doença.

Com o decorrer do tempo, as células nervosas do cérebro vão sofrendo uma redução de tamanho e número e, surge uma deterioração global, progressiva e irreversível no funcionamento cognitivo (memória, compreensão, cálculo, capacidade de aprendizagem, concentração, linguagem, pensamento), bem como no funcionamento motor, emocional e comportamental, afetando várias funções ou capacidades, que influenciam a rotina diária.

Embora existam fatores de risco impossíveis de alterar (idade e genética), muitos outros podem ser modificados e reeducados, como é o caso do consumo excessivo de álcool, da inatividade física e da alimentação desequilibrada que, consequentemente, levam a outros problemas de saúde (obesidade, diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares).

Com a progressão da doença, aumenta o risco de desnutrição proteico-energética e surgem défices nutricionais, nomeadamente de vitaminas A, C, D, E, K, B12, B6, ácido fólico, selénio e ácidos gordos ómega 3. Nestes casos, ainda não existe evidência científica suficiente que confirme a suplementação destes micronutrientes no tratamento da doença, sendo apenas recomendado que as doses diárias recomendadas sejam atingidas.


Deste modo, adotar um padrão alimentar saudável, praticar exercício físico com regularidade e dormir cerca de 7 a 8 horas por noite, parece ser a melhor estratégia para a prevenção e/ou progressão da doença de Alzheimer:

  • Consumir fruta e hortícolas ricos em antioxidantes, diariamente;
  • Preferir o consumo de gorduras insaturadas em detrimento das gorduras saturadas, diminuindo o consumo de carnes vermelhas e processadas, por exemplo;
  • Aumentar a ingestão de peixe, principalmente de peixes gordos;
  • Ingerir, pelo menos, cerca de 1 a 1,5L de água por dia;
  • Consumir frutos oleaginosos;
  • Dar preferência aos óleos vegetais;
  • Limitar o consumo de alimentos ricos em cobre e alumínio;
  • Incluir as leguminosas e os cereais integrais na alimentação;
  • Moderar o consumo de álcool.

No decorrer da instalação desta patologia, a alimentação é uma necessidade humana básica que pode vir a ser afetada, uma vez que surgem alterações na mastigação, problemas de deglutição (que podem levar a aspirações de alimentos nos pulmões), falta de apetite e, consequente, perda de peso.

Esta falta de apetite poderá surgir devido a problemas orais (próteses dentárias inadequadas e/ou falta de dentes); ao hipotálamo (responsável pelo apetite) se tornar disfuncional; a alterações na visão, no olfato e no paladar e/ou boca seca, tornando a comida menos apetitosa e a deglutição mais difícil; a algumas doenças crónicas e alguns medicamentos; à perda de memória e orientação no tempo, esquecendo-se de cozinhar e de se alimentar; à frequência de ambientes novos e não familiares (agitação e confusão); a distrações durante a refeição (barulho e muita confusão); a alimentos pouco atrativos, repetição de pratos e maus odores; e, à prática inadequada do cuidador (pressão, exigência e irritabilidade).


Por outro lado, é bastante comum o doente queixar-se que tem vontade de comer em intervalos curtos e/ou em grande quantidade, devido à perda de memória, à falta de orientação temporal e a alterações de saciedade. Importa salientar que o ganho de peso acarreta outros riscos para a saúde e a ingestão excessiva de alimentos pode causar desconfortos abdominais.

No tratamento da doença de Alzheimer, é fundamental a intervenção de uma equipe multidisciplinar que assegure o bem-estar físico do doente, sem esquecer o papel essencial do cuidador no dia-a-dia dos doentes. Aqui, o nutricionista tem como principais funções avaliar o risco e/ou estado nutricional dos doentes e adaptar a dieta segundo a sua consistência, tendo em conta que cada caso deve ser tratado de forma individual, principalmente porque os problemas alimentares são temporários e podem mudar à medida que a doença se agrava.
Fonte: Bairrada Informação
Dores diversas – Médico especialista ensina a diminuir suas consequências

DORES DIVERSAS – MÉDICO ESPECIALISTA ENSINA A DIMINUIR AS CONSEQUÊNCIAS

Rodrigo de Almeida Prado é médico graduado pela UFPR (Universidade Federal do Paraná). Tem título de especialista em fisiatria pela FMUSP, com área de atuação em dor. Nesta entrevista, esclarece um pouco sobre a dor e como tentar aliviar seus sintomas.

