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Pessoas com Deficiência: Como se Comportar em uma Entrevista de Emprego?

Pessoas com Deficiência: Como se Comportar em uma Entrevista de Emprego?


A entrevista de emprego é o momento terminante, para obter aquela vaga ou não. Aqui, você é minuciosamente avaliado e todos os seus comportamentos são observados.

O básico em uma entrevista de emprego não é muito diferente da pessoa sem deficiência, para a pessoa com deficiência.

Então vamos para o básico:

Chegue com antecedência, no mínimo 15 minutos antes da hora agendada.

Roupa, tem que se vestir adequadamente, digo, seguir o padrão da empresa, onde pretende trabalhar. Se for uma empresa mais formal, exemplo, um banco, use o padrão executivo; terno, terninho, calça social, camisa.. Por favor, nada de tênis, chinelo.


Pensando na pessoa com deficiência, se não puder usar salto, beleza, procure um calçado confortável, que te dê segurança, porém algo formal. Exemplo, uma sapatilha preta, não tem risco.... 

Outra coisa importante para as mulheres, maquiagem simples, básica e necessária. Brincos, pulseiras, colares, nada muito grande, sem brilho, algo, bonito e discreto... E claro, o cabelo e as mãos devem estar limpos e bem cuidados.

Antes da entrevista é fundamental que  você estude, pesquise sobre a empresa em que você quer trabalhar. 

Use  a internet para descobrir tudo sobre ela – a história, o que ela faz, o que produz, qual o tamanho, se é nacional ou não, quem são os concorrentes, como ela está em relação à concorrência etc.


Pessoas com Deficiência: Como se Comportar em uma Entrevista de Emprego?

Ah, imagine você trabalhando na empresa, como você pode ajudar  com o desenvolvimento da empresa e se questione o porquê você quer trabalhar lá.

Outro ponto importante, muito, cuidado com o que vai dizer e também com a forma de se comportar na entrevista de emprego. Nos testes escritos não pode ter  erros de português e  nem gírias.

Essencial, seja você mesmo, não minta, pois é muito fácil descobrir a verdade e a mentira. Seja, você mesmo verdadeiro e transparente.

Uma pergunta que sempre tem e por isso você já pode ir pensando na resposta; Quais são suas maiores qualidades? E os seus defeitos? Não rola respostas, como, “sou muito perfeccionista” e “trabalho demais, são clichê e pior, mentira, e não diz quem é você, de fato.

Você tem que mostrar autoconhecimento e saber exatamente no que você se destaca tecnicamente e comportamentalmente, muito bom citar  exemplos das suas qualidades e dos seus defeitos. Quando for  falar dos defeitos, procure explicar o que tem feito para melhorar.

Mostre  pró-atividade, autonomia, iniciativa, vontade de aprender, segurança e motivação, fundamental para esse momento. Mas, sem excesso, o abuso desses comportamentos pode acabar com a oportunidade.

Ser sincero é essencial, contudo, seja ético, jamais fale mal do seu emprego anterior, desligue o celular.

Saindo do básico.

Pessoas com Deficiência: Como se Comportar em uma Entrevista de Emprego?

Agora, vou entrar em algumas questões específicas da pessoa com deficiência nas entrevistas:

Se você, assim como eu, precisa que alguém te leve, não tem problema, mas a pessoa tem que ser o mais neutra (o) possível, falar o mínimo necessário, não ficar na sala com você.

Outro ponto, falar claramente sobre a sua deficiência, tudo que você não pode fazer e o que você faz.

Acessibilidade, o que você precisa ter, as adaptações, exemplo, mouse, computador, rampa, banheiro, bebedouro, enfim tudo que for necessário para o seu bem estar e para fazer um bom trabalho.

Cite exemplos de como é seu dia a dia, a pessoa precisa te conhecer, saber como lidar com as suas dificuldades, ter a certeza que você consegue se virar em um lugar como aquele.

Mostre como qualquer um, pode te ajudar e explique como, sem medo, passe segurança sobre a sua deficiência.

Conte experiências suas em outros lugares, empregos, faculdade, escola etc.

Passe segurança e mostre que, acima de tudo, é capaz de fazer um bom trabalho e agregar junto a empresa...

Caso você tenha dificuldade na fala, como eu, fale devagar, pausadamente e firme, a pessoa tem que entender tudo que você falar e, se for o caso, se sentir a vontade para pedir para você repetir.


Tenha o laudo médico atualizado, na versão física, em papel  e também na forma digital, em arquivo, para poder enviá-lo por e-mail quando pedido. 

O laudo é fundamental, porque possui  informações importantes  sobre sua deficiência e confirma que você pode ser enquadrado para a cota da empresa.

Esquecemos de alguma dica? Fique a vontade em nos ajude, nos comentários.

Um texto de Damião Marcos e Carolina Câmara.