Os segredos para aliviar a dor

Médico fisiatra destaca 'arsenal' de tratamentos

O que faz o médico fisiatra?
O médico fisiatra acaba sendo um profissional voltado para a reabilitação intervencionista em diversas doenças, as quais cursam em sua maioria com o problema de dor.

Atua em doenças que acometem a coluna vertebral, como por exemplo, quadros de artroses vertebrais (desgastes nas vértebras), hérnias de discos na coluna, paralisia em membros, como nos casos de hemiplegias pós acidentes vasculares cerebrais, paralisias cerebrais, dores na região posterior do pescoço, dores nas costas, fibromialgias, amputações de membros com neuromas dolorosos, seja na fase de pré colocação da prótese como na fase de acompanhamento, quando o paciente já está usando a prótese, problemas de inflamações nos tendões, etc...
   
Quais os problemas mais frequentemente tratados em seu consultório?
Temos os quadros de hérnias de disco com repercussões clínicas, osteoartroses de coluna vertebral, radiculopatias em membros (doenças que acometem os nervos emergentes da coluna vertebral) sejam por hérnias de disco ou por instabilidades vertebrais, osteoartroses em joelhos e quadris, assim como, casos de fibromialgia.

Casos de crianças com quadros de paralisias cerebrais, sejam hemiplégicas, tetraplégicas ou paraplégicas, como também casos de sequelas de AVC (Acidente Vascular Cerebral / "Derrame"), perfazem um grande volume de atendimento em meu consultório.

Muitos casos de sequelas de AVC - Acidente Vascular Cerebral (Conhecido por "derrame") cursam com quadros de "dores centrais", que são aquelas oriundas de disfunções do sistema nervoso central, o que levam a grandes incapacidades para as atividades de vida diária aos pacientes.

Além disto um grande problema nestes casos, como nos casos de paralisia cerebral, são os decorrentes da rigidez dos membros que são acometidos, ou seja, na dependência do tipo do AVC e da paralisia cerebral, os pacientes apresentam quadros de "rigidez em membros" onde o médico fisiatra atua de forma intervencionista e reabilitadora.


É possível prevenir o aparecimento destes tipos de problemas, com exceção daqueles que são oriundos de traumas ou outras doenças?
Sim, o médico fisiatra tem uma visão preventiva. Em muitos casos, quando se consegue controlar as dores decorrentes de lesões por trauma ou não, a prevenção volta-se em não incapacitar o paciente para suas atividades de vida diária, como também, na prevenção de deformidades osteomioarticulares (retrações musculares levando a deformidades osteoarticulares em membros), possibilitando melhoras na qualidade de vida aos pacientes.

Quais os métodos utilizados para tratar estas lesões?
O médico fisiatra tem um arsenal muito vasto de tratamentos, por exemplo, os tratamentos em eletroestimulações seriadas (visam estimular cadeias de grupos neuromusculares) onde associado a procedimentos intervencionistas para controles das dores e dos quadros de rigidez muscular, proporcionam em muitos casos, melhoras as atividades de vida diária aos pacientes.
   
Como difere o tratamento realizado na reabilitação pelo fisiatra do realizado pelo fisioterapeuta?
Tratamentos realizados por médicos fisiatras, voltam-se em muitos casos para procedimentos intervencionistas. Como exemplo, temos os tratamentos com bloqueios neuromusculares com uso de toxina botulínica em membros para os casos de rigidez em membros, principalmente para os casos de paralisia cerebral e de paciente que tiveram AVC, onde pela eletroestimulação guiada por eletrodos, realiza-se os referidos bloqueios neuromusculares nos pacientes, proporcionando melhoras importantes, inclusive, nas condições para o fisioterapeuta atuar.
   
Como funciona o acompanhamento (consulta) realizado pelo médico fisiatra?
Os acompanhamentos realizados por médicos fisiatras, começam por uma consulta pormenorizada, onde são avaliadas as queixas dos pacientes. Saber o tipo e a classificação da dor é de fundamental importância nesta avaliação inicial.

Temos quadros de dores de origem neuropáticas (nervos, plexos, sistema nervoso central, etc...) e aquelas oriundas de compressões neuropáticas decorrentes de hérnias de disco na coluna vertebral, outras de caráter nociceptivo e mecânico (como nos casos de osteoartrose em coluna vertebral), síndromes de dores complexas regionais, dores fantasmas, dores por desaferentações, etc...

Associado a isto, faz-se um histórico dos fatores causais e de melhoras e pioras dos quadros álgicos, assim como, o que isto traz de limitações para as atividades de vida diária em cada paciente, direcionando-se terapeuticamente os recursos necessários ao tratamento individualizado de cada caso em questão.

Nos casos de AVC, são levantados os diversos aspectos clínicos, no que tange a rigidez em membros, coordenações motoras, equilíbrio, funções mentais superiores e cognitivas, fonação, assim como, a capacidade de cada paciente voltada para seus potenciais clínicos quanto a força muscular, sensibilidades, capacidades de coordenações de movimentos, etc.


Quanto a crianças com quadros de paralisia cerebral, torna-se de fundamental importância sua classificação no contexto clínico/funcional, ou seja, o que a criança ou adolescente apresenta de limitações clínicas que impedem seu desenvolvimento neuropsicomotor.

Quadros de amputações em membros, enfatiza-se a etiologia da amputação, assim como o quadro clínico do paciente, onde envolve-se retrações musculares em cotos de amputações, neuromas dolorosos no local da amputação, assim como quadros de "dor fantasma" direcionando-se uma conduta terapêutica, seja clínica para o tratamento da dor, seja para adquirir melhores potenciais as atividades de vida diária, assim como, prescrever as protetizações adequadas para cada caso em questão.
   
Como é a aceitação dos tratamentos, já que a fisiatria usa, dentre outros, a acupuntura, por exemplo?
A associação dos tratamentos médicos fisiátricos à acupuntura torna-se uma grande arma no tratamento de dor, assim como de diversas patologias.
   
Qual a principal queixa desses pacientes de acordo com a faixa etária?
As principais queixas, independente da faixa etária, são devido a dor. Dor não tem idade, onde observamos que crianças com paralisias cerebrais podem cursar com dores centrais e nociceptivas em membros. Quadro de AVC apresentam-se com maiores incidências de dores por desaferentações do tipo neuropáticas. Dor não tem idade!
   
Quais conselhos podem ser seguidos, no dia a dia, para evitar as lombalgias, por exemplo, que são uma das dores mais frequentes em toda a população de qualquer faixa etária?
Sem dúvida, uma grande parte de meu atendimento em dor, volta-se para quadros de lombalgias e cervicalgias. Aconselho que as pessoas tenham cuidados posturais em suas atividades do dia a dia, assim como as profissionais, lembrando sempre que a atividade física bem direcionada e individualizada, também tem um fator preventivo importante nestes casos de lombalgias e cervicalgias.
   
É possível viver sem dor?
O médico fisiatra volta-se mais a quadros crônicos de dor, onde na maioria dos casos tem-se uma formação de "memória da dor" através do sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal), onde a dor poderá ser controlada, seja por meios terapêuticos, como também por fatores de prevenções ergonômico posturais, visando-se sobrecargas mecânicas osteomusculares, como também prevenindo maiores incapacidades e limitações para as atividades de vida diária as pessoas.

Fonte: Folha da Região
Trânsito Brasileiro é o maior causador de deficiências

TRÂNSITO BRASILEIRO É O MAIOR CAUSADOR DE DEFICIÊNCIAS

Campanha 'Maio Amarelo' promove a reflexão sobre guiar com prudência e convida para experiências de pessoas com deficiência nas ruas.

Metade das pessoas atendidas na Rede Lucy Montoro que sofreram acidentes de trânsito no ano passado ficaram paraplégicas ou tetraplégicas, e quase 30% tiveram um membro amputado. Os números foram divulgados pela instituição, que participa da 4ª Semana Global da Segurança Viária, iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), entre os dias 8 e 14 de maio.