Me Olham mas não me veem, adoram olhar para a minha deficiência, ficam reparando, curiosos, eu chamo a atenção!!!!

Me Olham Mas Não Me Veem!!!!!

Mas, infelizmente, ninguém me enxerga de verdade, como ser humano, que tem sim uma deficiência, porém, como qualquer um, tem também potencial, para ser, fazer, o que quiser!!!!

Quando digo ser e fazer o que quiser, estou me referindo a varias coisas, contudo aqui, quero ser mais específica e falar de profissão, trabalho. O pessoal é incapaz de me enxergar como uma profissional, capaz, parece que fica cego, limitado, que só olha para deficiência.

A deficiência não impede a pessoa de ter uma profissão, um companheiro, um filho, de amar a vida, de ser feliz!!!! O que dificulta a pessoa com deficiência de ter uma vida, é o pessoal, que não se permite ou não quer enxergar a pessoa e não a deficiência!!!!!

Por Damião Marcos e Carolina Câmara.


Nessa postagem exclusiva e inédita vamos abordar um tema importante no cenário das pessoas com deficiência na sociedade.


A importância de se conseguir um emprego para a pessoa com deficiência. Não é a importância de se conseguir um emprego para a pessoa com deficiência, pois ter um trabalho é fundamental para todos os seres humanos.

Há muitos aspectos envolvidos no trabalho, em trabalhar, tais como, dinheiro, claro, precisamos dele para viver, sobreviver. Tem também, a realização pessoal, a motivação, desejos, sonhos, objetivos, metas enfim o trabalho faz parte da vida do sujeito.

Lógico que isso não é diferente com a pessoa com deficiência, esse também é um sujeito, tem essas mesmas necessidades. Claro que também tem a questão da autoestima, a pessoa se perceber, saber, ter a certeza que é capaz, que a deficiência não a limita de trabalhar, de fazer parte do mundo real.

 Conquistar sua independência, ter seus próprios amigos, ter sua vida. A deficiência limita sim, porém ela não aprisiona a pessoa com deficiência, algumas famílias e sociedade é que isolam a pessoa com deficiência da vida, e mundo real. O maior desafio não é exercer a uma profissão, tendo uma deficiência, não pelas possíveis “limitações” da deficiência, pois isso é simples.

O negocio é bem mais fundo, é a sociedade, ela não permite a entrada da pessoa com deficiência no mundo real. A sociedade, ainda, não olha a pessoa com deficiência como um ser humano, comum, simplesmente com a diferença da deficiência. Falo isso, porque vivo isso, boa parte da sociedade enxerga primeiro a minha deficiência, para só depois, bem depois, me perceber de fato como pessoa. 

Ainda assim, tem uma grande parcela da sociedade, que de fato, não enxerga nada na pessoa com deficiência, ela, é totalmente, invisível. Por isso temos toda uma dificuldade para que haja uma verdadeira inclusão.

Você concorda com esse olhar, ou pensa diferente?

Texto de Damão Marcos e Carolina Câmara. 

Aconteceu segunda-feira (17/3) um encontro de empresários promovido pelo governo do estado de São Paulo. A iniciativa tem como objetivoo aumentar a participação da pessoa com deficiência no mercado de trabalho.


O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) vai oferecer 13,7 mil vagas em cursos de formação inicial e continuada ou em cursos técnicos de nível médio para pessoas com deficiência. Os cursos são gratuitos e integram o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). 
Deficientes que procuram vagas no mercado de trabalho percebem que nem sempre a qualificação é o suficiente. A constatação do Ministério do Trabalho é de que muitas empresas não querem investir em melhorias na acessibilidade e deixam de contratar. Para escapar das multas e da fiscalização, os empresários estão recorrendo à Justiça.
Para a deputada Rosinha da Adefal, a isenção vai incentivar a contratação de pessoas com deficiência por empresas menores, que não se incluem na cota estabelecida em 1991.
O momento da entrevista de emprego é crucial para alcançar a vaga de emprego desejada. Neste momento, o candidato será minuciosamente avaliado e todos os seus comportamentos contarão para o sucesso ou não na almejada oportunidade profissional. Diante disso, a ansiedade e nervosismo são característicos nessa situação, sendo assim, veja algumas dicas que podem ajudar e colaborar para que você se prepare e consiga entrar no mercado de trabalho. 
Carteira de trabalhoMaio começa sob o signo do Trabalho, direito garantido para todos em diversos documentos e leis: na Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948), na Convenção 159 da OIT – Organização Internacional do Trabalho, sobre reabilitação profissional e emprego, ratificada pelo Decreto nº 129 (1991) e na Constituição Federal de 1988. Recentemente, a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (Artigo 27) reitera esse direito e recomenda a promoção de emprego nos setores público e privado, mediante a adoção de ações afirmativas e a garantia de condições seguras, salubres e com acessibilidade.

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