Acidentes de trânsito e pessoas com deficiência

“As consequências não são apenas para o acidentado. Muitas vezes, a deficiência severa pede que alguém da família se dedique ao parente por tempo integral”, diz o médico fisiatra Daniel Rubio.

Em São Paulo, durante todo este mês a campanha ‘Maio Amarelo’ alerta poder público e sociedade civil sobre o comportamento agressivo no trânsito.

O movimento percorre o mundo para incentivar a discussão de medidas efetivas de redução de mortos e feridos no trânsito.

Ações da Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes e da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência convidam à reflexão e à participação nas ‘Ações Educativas de Travessia – Acessibilidade e Inclusão’. Pedestres conhecem a experiência real de pessoas com deficiência, como atravessar as ruas com cadeira de rodas ou com os olhos vendados.


Em maio de 2011, a Organização das Nações Unidas (ONU) definiu o período de 2011 a 2020 como a ‘Década de Ações para a Segurança no Trânsito’ e o movimento #MaioAmarelo adota a cor do semáforo que significa atenção.

Em 2015, o governo de SP lançou o ‘Movimento Paulista de Segurança no Trânsito’.

O comitê gestor é coordenado pela Secretaria de Governo e, além da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, é composto por mais sete Secretarias de Estado: Casa Civil, Segurança Pública, Logística e Transportes, Saúde, Educação, Transportes Metropolitanos, Planejamento e Gestão, responsáveis por construir um conjunto de políticas públicas para redução de vítimas de acidentes de trânsito no estado.
Fonte: Estadão
Atriz Claudia Rodrigues mora em clínica após descoberta de esclerose múltipla

ATRIZ CLAUDIA RODRIGUES MORA EM CLINICA APÓS DESCOBERTA DE ESCLEROSE MÚLTIPLA

Claudia Rodrigues descobriu que estava com esclerose múltipla em 2000 e, desde então, vem ultrapassando desafios para superar a doença. A atriz de 46 anos se submeteu a tratamentos à base de remédios com efeitos colaterais até que decidiu fazer um transplante de células-tronco.

Claudia Rodrigues mora em clínica com a filha e fala sobre a doença

Em entrevista à Ana Maria, Claudia contou que atualmente vive na clínica Cevisa, no interior de São Paulo. "É um local maravilhoso, agitado. Acordo todos os dias às 6 horas da manhã e começo as atividades. Faço fisioterapia, hidroginástica, pilates, massagens... É uma rotina puxada! Mas vou feliz da vida, superanimada", revelou a atriz.

Claudia atualmente mora na clínica com a filha, de 14 anos. "A Iza mora comigo na clínica. Ela está amando o interior! Isso me surpreendeu, pois não sabia se uma carioca da gema gostaria da mudança... Ela fica superempolgada ao ver a mãe melhorando. Tem sido parceira, me apoiado em tudo... Nós vamos estrear uma peça juntas. Ela tem talento para a comédia, está na veia. Nós não vivemos uma sem a outra", contou.

A atriz também comentou sobre a experiência de ter realizado o transplante de células-tronco e sobre o processo de recuperação. "Triste, muita solidão. Rezava todos os dias, pois sabia que passaria. Sou animada e não podia fazer nada, ficava muito tempo parada".

Fonte: Notícias ao Minuto
CONGRESSO INTERNACIONAL SOBRE INCLUSÃO SOCIAL ACONTECERÁ NO BRASIL

CONGRESSO INTERNACIONAL SOBRE INCLUSÃO SOCIAL ACONTECERÁ NO BRASIL

Com foco em despertar a sociedade para os direitos da pessoa com deficiência, o I Congresso Internacional Inclusion receberá cerca de 900 participantes

“Quando falamos de Inclusão social estamos falando de algo muito maior do que simplesmente aceitar diferenças. Estamos falando de ofertas de oportunidades eficazes, deixando justas as oportunidades e diminuindo qualquer barreira física ou atitudinal ”, avalia a idealizadora do I Congresso Internacional Inclusion, a alagoana Emília Gama, a Assistente Social, Mestranda em Educação, coordenadora nacional do Instituto Nacional de Ensino e Pesquisa – INESP.

Alagoana realiza o primeiro congresso internacional sobre inclusão do país

Marcado para os dias 19 e 20 de maio próximo, no hotel Armação Convention Center, localizado em Porto de Galinhas, Pernambuco, o evento reunirá expoentes da inclusão do Brasil e do mundo. Com a previsão de receber 900 pessoas de diversos países, o congresso contará com oficinas, cursos, painéis e mesas redondas. 

Tem como objetivo disseminar conhecimentos para as demandas das pessoas com deficiência e articular um debate com a sociedade, gestores públicos, grupos organizados e os interessados quanto à acessibilidade, empregabilidade, empreendedorismo, tecnologias assistivas, reabilitação e inclusão social desse segmento.


Sob o tema “Deficiência Intelectual, Auditiva, Visual, Motora e as Perspectivas da Tecnologia Assistiva”, o congresso acontece a partir de uma visão multidisciplinar transdisciplinar, trazendo para o centro do debate conhecimentos, produtos e serviços do universo da Inclusão, frutos da Ciência, Tecnologia e Inovação. 

Frente aos novos desafios propostos pela Lei Brasileira da Inclusão, sancionada em 2015, e a Convenção da ONU, já são observadas, principalmente na última década, mudanças marcantes de paradigmas. “Há um maior rigor metodológico e científico nas pesquisas realizadas, desenvolvimento de novas estratégias e janelas de atuação no campo da Inclusão e maior produção de conhecimento teórico e prático, beneficiando os indivíduos com deficiências”, ajuíza Emília Gama.

Palestrantes

Com um time que pretende apresentar os direitos das pessoas com deficiência e cases de sucesso, além de dividir experiências, as palestras do Inclusion certamente irão mudar realidades. Nomes como Inez Scallon do Internacional Inclusion representante da ONU, fará a palestra de abertura: “CIF e Convenção da ONU: compreendendo as interfaces para compreender os direitos”.


Marta Gil, responsável pela elaboração da Metodologia SESI/SENAI de Gestão da Inclusão na Indústria e Flávia Cortinovis, idealizadora do projeto Beleza em todas as suas formas no Brasil e no exterior em parceria com a Alfaparf Group, participam de uma mesa redonda.

Com o tema “Educador, Você Está Preparado Para a Educação Inclusiva?”, o educador espanhol Miguel Lopez fará uma abordagem dirigida aos professores. O empreendedor social, escritor e diretor do filme e projeto Cromossomo 21, Alex Duarte, abordará “Gestão emocional: Suas emoções a seu favor”. “Cuidando do Cuidador” será o tema discorrido por Mônica Xavier, capacitada pelo Massachusetts Down Syndrome Congress, tem especialização em acolhimento de famílias que recebem um bebê em situação de vulnerabilidade física. 

A mesa redonda “Turismo Acessível e Lucrativo”, será o tema de Mosana Cavalcanti (autora do projeto Praia sem Barreiras) e Bruno Ribeiro (Primeiro Down turismólogo do país).

A “Casa Adaptada - Acessibilidade e Autonomia” será um dos grandes temas do evento, participam Flávia Poppe, Doutora em Administração Pública na Universidade de Buenos Aires e Hamilton Oliveira, Tetraplégico C6/C7, que falará como alcançou sua independência, tornando-se ativista e empreendedor. Outras oficinas e palestras acontecerão simultaneamente, o evento será encerrado com o Luau acessível.

Fonte: Tribuna Hoje
TOP MODEL SUPERA DEFICIÊNCIA AUDITIVA E FAZ VÍDEOS DE DANÇA

TOP MODEL SUPERA DEFICIÊNCIA AUDITIVA E FAZ VÍDEOS DE DANÇA

A MODELO BRENDA COSTA ENSINA SEU RITMO

A história da modelo brasileira Brenda Costa (32) poderia ser um filme.

Ela nasceu surda, sofreu preconceito, lutou para conseguir falar, venceu no mundo da moda, casou com um bilionário inglês e teve dois filhos lindos. “A melhor terapia é viver”, diz.

Mas, mesmo sentindo-se realizada, Brenda não quer saber de final feliz por enquanto. Mais uma vez, ela é exemplo de superação provando que, mesmo com a sua deficiência, é possível dançar com ritmo, por meio da campanha #espiritolatino. “Vou divulgar através de vídeos a música latina e mostrar o poder do nosso povo que tem garra, que tem fé e que se reinventa”, festeja Brenda, no Gran Meliá Rio, em temporada no Brasil.

Casada há 10 anos com o inglês Karim Al-Fayed (33), que também é deficiente auditivo, cuja família fez fortuna com a loja Harrods, na Inglaterra, e hoje possui o time de futebol Fulham FC e o Hotel Ritz, de Paris, a top mora em Londres com os filhos, Antonia (9) e Gabriel Antonio (2), e atualmente, além dos vídeos de dança, tem contrato com uma multinacional de cosméticos e está escrevendo seu segundo livro.

Ela já publicou a biografia Bela do Silêncio. “Quero acabar com o preconceito. Quando você tem coragem, chega onde quiser”, reforça Brenda que, em 2006, fez cirurgia de implante coclear, dispositivo eletrônico colocado no cérebro para auxiliar a audição.

Onze anos após a cirurgia, como está a vida?

Estou falando tão melhor que dou palestras incentivada por meu assessor, Abidon Kaifatch. Também consigo ter ritmo para dançar, sinto mais as batidas.

Existiu uma preocupação da sua parte de as crianças herdarem a deficiência auditiva?

Sim, claro. Mas nasceram superbem. Porém, se fosse ao contrário, iriam superar como aconteceu comigo. Minha mãe, Fátima Alves, sempre trabalhou muito para que eu fizesse terapia da fala, fono, fiz escolas normais, estudei moda. Antes de casar, já tinha dado um apartamento para ela.

Antonia e Gabriel compreendem a sua deficiência?

A natureza é sábia. A mais velha, antes de um aninho, não chorava. Ela me cutucava quando queria algo. Mais crescida, me avisava quando a campainha tocava. E agora virou uma superirmã.

Como o marido reagiu aos seus vídeos de dança?

Depois que tive nossa filha, Karim não queria que eu fizesse mais campanhas de biquíni. Acabei fazendo, mas depois pensei que tinha que respeitá-lo, pois ficava chateado. Porém, após o nascimento do Gabriel, me deixou mais à vontade. É meu maior fã.

Como a cultura brasileira é presente em casa?

Falamos português em família. Voltamos para cá com certa frequência, inclusive fizemos o aniversário do Gabriel aqui esses dias. E minha mãe vai para Inglaterra nos ver, fazer feijão, brigadeiro...

Pretende ter mais filhos?

Pode ser que adotemos.

Fonte: Caras

PROGRAMAS SOCIAIS: GOVERNO RECADASTRA BENEFICIÁRIOS PARA EVITAR FRAUDES

O Ministério do Desenvolvimento Social iniciou o processo de recadastramento de 11 milhões de famílias do Cadastro Único para os programas sociais.Serão convocadas as famílias que estão há mais de dois anos sem atualizar o cadastro.

A coordenadora do Ministério de Desenvolvimento Social, Ana Gabriela Sambiase, afirma que as famílias que apresentarem divergências nas informações de renda também devem se recadastrar.

PROGRAMAS SOCIAIS: GOVERNO RECADASTRA BENEFICIÁRIOS PARA EVITAR FRAUDES

Governo convoca usuários de programas sociais para recadastramento

O recadastramento também pode evitar fraudes. Segundo o ministério, hoje são 27 milhões de famílias cadastradas no governo e que o número de fraudes não chega a 3% do total.

Cerca de quatro milhões de famílias convocadas são beneficiárias do bolsa família. O Cadastro Único também dá acesso há mais de 20 programas sociais, como o Benefício de Prestação Continuada, a tarifa especial de energia elétrica, o ENEM e o Minha Casa e Minha Vida.

A convocação para o recadastramento do Cadastro Único será realizada de forma escalonada, para não sobrecarregar as prefeituras.

As famílias serão informadas por cartas ou no extrato bancário do bolsa família. Mas também podem procurar a qualquer momento os postos de atualização nas prefeituras.

Fonte: EBC
PERDA AUDITIVA COMPROMETE DESENVOLVIMENTO EMOCIONAL

PERDA AUDITIVA COMPROMETE DESENVOLVIMENTO EMOCIONAL

Perda auditiva pode afetar até desenvolvimento emocional da criança

Especialistas afirmam que a deficiência pode ser confundida com dificuldade de aprendizagem

Criança que não ouve não aprende a falar.

As pessoas que nascem com perda auditiva têm dificuldades para aprender a dizer as frases porque não ouvem bem as vozes de seus interlocutores e não podem imitar corretamente, como exige o aprendizado da fala.

Eles também não podem ouvir a própria voz e, portanto, são incapazes de pronunciar com clareza. Mas a perda auditiva tem efeitos ainda mais devastadores no desenvolvimento das crianças, segundo a presidente da ABA (Academia Brasileira de Audiologia), Katia Alvarenga.

— Nas crianças, a perda de audição interfere no desenvolvimento de fala e linguagem, bem como no desempenho escolar, levando a baixa autoestima, repetência, exclusão e abandono escolar. Existem casos de crianças que foram identificadas com déficit de atenção, quando na verdade possuíam deficiência auditiva.

Dados da OMS apontam que aproximadamente 32 milhões de crianças, no mundo inteiro, possuem algum tipo de deficiência auditiva, sendo que 40% dos casos ocorre devido problemas genéticos e 31% por infecções como sarampo, rubéola e meningite. 

No Brasil, segundo dados do Censo de 2010 realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), estima-se que um milhão (dos 9,7 milhões de pessoas que têm deficiência auditiva) são jovens de até 19 anos. Estima-se que 3 em cada 1000 crianças sofram com algum tipo de perda auditiva, afirma Katia.

De acordo com a presidente da Gatanu (Grupo de Apoio à Triagem Auditiva Neonatal), a fonoaudióloga Elaine Soares, assim que o bebê nasce, ele está pronto para adquirir a capacidade de escutar porque o sistema auditivo já está desenvolvido.

Percepções auditivas muito simples são possíveis logo após o nascimento e, às vezes, até antes. O bebê percebe falas rápidas e já conseguem se divertir com música. Mas há diferença entre ouvir e escutar. Os sons entram pelo aparelho auditivo e precisam fazer sentido, ter significado.

— Quando a estimulação auditiva não existe isso vai muito além de prejudicar apenas a fala. Temos que pensar na linguagem como algo mais complexo. Habilidades são adquiridas, conceitos, o desenvolvimento intelectual e emocional da criança porque houve falhas na formação de conexões cerebrais. 

Esse é um período importante de maturação. O cérebro de uma criança que não teve essa estimulação auditiva será diferente, principalmente no 1º ano de vida. A criança tem que aprender a linguagem oral porque o mundo é falado.

Elaine ainda afirma que a perda auditiva é uma das deficiências mais comuns e que a maioria dos casos pode ser prevenida.


A capacidade auditiva das crianças, incluindo recém-nascidos, pode ser avaliada por meio de exames, como o PEATE (Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico) e o EOA (Emissão Otoacústica). Os dois procedimentos podem ser realizados logo após o nascimento.

Segundo Elaine, com os testes dos exames, é possível detectar o grau de perda auditiva da criança e o médico indica as formas de tratamento mais adequadas. Entre dois e três dias após o nascimento, a criança passa pela Triagem Auditiva Neonatal, conhecida como Teste da Orelhinha, que é obrigatória em todo o País desde 1992.

— Os testes também podem ser repetidos ao longo dos anos para avaliar a evolução a audição. A lei garante a triagem, que tornou o diagnóstico mais precoce. Mas fazer a triagem e não fazer o tratamento não é o suficiente.

A diretora da Sonova e fonoaudióloga, Michelle Alvarenga, conta que a obrigatoriedade da triagem, muitos problemas auditivos eram descobertos em crianças apenas na fase escolar.

— Era comum pegar criança na época da escola, na fase de alfabetização, sem o letramento adequado porque não ouvia direito. Há casos de pessoas que só descobrem a perda auditiva já na universidade e descobre que aquela dificuldade de aprendizagem na verdade era perda auditiva não diagnosticada.

O ideal seria fazer teste de audição e visão em todos. A dificuldade visual é mais evidente porque a criança se queixa de que não está enxergando a lousa direito e chama mais a atenção do adulto. Mas com a audição isso ainda não acontece.
Fonte: R7
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